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Annemarie Hale jurava que dava para ouvir um grampo de cabelo cair naquele restaurante. Ela não sabia exatamente quando aconteceu mas era como se o tempo estivesse congelado. As vozes das pessoas que passavam pelo restaurante se tornaram um murmúrio distante, o seu canto favorito do restaurante era em frente a uma janela enorme, com vista para floresta, agora era apenas um borrão.
Na primeira vez que ela terminou de ler a carta ela pode sentir como se algo dentro dela estivesse quebrado, a prova disso foi a única lágrima que escorreu por sua pele pálida. Na segunda leitura ela até chegou a sentir raiva - algo que ele estava correto. Mas ao chegar na décima vez que ela leu, tudo o que pode sentir foi um vazio enorme em seu peito. Vazio que um dia foi preenchido pela promessa de Edward Cullen.
"que visão triste." — algum cliente aleatório comentou em quanto olhava para aquela garota.
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Sam Uley sabia, desde de seu primeiro respirar na forma de um grande lobo preto, que toda sua vida havia mudado. Todos os seus sonhos, planos, projetos e amores haviam mudado. Tudo tinha sido destruído. A única coisa que ele tinha convicção é que ele usaria sua nova forma para fazer algo melhor, ele protegeria aqueles que não podiam se proteger. Ele se lembrou disso na primeira vez que conheceu Annemarie.
Quando foi instituído como alfa — não que houvesse muita opção, até então, ele era o único lobo da tribo — foi necessário uma reunião com a família Cullen, uma espécie de encontro para deixar tudo esclarecido. "Ei, bem vindos de volta a cidade, continuem comendo animais e eu não mato vocês". Porque, apesar de discordar completamente do tratado instituído por seus ancestrais (Sam era mais a favor de matar todos os sugadores de sangue, vegano ou não), ele honraria o tratado.
Foi nessa "reunião" que ele conheceu Annemarie. O garoto de topete — o alfa não foi capaz de guardar o nome de ninguém além do doutor — explicou a história dela e o motivo pelo qual havia uma humana vivendo com eles e em como isso não violava nenhuma parte do tratado, ela não se tornaria uma vampira. Sam ainda lembrava de como a garota era tímida e estava tensa, não falou em nenhum momento da "reunião". Mas ele sabia que, em algum futuro não distante, ela seria alguém que precisaria da ajuda dele. Ela precisaria ser protegida.
Nem todos os moradores da tribo tinha certeza que a lendas que eles cresceram ouvindo eram verdadeiras, mas eles tinham fé que elas poderiam ser reais, os sinais eram claros. E apesar de todo julgamento sobre as ultimas decisões de Sam, eles ainda confiavam na proteção dele. Então quando a dona do único restaurante de La Push ligou pra ele pedindo para ele passar por lá não foi uma surpresa — as vezes ela pedia para que ele fosse assustar algum turista inconveniente —, também não era uma surpresa ver a garota ruiva sentada no canto do restaurante, ela estava sempre lá.
Mas foi uma surpresa quando a dona disse que ela estava sentada lá desde das dez horas da manhã – já era quase cinco da tarde —, sem consumir nada além de um café preto.
— Já tentei falar com ela várias vezes, Sam. Ela não parece estar normal, mais cedo vi ela chorando até. — a garçonete, que não devia ter mais de dezessete anos, disse. — Chega a ser triste, tudo que ela faz é olhar pra aquele papel!
Sam não era burro, talvez um pouco bruto, mas não burro. Ele sabia o que tinha acontecido, ele pode sentir quando aconteceu, todos eles puderam sentir — Jared e Paul começaram a organizar um churrasco de comemoração no mesmo momento. Os vampiros haviam ido embora. A única surpresa na situação foi que eles haviam deixado um membro da família. O sentimento de proteção que ele teve semanas atrás fez sentido, ele só precisava colocar em prática.
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Anne conheceu o restaurante duas semanas depois que Edward a levou para conhecer o alfa da tribo. Ela ainda lembrava de todas as orientações que ela ouviu da família horas antes, algo sobre como os lobos eram perigosos e instáveis. Ela pensava que era um pouco hipócrita da parte deles — Edward ficou um pouco ofendido com o pensamento —, ela vivia com seres que precisam de sangue para viver, ela não ficaria assusta com algum tipo de cachorro (ela arrancou uma risada de Edward quando começou a imaginar pequenos chihuahuas).
Ela até prometeu ficar o mais longe possível de La Push, ela tentou cumprir a promessa. Mas era como se algo a atraísse para a cidade, ela acabar naquele restaurante em uma de suas corridas matinais não foi uma surpresa, parecia certo estar ali. Sam, o alfa, tinha dito que ela era bem vinda nas terras deles, e ela estaria aproveitando a oferta — apesar de toda sua família ser contra a sua escolha de estabelecimento.
Sentada ali, centenas de flashbacks passavam por sua mente, desde do dia que conheceu Edward, até a noite do aniversário de Isabella Swan.Conforme as horas passaram e o dia naquele restaurante seguia, a garota de cabelos ruivos sabia que precisava sair dali. Ela precisava catar todos os pequenos cacos de seu coração e sair daquele restaurante, ela precisava parar de lembrar. Mas ela não podia, ela não conseguia.
Até que ela ouviu o barulho de um copo sendo quebrado, bem ao lado de sua mesa. Era como se ela tivesse descongelado, como se alguém tivesse tirado um filme ou uma música da pausa, como se os minutos tivessem voltado a contar. E o responsável por isso era aquele que ela tinha sido avisada para ficar longe, Sam Uley, o alfa da tribo.
— Tem alguém ocupando essa cadeira?
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