Estou à disposição

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Enfim voltando das cinzas meu povo!!!! Agradeçam à @gugkmin-side mais uma vez por conseguir me destravar nessa fic~ 

lhe dou todos os créditos por essa façanha xuxu s2s2s2 e por me aguentar literalmente todos os dias~ 

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— Vamos andar un poquito? — Chile convidou Paraná timidamente, compelido pelo álcool.

O brasileiro suspirou baixinho. Tinha percebido o interesse dele em si, mas ainda não tinha certeza se queria. Olhou em volta rapidamente e viu o gaúcho passar a mão nos ombros do uruguaio. Mudou de ideia.

— Vamos! — Já se levantou apontando para a porta que dava para a propriedade. — Acho que tem cavalos lá pra trás. Vamos lá daí.

C-claro. — Se assustou um pouco com a energia repentina dele, mas logo se levantou também e foram para fora.

Não viram que foram observados por Matinha e Paraguai conversando no cantinho do lado de fora.

Rapidamente acharam o galpão do gaúcho e os piquetes com os animais. Foram recebidos com alguns relinchos e até um potrinho novo saiu correndo animado de um lado para outro e parecia extremamente curioso com os visitantes tentando farejá-los de longe.

PR foi até a cerca e se agachou deixando que o filhote se aproximasse e lhe cheirasse o cabelo e até tentando lhe morder os fios como se fosse algum capim. Foi inevitável não rir com a cosquinha que sentiu, fazendo o bichinho sair correndo de novo, feliz. Se levantou sorrindo. Era muito fofo.

Ainda olhava o ambiente em volta quando sentiu um leve puxar em seu casaco, se virou e encontrou o chileno com as bochechas rosadas.

— Paraná. — O chamou tímido. — Creo que entendiste por qué te llamé hasta acá.

O menor precisou sorrir. Havia sim percebido. O hispânico era ruim em esconder suas emoções, pelo menos para si. Desviou o olhar deixando-se vagar pela estrutura equestre em que estavam inseridos. Seu coração estava apertado. Queria. Mas não estava conseguindo se soltar, mesmo com a bebida.

— Sim. — Respondeu suavemente se virando e aproximando dele. — Agradeço o interesse. Mas creio que não estou pronto pra isso.... — Titubeou um momento desviando o olhar. — Tem alguém que eu ainda não superei. — Lhe ofereceu um sorriso dolorido.

L-lo entiendo. — Ficou um pouco sem graça. — S-se eu servir de alguma coisa para ti. Estou à disposição. — Sorriu da melhor forma que conseguiu. — Nem que seja pra fazer ciúmes, sí? — Brincou.

O paranaense riu divertido, ele era dos seus.

De repente ninguém menos que Sul chegava no galpão, ainda ofuscado ao entrar no ambiente mais escuro. Droga! Por que ele? Justo ele? Cruzou olhares com o hispânico e o puxou pela gola lhe dando um beijo na boca.

— Paraná? É tu que tá agitando os cavalos aqui?

O gaúcho perguntou mais com a intenção de fazê-los parar do que realmente para saber quem que era. Tinha visto muito bem aquela troca de saliva e por algum motivo se irritava tremendamente. Os dois se separaram enquanto o dono da casa se aproximou.

— Aqui não é lugar pra isso tchê! — Reclamou com raiva encoberta de bom humor.

— Qualquer lugar é lugar. — Paraná revidou dando a língua. Trocou olhares com o chileno, torcendo para que ele não estragasse tudo. Infelizmente agora lhe devia explicações.

Origens [Devagar quase parando]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora