Capítulo 7

43 3 0
                                        

Capítulo 6 – Seul, Sábado – 16:05 PM

Kim Taehyung

Voltei direto pra empresa, o coração em chamas. A primeira coisa que fiz foi procurar Namjoon. Precisava saber: cadê o maldito do Jackson?

Me disseram que ele próprio foi buscar. Isso já me pegou desprevenido. Namjoon quase nunca faz o trabalho sujo, mas dessa vez... bom, talvez ele tenha entendido que não era uma ordem qualquer. Era pessoal.

Meia hora depois, meu celular toca. Atendo antes mesmo de completar o primeiro toque.

— Conseguiu pegar ele?

— Sim. Ele tá no galpão. Vem logo. — e desligou.

Sem pensar duas vezes, saí feito um furacão. Dirigi como um louco até o galpão. Ao entrar, fui direto pra sala de interrogatório. E lá estava ele.

Jackson.
Preso à cadeira. Fita na boca. A cara mais nojenta da máfia. O lixo que ousou encostar no meu Yoongi.

— Peguei ele indo pra casa. — disse Namjoon, se aproximando com calma.

— Ninguém te seguiu?

— Você tá duvidando de mim, Taehyung? — arqueou a sobrancelha.

— Só tô surpreso que você foi pessoalmente.

— Você ficou completamente fora de si quando soube que o Yoongi foi baleado. Resolvi agir antes que você explodisse a cidade. — sorriu de lado.

— Fez bem. Agora me dá licença. Quero ficar a sós com esse desgraçado.

Namjoon assentiu e saiu, sem discutir.

Me aproximei de Jackson. Tirei a fita da boca dele.
Ele me olhou com raiva.

— Posso saber por que caralhos tô aqui? Eu não fiz nada contra você!

Ri. Ri como quem tá prestes a matar com prazer.

— Você fez, sim. E foi o pior erro da sua vida. — Me abaixei, encarando ele de perto. — Você mexeu com o que é meu.

— Eu não entendi... — ele franziu a testa.

— Você atirou no meu Yoongi.

Ele arregalou os olhos. Depois... riu. Cínico.

— Ah, você tá falando daquele filho da puta? Tomara mesmo que morra. Assim sente o que meu filho sentiu. — Ele me encarou com aquele sorrisinho sujo. — Me espanta ver você assim, Kim. Por um mero Sniper? Tá amolecendo, é?

BOOM.
Um soco direto no rosto dele.

— Cala. A. Boca.

— Acertei, né? Você virou uma putinha apaixonada... — cuspiu sangue no chão. — Você já foi melhor nisso.

SEGUNDO SOCO.
E dessa vez, com faca em mãos.

Passei a lâmina devagar, bem abaixo dos olhos dele. Ele gritou. Alto.
Mas eu queria mais.

— Cadê a sua arrogância agora, Jackson? Hm?

— Vai se foder... — ofegou.

— Ao contrário de você... eu termino o que começo.

E comecei a tortura.

Foram 45 minutos.
Jackson perdeu nove dedos, metade do rosto, e a alma quase saiu do corpo.
Gritava. Chorava. Implorava.
Eu? Calmíssimo.
Até que peguei o martelo. Esmaguei o último dedo restante. Ele só gemeu... sem mais voz.

— Cansei.

Peguei a faca.
Sem hesitar, cortei a garganta dele.

Vi o sangue jorrar. Vi o corpo estremecer. E por fim... silenciar.

Abri a porta.

— Namjoon.

— Diga.

— Leva o corpo de volta. E espalha a mensagem: quem tocar no meu Yoongi, termina assim. — passei por ele, indo lavar as mãos manchadas de vermelho.

De volta à empresa, mandei um dos meus homens checar o estado do Yoongi no hospital.
E outro... atrás do tal Bangchan.
Se tentaram matar o Yoongi, o amigo dele pode ser o próximo.
E não vou deixar que ele se culpe por isso.

Eu protejo o que é meu.
E o Min Yoongi é meu.

[...]

Meu Sniper Onde histórias criam vida. Descubra agora