— Reunião agora na sala de conferências, chefia pediu pra avisar todo mundo!
Rio de Janeiro passava nas salas de todas as regiões chamando o pessoal. Acabara de avisar o Centro-oeste e não esperou resposta, já saindo em seguida, parecia cansado por ser o primeiro horário da manhã.
— Uai sô? O qui será qui é? — Matinha se levantava de seu lugar.
— Devi di sê importante pra sê tão cedo. — Goiás comentou também se levantando, talvez tivesse oportunidade de se aproximar da mulher naquele momento.
— Hunf, só sei qui eu quero é voltá logo, tem um tanto di coisa pra fazê hoje. — Matin se interpôs ao lado da irmã afastando o goiano com sua presença.
O grupo rumou para a sala mencionada encontraram Catarina e Paraná no caminho.
— Bão dia pessoal. — MT cumprimentou. — Ocês sabem o qui tá acontecendo?
Os dois sulistas trocaram olhares e SC se adiantou.
— Acho que é pra apresentar um certo alguém. — Falou suavemente com um sorrisinho no rosto.
A chegada do último integrante da região deles era esperada com expectativa. Os três centro-oestinos reagiram em surpresa.
— Tem mais um docêis agora é? — Goiás exclamou. — É uma mulher? — Já se animava.
— Ocê é um gado mesmo. — MS levantou a mão ameaçadoramente.
— É um cara grosso! — Paraná falou ácido interrompendo o maior. — E fedido.
— Ai Paraná.... Ele chegou de viagem a cavalo e veio direto aqui ontem. Dá um desconto.
— Ele tava fedendo a estábulo e é grosso pra um caralho! Tu viu ele! — Gesticulava amplo, irritado. — E aquela adaga! Pra que aquilo?! Qual a necessidade?!
— Adaga? — Matinha perguntou curiosa.
— Ele deixou uma adaga na mesa dele amiga, na gaveta que tem a chave sabe?
— Heh. — Matin soltou uma risadinha. — Já gostei dele.
Catarina sorriu cansada, parando para pensar era bem possível que eles virassem amigos mesmo.
Finalmente o grupo chegou na sala de conferências, os outros estados também estavam chegando, todos se perguntando o que estava acontecendo e o burburinho era alto, Brasil precisou elevar a voz para chamar a atenção.
— Pessoal! Silêncio agora por favor!
Rio de Janeiro assoviou alto.
— AE! A chefia quer falar! Calem a boca aí! — Conseguiu o que queria, se virou para o brasileiro com um sorrisinho convencido. — É assim que se faz irmão.
O moreno revirou os olhos e tomou a frente no podium.
— Vocês devem estar se perguntando porque eu chamei vocês aqui tão cedo hoje.
— Fala logo que eu tenho mais o que fazer! — Ceará gritou brincalhão.
— Cala a boca cabeçudo! Deixa ele falar! — Piauí respondeu implicante.
— Oi, oi, oi. Calem a boca que tá todo mundo perdendo tempo aqui.
Pernambuco interferiu, não ia ser respeitado, mas bastou um olhar severo da Bahia que os outros dois nordestinos quietaram. O do bigode achou que era graças a ele, sorriu e sentou de volta em seu lugar e indicou que Brasil poderia falar novamente.
— Como eu ia dizendo. — BR retomou levemente irritado. — Quero apresentar o último estado da região sul. — Indicou uma das cadeiras da frente, ninguém havia percebido a presença dele ali.
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Origens [Devagar quase parando]
Fiksi Penggemar- Erhm eu sei que tecnicamente a gente já começou a trabalhar e não somos mais novatos, mas de quem é aquela mesa? - Catarina apontou para a escrivaninha vazia em frente à sua. - Eu nunca vi ser ocupada.... - Também não sei.... - Paraná apoiou distr...
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