Capítulo 3

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Capítulo 3 – Quartel do Pelotão de Yoongi – 7:41 AM, Sexta-feira

Min Yoongi

Estacionei meu carro e fui direto para a sala do sargento. Ontem à noite, recebi uma mensagem do coronel informando que o sargento queria falar comigo — e se tem uma coisa que eu aprendi, é que quando ele quer conversar... tem missão na área.

Bati na porta. Uma voz firme respondeu:

— Entre.

Fiz continência ao entrar. O sargento retribuiu com um aceno sutil, os braços cruzados sobre o peito, encostado na beirada da mesa.

— Queria falar comigo, senhor? — perguntei, já me sentando à frente dele.

— Sim, soldado. — Ele se afastou da mesa e ficou me encarando como um general prestes a dar uma sentença. — Recebemos informações seguras: Kim Taehyung vai importar um lote de drogas hoje à noite. Quero que você vá até lá e impeça. Elimine o carregamento se necessário.

Sorri de leve.

— Vai ser um prazer, senhor. — Me levantei. — Algo mais?

— Negativo. Está dispensado.

Saí da sala com um gosto de vitória na boca. Hoje era dia de rever meu mafioso.

Dois anos que a gente joga esse jogo. Gato e rato. Eu nunca o enfrentei diretamente, mas já atrapalhei várias operações dele. Ele manda ameaças, eu finjo que me importo. A polícia até conseguiu uma foto dele certa vez… mas, curiosamente, eu acabei derramando café em todas as evidências.

E o computador com o backup? Pegou fogo.

Coisas que acontecem.

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Segui para a ala de treino de tiro à distância. Ao entrar, percebi que não estava sozinho.

— Bangchan, chegou cedo hoje.

O garoto quase deu um pulo ao ouvir minha voz.

— Ah! Yoongi! Cheguei sim. Estou tentando melhorar minha mira… quero estar pronto pras missões.

Ele segurava a arma com nervosismo, mas havia determinação nos olhos.

— Está certo em focar nisso. Uma boa mira é tudo pra um sniper.

Coloquei minha maleta numa mesa lateral e comecei a montar minha M24 com calma, como se estivesse desmontando um quebra-cabeça.

— Yoongi… será que você poderia me ajudar?

Ri de leve.

— Claro que sim, Bang. Sempre que precisar, é só pedir. Somos soldados, mas acima de tudo, parceiros.

Ele sorriu, tímido.

— Mas chega de sentimentalismo. Vamos treinar — finalizei, engatilhando minha arma.

Passamos a manhã inteira nisso. Bangchan evoluiu bem. Se ele continuar nesse ritmo, logo vai se tornar um dos melhores da Coreia.

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Mais tarde, quando o expediente acabou, me despedi dele, fui para o carro e segui direto pra casa.

Ao chegar, subi pro quarto, deixei minha maleta sobre a escrivaninha e fui direto trocar de roupa. Preto dos pés à cabeça. Nada chamativo. Roupas de missão.

Peguei a maleta novamente e entrei no carro.

Destino: local da entrega.

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Me instalei numa casa abandonada, cerca de 200 metros do ponto de encontro. Gosto de chegar cedo. Sempre. Isso me permite analisar o perímetro, mapear pontos cegos, possíveis rotas de fuga, rotas de ataque. Preparo é tudo.

Passada uma hora e quarenta e cinco minutos, finalmente, o show começou.

Um caminhão se aproximou, seguido por um carro preto, sem placas. Clássico.

Quatro homens desceram armados. E então… ele.

Kim Taehyung.

O mafioso mais arrogante da Coreia saiu do carro com uma bolsa preta nas mãos. Acompanhei tudo pela mira da M24, cada passo dele calculado, elegante, perigoso.

Ele conversava com o motorista do caminhão. Depois entregou a bolsa — dinheiro, com certeza.

Mirei na cabeça do motorista.

— Me desculpe, mas hoje você não volta pra casa.

Puxei o gatilho.

BANG!

Acerto limpo. Só que... um detalhe crucial.

— Merda... — murmurei.

O silenciador. Eu não o prendi direito. Som alto. Exposto.

Voltei a olhar pela mira e vi três homens correndo para proteger Taehyung. Mas algo não batia.

— Três atiradores?

— Quatro.

A voz atrás de mim foi como uma bala gelada na espinha. Senti o cano frio de uma arma encostar na minha nuca.

Levantei as mãos, devagar.

— Mais que droga...

O jogo virou.

[...]

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