"mutlu son" aka "final feliz"

56 13 0
                                    

Uma coisa interessante sobre o meu namorado: Ele ama comer, mas não sabe cozinhar.

Eris não só desconhece como cozinhar, o fato é que ele é horrível no fogão; 1,87 metros de pura negação gastronômia, do tipo que colocaria fogo em uma casa de tão desastrado. Sem exagero.

Eu até tentei ajudá-lo, separei alguns dias para lhe dar aulas de culinária, e o avanço dele era tão pequeno que só com muita esperança era possível vê-lo. Há alguns dias atrás chamei a mãe dele para almoçar aqui em casa. Não querendo me gabar, mas ela ficou encantada comigo. Ela me contou muitas coisas sobre o filho, inclusive umas bem vergonhosas... Coisa de mãe. De qualquer modo, foi muito bom conhecer Veronika, ela era um doce de pessoa. E extremamente linda também, com a altura e delicadeza daquelas modelos que vemos em desfiles na internet.

Meus pais vieram me fazer uma visita que duraria sabe-se lá Deus quanto tempo, meus irmãos ficaram com Vanessa e meus avós no interior. Nisso eles notaram que eu recebia muitas visitas de Eris nos finais de semana e que ele sempre me trazia de volta do trabalho.

— As coisas estão ficando sérias, hein? — Meu pai comenta depois que me vê mandando um áudio para Eris.

— Está sim. — Respondi.

— Não tenho dúvidas de que ele seja um bom rapaz, Tereza... — Eu e minha mãe o encaramos e falamos ao mesmo tempo.

— Mas?

— Me pergunto se ele realmente está disposto a ter uma vida ao seu lado.

— Bem, seu pai tem razão. O namoro tem que ter um certo destino…

— Eu entendo a preocupação de vocês. Olhe, Eris disse que virá aqui amanhã para almoçar conosco, acredito que podemos conversar sobre isso. — Meus pais trocaram olhares seguidos por sorrisos suspeitos. Olhei de um pro outro. — O que foi?

— Meu bem, se um homem realmente está interessado, ele luta pelo que quer. Só precisamos saber até onde vai o interesse do Eris.

— Exato. — Meu pai concordou. — O plano é o seguinte…

(...)

Eris apareceu na minha porta às dez da manhã. De terno. Num sábado.

O olhei de cima a baixo e de baixo para cima sem acreditar no que via.

— Eris.

— Maria Tereza.

— Essa produção toda é pra agradar meu pai?

— A sua mãe também.

— Vestiu mesmo um terno pra agradar meus pais?

— Gosto das coisas à moda antiga. — Levantou as mãos em rendição. Abri espaço para ele passar. Assim que fechei a porta atrás de nós eu segurei sua mão, o fazendo parar de andar apenas para dar um beijo em sua bochecha.

Sua mão segurou minha cintura, mas antes que qualquer coisa acontecesse meu pai apareceu e fingiu uma tosse para chamar nossa atenção. Eris me largou, andou na direção de meu pai com a mão estendida.

— Senhor Jorge. — Meu pai apertou sua mão com um sorriso aparentemente simpático no rosto.

— Eris! Como você está cheiroso meu bem. — Minha mãe lhe deu um abraço. — Está ainda mais bonito, olhe só Maria Tereza.

— É, bonitão mesmo.

— Jorge me ajuda com algo rapidinho? — Minha mãe chama meu pai e o leva para a cozinha, e Eris ficamos sozinhos na sala.

𝐑𝐚𝐢́𝐳𝐞𝐬 𝐚𝐦𝐚𝐫𝐠𝐚𝐬, 𝐚𝐦𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐨𝐜𝐞𝐬Onde histórias criam vida. Descubra agora