Capítulo 7
Hospital no Centro de Seul – 08:35 AM, Domingo
Min Yoongi
Abri os olhos devagar, piscando contra a luz branca e miseravelmente forte. Tudo ardia. Meu peito, minha cabeça, minha paciência.
Reconheci o quarto. Hospital. Flashs da noite anterior voltaram como um soco: o tiro, a dor, a queda.
Mas nada me deixou tão confuso quanto o que vi ao lado da cama.
Taehyung. Sentado na poltrona. Tranquilíssimo.
— Bom dia, bela adormecida — disse com aquele tom irritante que dava vontade de jogar uma pedra.
— O que você tá fazendo aqui? — franzi a testa, desconfiado. — Veio terminar o serviço, é isso? Olha, qualquer coisa eu grito, hein.
Ele começou a rir. RIR. O audácia.
— Eu não vim te matar, idiota. — disse, se recompondo. — Tô aqui porque fui designado pra cuidar de você.
— Espera. Você é um... enfermeiro mafioso agora? Qual é o próximo plot twist? CEO de uma cafeteria secreta?
— Não, Min. Eu sou o responsável pelas suas despesas médicas. — falou, seco. — Achei que seu amiguinho Bangchan estaria aqui, mas ele teve que sair. Então... você tá comigo.
Eu ia retrucar, mas a porta se abriu antes. Uma enfermeira entrou sorrindo.
— Oh, vejo que acordou! Como está se sentindo?
— Meio tonto… e com fome.
— Isso é normal. Já peço pra trazerem alguma coisa — disse, prestes a sair, quando o palhaço ao meu lado a interrompeu.
— Pode deixar que eu cuido disso. — Taehyung respondeu, com a maior naturalidade do mundo.
QUAL É A DESSE HOMEM?
— Eu sei falar, sabia? Posso responder por mim mesmo! — rebati, irritado.
Ele me ignorou completamente. Se levantou e saiu.
— TAEEEEEHYUNG, RESPONDE, PORRA! — gritei. Nada. — Filho da puta... — bufei.
Fiquei ali sozinho, remoendo. O que ele tá fazendo aqui? Por que ele parece se importar? Cadê o Bangchan, caralho?
Minutos depois, a porta se abre de novo.
— Voltei — ele entra com uma sacola.
— Eu tô vendo, não sou cego.
— O gatinho tá de mau humor — sorri, colocando a sacola no meu colo.
Mostrei o dedo do meio. Ele só riu mais.
— Você devia ser mais gentil, sabia?
— Gentil? Você? A última pessoa no mundo que pode falar disso! — rebati, mas meus olhos já estavam espiando a sacola.
— Trouxe mingau.
— Mingau? Sério? Isso é punição por eu estar vivo?
— Sanduíche é pra gente saudável. Você levou dois tiros, Min.
Revirei os olhos.
— Ah, que consideração tocante...
— Tô me esforçando aqui, tá? — ele disse, levantando as mãos como quem se rende. — Quer o quê? Uma festa?
— Seria ótimo se você não estivesse nela.
Ele soltou uma risada leve. E... maldita seja essa risada. Sempre me fazia baixar a guarda.
— Você sabe que não consegue ficar bravo comigo por muito tempo — provocou.
— Quem disse que eu tô bravo?
— Claro, Min. Você tá só... explodindo de amor. Eu percebo.
— Cuidado. Posso pedir pra enfermeira te botar pra fora.
— Fique à vontade. Mas até lá, aproveita que sou o único que trouxe comida.
Ele pegou uma colher e começou a me dar o mingau. Eu tirei a colher da mão dele, emburrado.
— Eu não sou criança, posso me alimentar sozinho.
— Viu só? Já tá melhorando.
— Cala a boca, Taehyung.
Ficamos em silêncio por alguns minutos, só o som das colheradas. Até que ele largou a colher de lado, o sorriso sumindo.
— Sério agora. Como você tá, de verdade?
Isso me pegou desprevenido.
— ...Não sei. Tô confuso. Assustado. E puto. Você ainda não me explicou nada. Por que você tá aqui, e cadê o Bangchan?
Taehyung suspirou.
— Bangchan teve uma emergência. Eu tô aqui porque... porque você quase morreu, Yoongi. E alguém precisava estar com você.
— E você acha que eu queria que fosse você?
— Talvez não. Mas mesmo assim, eu tô aqui. Porque... — ele hesitou, desviando o olhar — ...eu não consegui ficar de braços cruzados.
Eu encarei ele por um tempo. Vi sinceridade, mesmo que escondida atrás da pose de sempre.
— Isso não muda o fato de que você é insuportável.
— E ainda assim, irresistível — disse, sorrindo outra vez.
Bufei. E voltei a comer.
— Isso ainda não me convence de que você devia ser meu “cuidador”.
— Então me deixa te convencer. Um dia de cada vez.
Silêncio de novo. Mas dessa vez... confortável.
E talvez, só talvez, o mingau não estivesse tão ruim assim.
[...]
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Meu Sniper
FanfictionKim Taehyung é um dos mafiosos mais temidos de toda a Coreia. Intocável, implacável, e cercado de seguranças e segredos. Ninguém ousa enfrentá-lo... exceto um certo sniper. Min Yoongi é uma lenda silenciosa - o melhor atirador de elite do exército c...
