Fiasco

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— Olha o que eu comprei! — Paraná exibia o celular para São Paulo assim que o viu de manhã.

— Perae mano. — O sudestino afastou o aparelho da cara. Na tela tinha a imagem promocional de um dildo de cavalo. — O que é isso agora Paraná? — Olhou desdenhoso para o menor.

— Não gostou? Eu achei legal. — Recolheu novamente o celular.

— Pra que cê quer uma miniatura disso? Vai fazer coleção agora é?

— Quem disse que é miniatura? — O paranaense abriu um sorriso largo enquanto o amigo entendia realmente o que aquilo significava. SP arregalou os olhos aos poucos.

— Não é possível meo....

— Ah é sim.

O paulista colocou a mão na cara desacreditado.

— Quando eu te falei pra arranjar algo pra preencher seu vazio existencial não era disso que eu tava falando! Era pra tu arranjar um pet! Não a porra de um dildo quilométrico desses!

— Ai, não é quilométrico. Tem só 50 centímetros de comprimento poxa.

O paulista precisou parar e encarar o menor.

— Essa porra tem meio metro?! — Pegou o sulista pelos ombros. — Me diz que tu não vai mesmo usar isso!

— Usar o que? — Rio de Janeiro chegou de repente atrás de São Paulo assustando os dois amigos.

— Não é da sua conta cacete! — O paulista se virou agressivo.

Sem nem piscar Paraná empurra o melhor amigo para cima do carioca e sai correndo e rindo, era a melhor forma de escapar daquela conversa chata.

São Paulo fica tão surpreso que demora para sequer entender o que tinha acontecido, quando viu estava nos braços do descolorido. Olhou de supetão para a cara dele se surpreendendo ao encontrá-lo com as bochechas rosadas. Diante do flagra Rio de Janeiro larga o paulista deixando-o cair no chão.

— S-se não que contar também não conta porra. — Disfarçou seu embaraço.

— Caralho Rio! Não precisava me derrubar no chão também né. — São Paulo não conseguia reclamar mais pois também estava embaraçado. — Me ajuda aqui idiota!

Sem pensar muito estendeu a mão e agarrou onde alcançou, só percebeu que foi a calça do maior quando puxou e quase despiu ele. Corou profundamente quando viu sua cueca.

O carioca desviou o rosto para o lado, estranhamente entretido. Já não se importava tanto pois independente de como olhasse, quem tinha a "superioridade" ali era ele.

— Se queria tanto assim era só pedir boneca.

São Paulo corou ainda mais sem conseguir desviar o olhar da roupa íntima do moreno. Puta que pariu. Se irritou de vez. Puxou o que precisava para se levantar, endireitou a postura e saiu andando como se nada tivesse acontecido, deixando um carioca profundamente confuso e pensativo para trás ajeitando a roupa.

Porque que não se importava tanto quanto deveria com aquilo? Ele tinha quase tirado sua roupa no meio do corredor! Mas porque aquilo lhe pareceu tão erótico?! Era a porra do bolachinha caralho! M-mas aqueles olhos dele... Puta merda!


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Paraná cê me paga filho da puta desgraçado! Que porra de ideia foi essa de me empurrar daquele jeito pra cima DO RIO!!! Olha a merda que aconteceu porra!

O paulista chegou na própria sala, sentou em seu lugar e baixou a cabeça na mesa tentando esconder seu embaraço na desculpa esfarrapada de que estava cansado.

Origens [Devagar quase parando]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora