Alguém passou mal

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Inspiração é um troço estranho neh?... Consegui escrever mais uma parte por isso estou postando mais um cap :) (acho que foi o efeito de ver e fazer e me mexer em relação às doações para o RS q me destravou...? Enfim, cá estamos)

E vamos combinar que precisamos de um pouco de distração pra conseguir respirar neh

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— Ué cabra? Já vais? — Pernambuco interceptou Norte quando passava pela sala em direção à saída carregando o irmão.

O maior disfarçou um pouco seu humor.

— Alguém passou mal. — Indicou o de seu sangue. — Vou levar ele pra casa agora.

— Ihii, esse aí já tá pra lá de Bagdá. — Se abaixou para olhar a cara desacordada do loiro. — Oxi, coloca ele no sofá cabra. — Indicou o móvel. — Depois tu leva ele embora.

O potiguar suspirou cansado.

— Eu perdi o humor pra festa visse Buco. Mais tarde tu me contas o que aconteceu.

— Entendi. — Apesar de alterado o mais velho percebeu a seriedade dele. — Então nos falamos amanhã. Ou melhor, depois de amanhã. — Sorria largo. — A ressaca vai ser foda.

Norte forçou um sorrisinho indicando que concordava. Se virou para finalmente ir embora quando o de bigodes o chamou de novo.

— Ah é! Falei com o Maranhão e descobri o que que ele colocou no brownie. — Esperou que o outro virasse o rosto em sua direção demostrando curiosidade. — Um afrodisíaco novo aí. E a plaquinha? Tá completamente certa. — Ria maroto indicando que ele mesmo havia consumido do doce. — Realmente aquece o corpo e o coração. Eu vou agora dá uns chêro em Bahia. Convencer mainha de ficar com o painho aqui.

O potiguar começava a ligar os pontos, mas queria ter certeza. Largaria o gaúcho no carro e voltaria pra perguntar se Matin ou Minas tinham visto algum indicativo de que o loiro havia comido daquele brownie. Assim foi feito.

Voltou à casa e lançou um olhar dolorido para a boca da escada, parecia que os outros dois não haviam descido ainda. Respirou fundo e foi atrás dos que acompanhavam o irmão mais cedo. Encontrou-os ainda jogando dardos.

— Opa, bão? — Minas cumprimentou, estava na mesa e era a vez do de cabelo comprido lançar.

— Fala Minas. — Sentou ali também falando mais baixo. — Me diz uma coisa cabra. O Sul falou que estava com calor em algum momento?

Matin estralou a língua.

— Ele quase tirou a roupa aqui. — Falou irritado.

— Num isagera Matin. — MG interveio. — Ele só abriu um pouco da camisa dele só. Nada de mais.... Por que?

— Ah, nada não visse. — Odiava aquilo mas disfarçou a história a pedido de Paraná. — É só que ele passou mal e eu vou levar ele pra casa mesmo.

MS riu duro.

— Do jeito qui ele tava bebendo.... Era óbvio qui ia passar mal.

— Ele bebeu muito?

Minas sorriu fraco e indicou as garrafas abandonadas no local.

— Quase tudo é dele. Eu e o Matin só tomamos essas daqui. — Indicou um cantinho com menos da metade do outro lado. — Fora o licor ali e a garrafa di vodca. — Apontou aquelas garrafas. — A ressaca dele vai ser bem forte.

Origens [Devagar quase parando]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora