À força

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oi meu povo....*cof, cof, aceno desengonçado* quanto tempo neh, eu dei uma sumida ae

essa é uma tentativa de engajar novamente na historia viu e digo que a ferramenta mais poderosa que vcs podem usar são os coments e fangirling sobre a trama. Estou me sentindo levemente confiante, mas a única coisa que prometo é esse e o próximo cap somente  :')  pq a vida é injusta mesmo

besitos

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— Perdesse a casa mesmo cabra?

Sul bufou diante da pergunta do irmão, ele sabia ser bem irritante quando queria.

— Sim. Mas eu não gostava dela mesmo. — Murmurou contrariado entredentes.

Estavam a caminho da estância do pai, Norte o levava à força para lá, mas se ele precisava ver por si mesmo que os dois não se davam bem então que assim fosse. Pelo menos pararia de encher o saco.

— Brasil não ficou chateado?

O loiro deu de ombros.

— Tanto faz, minha dívida era daquele valor mesmo e não é como se ele tivesse dinheiro pra pagar os caras.

— Entendi...

O nordestino respondeu fracamente deixando a conversa morrer, estavam chegando na propriedade do pai. Assim que encostou o carro na porteira ouviram relinchos ecoando do campo e foi inevitável do gaúcho abrir um sorriso, seus cavalos o haviam reconhecido de longe, logo disfarçou a expressão pois era encarado pelo de seu sangue. Suspirou e desceu do carro para abrir a porteira de madeira. A regra era clara, se tinha mais de uma pessoa no veículo não era o motorista que teria que abrir o caminho.

Deu outro suspiro pesado, estavam realmente ali. A essa hora o pai estaria voltando da lida, um bom momento para receber visitas. Como estariam seus cavalos? Será que a potra tinha crescido muito? Será que o reconheceria?

Subiu novamente no carro do irmão e milagrosamente ele manteve o silêncio, porém se sentia ser avaliado a cada respiração que dava, era enervante, mas era melhor que conversar.

— Eai Gérson!!! Quanto tempo cabra! — O gaúcho foi arrancado de seus pensamentos com o cumprimento espalhafatoso do irmão para o capataz da propriedade. — Sabes dizer se o painho tá em casa já?

Sul não prestou atenção na resposta mas teve a impressão de ser positiva. Ah merda, estava se sentindo agitado. Nunca mais havia conversado com o pai e agora não sabia nem como encará-lo, ainda mais depois de se descobrir gay. Certeza que seria a decepção da vida dele.

— Tchê. — Chamou o irmão. — Quero ver meus cavalos antes de entrar. — O nervosismo tomou conta de si, já não conseguia controlar muito bem suas emoções, precisava de um tempo.

— Claro cabra. — Pelo menos nessas horas era bom ter um irmão sensitivo.

Norte fez um pequeno desvio e parou perto da cerca de um dos piquetes e sem surpresa alguma tinham três cavalos ali os esperando. Relincharam assim que viram o barbudo descer do veículo.

Mas é mole mesmo. O nordestino pensava enquanto observava o irmão interagir com os animais. Era claríssimo que ele estava com os nervos à flor da pele, mas queria manter a pose do bonzão que não se abala com nada. Que nem o pai. Via o gaúcho chamar cada um dos equinos pelo nome e esfregar a cara na deles, sentia falta dos bichinhos, isso era claro.

— Bem que eu me perguntei quem era o dono desses cavalos tchê!

Foi reação imediata do gaúcho dar um pulo de susto e se virar como quem fora flagrado fazendo algo errado. Diante de si estava o pai montado em seu próprio cavalo e claramente voltando do campo. Mais velho do que se lembrava. Seu coração apertou.

Origens [Devagar quase parando]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora