— Que foi carniça? O que que tu tanto olha fi do djanho?
Paraná brigou com Rio Grande do Sul. Ele o encarava a manhã inteira, somente parando em alguns momentos para trabalhar e voltava a fitá-lo. O menor não sabia mais como ignorar aquilo! Daqui a a pouco pularia em seu pescoço, seja para beija-lo seja para estrangula-lo.
Para desespero de raiva do moreno o gaúcho simplesmente virou a cara o ignorando. Estava prestes a pular de seu lugar quando São Paulo apareceu na porta com alguns papéis na mão. Encarou surpreso o amigo. De cara já entendeu que o menor estava realmente prestes a fazer alguma coisa com o loiro.
Só com olhares o paulista impediu o paranaense de seus planos e se aproximou já tratando de coisas do trabalho.
— Aqui meu, tem que revisar e assinar esses papéis antes que eu envie tudo pro Brasil. — Colocou as folhas na mesa diante do menor e falou mais baixo se aproximando. — O que tá rolando? — Lançou olhares para o barbudo, indicando do que queria explicação.
Já sem paciência Paraná fala bem alto, fazendo questão que o loiro o escutasse.
— Esse idiota tá me encarando a manhã inteira e não fala merda nenhuma!
Receberam um olhar afiado do maior. Finalmente! Será alguma reação? Sul volta a encarar o próprio computador fazendo Paraná fisicamente puxar os próprios cabelos com as duas mãos e grunhir fumegando de raiva.
— Ah!!! Disgraça! — Deu um pulo da cadeira, fazendo o móvel correr para trás com um barulho alto.
Catarina chega nesse momento e vê aquele comportamento com dúvida no rosto. Até virou a cabeça de lado tentando entender o que se passava. Exigiu explicações com o olhar no paulista, que se limitou a erguer os ombros também sem saber muito o que exatamente que acontecia. Já acostumada com as esquisitices dos colegas de sala a mulher ignora e fala com o barbudo.
— Sul, teu irmão disse pra eu te avisar que ele vem aqui daqui a pouco e que era pra você esperar ele.
— Obrigado por avisar Catarina. — O maior murmurou educado e lançou outro olhar estranho para Paraná.
Dessa vez São Paulo foi obrigado a concordar com o melhor amigo, ele estava realmente estranho. Ainda mais se considerar que estivesse fazendo aquilo a manhã inteira. Paraná bufou audivelmente e tentou se distrair lendo os documentos que o sudestino trouxera.
Demorou um pouco mais que o esperado para analisar os papéis, mas o paulista não parecia se importar de lhe esperar ali mesmo e fazer companhia também, já na última folha Norte chega na sala com sua presença marcante de sempre.
— Maninho. — Cumprimentou o irmão e olhou em volta em seguida. — Oi pessoal. Tudo na mais perfeita paz?
— Não. — Paraná foi rápido em reclamar.
Com a resposta negativa inesperada o nordestino foi obrigado a perguntar surpreso.
— Eita píula, aconteceu alguma coisa?
O menor olha afiado para o loiro.
— Teu irmão tá estranho. Só isso. — Falou irritado, talvez com a presença do potiguar na sala arrancaria alguma informação ou reação do loiro.
RS novamente o encarava estranho e Norte foi obrigado a olhar para o de seu sangue preocupado.
— Falasse alguma coisa cabra?
— Nada! — O menor respondeu no lugar batendo na mesa e gesticulando amplamente. — A manhã inteira tá me encarando sem falar nada!
Se aproximou afrontoso do loiro e exigia uma explicação de braços cruzados. O gaúcho respirou fundo e conferiu de novo os presentes na sala, passando o olhar por todos. Parece que tomou uma decisão e se levantou também, se aproximando do menor.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Origens [Devagar quase parando]
Fiksi Penggemar- Erhm eu sei que tecnicamente a gente já começou a trabalhar e não somos mais novatos, mas de quem é aquela mesa? - Catarina apontou para a escrivaninha vazia em frente à sua. - Eu nunca vi ser ocupada.... - Também não sei.... - Paraná apoiou distr...
![Origens [Devagar quase parando]](https://img.wattpad.com/cover/362447115-64-k389975.jpg)