Capítulo 2 🩷

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Stenio narrando...

Depois de deixar a Helô na delegacia eu voltei pro escritório, tinha um cliente me esperando na minha sala e mais uns dois que viriam no decorrer da tarde.
No fim do dia, enquanto eu juntava minhas coisas pra ir pra casa, Lais entrou na minha sala e convidou eu e Helô pra jantar na casa dela, era aniversário do marido dela e ela faria um jantar em comemoração.

Eu: Vou ver com a Helô, ela tá com bastante trabalho na delegacia, se ela topar a gente vai sim.

Lais: Quer que eu ligue pra ela e pergunte?

Eu: Pode ser, talvez com você convidando ela aceita. - Helô odeia recusar convites, então se a Lais convidar tenho certeza que ela aceita.

Continuei guardando minhas coisas enquanto Lais ligava pra Helô e como eu disse, ela aceitou, o jantar ficou confirmado pras nove, então daria tempo de ir pra casa, me arrumar e esperar a Helô pra irmos juntos.

Eu: Vou indo nessa então Lais, até mais tarde.

Lais: Já tô indo também, até.

Sai do escritório e dirigi até minha casa, encontrei Creusinha sentada no sofá assistindo jornal e fui até ela, me sentando ao seu lado.

Creusa: Oi Doutor Stenio. - Diz com aquele sotaque dela que eu e Helô amamos.

Eu: Oi amor da vida. - Dou um beijo na sua bochecha.

Creusa: Já vou fazer o jantar de vocês. - Disse se levantando mas eu a impedi.

Eu: Não precisa, vamos jantar fora.

Creusa: De novo? Dona Helô tava xingando o senhor hoje cedo pois fez ela se atrasar pro trabalho. - Nós dois rimos.

Eu: Helô já me perdoou, levei ela pra almoçar hoje.

Creusa ia me responder mas fomos interrompidos por uma Helô toda atrapalhada e visivelmente estressada entrando em casa, carregando várias pastas.

Eu: Oi Helô!! - Vou até ela e a ajudo com as pastas.

Helô: Oi. - Ela me responde de forma seca, e fico tentando lembrar se fiz algo errado pra ela.

Creusa: Que tanto de coisas são essas dona Helô? A senhora não perde o costume de trazer trabalho pra casa né.

Eu: Já cansei de falar isso pra ela Creusa, mas ela me ouve?

Helô: Podem parar vocês dois, eu tô cheia de trabalho naquela delegacia, e preciso resolver o quanto antes... vou tomar um banho.

Ela deixa nós dois plantados ali na sala e vai pro nosso quarto, penso que não foi uma boa ideia aceitar o jantar da Lais, talvez ela só queira chegar em casa, tomar um banho e descansar.

Eu: Pega pra mim o remédio de dor de cabeça dela Creusa, vou lá tentar acalmar a fera.

Entro no quarto e vejo Helô sentada na cama massageando as têmporas, sabia que estava com dor de cabeça. Me aproximo e me sento ao seu lado, ofereço o remédio e ela toma sem questionar.

Eu: Se quiser a gente cancela o jantar com a Lais, eu digo que você não está bem.

Helô: Não precisa cancelar, eu só preciso de um banho. - Me levanto e estendo a mão pra ela.

Eu: Vem tomar um banho comigo, vou cuidar de você.

Helô: Stenio, não tô no clima pra sexo.

Eu: Confia em mim Helô.

Continuo com a mão estendida até ela aceitar e se levantar, fomos pro banheiro e enquanto ela tira a sua roupa eu ligo a banheira, em seguida tiro a minha roupa e entramos juntos.
Me encosto na banheira e trago ela pro meu peito, deixo que a água quentinha relaxe seus músculos enquanto faço uma massagem nos seus ombros.

Helô: Tu sabe mesmo como me acalmar né.

Eu: Claro que sei, conheço tudo em você Helô.

Helô: Para o bem e para o mal. - Vejo ela sorrir e deposito um beijo na curva do seu pescoço.

Eu: Vamos sair?

Helô: Huuum... tá tão bom aqui.

Eu: Eu sei meu amor, mas a gente precisa se arrumar.

Saímos do banho e fomos pro quarto nos arrumar, me troquei primeiro como sempre e fiquei deitado na cama observando ela se maquiar.
Depois de quase uma hora se arrumando ela diz que está pronta então já fui pegando minha carteira e chave do carro, e quando vou sair do quarto ela me chama.

Helô: Ei, vem aqui.

Eu: Oi.

Ela me abraça e depois me dá um beijo rápido, amo quando ela deixa a delegada de lado e dá espaço pra Helô carinhosa, pra minha Helô, que ama receber carinho, ama ser minada e cuidada.

Helô: Obrigada por cuidar de mim, você sempre sabe o que eu preciso.

Eu: Sempre que você precisar eu vou estar aqui.

Helô: Eu sei que sim, e eu também, mesmo não demonstrando tanto quanto você, mas eu te amo muito.

Eu: Também te amo Helô.

Junto novamente nossos lábios mas quando as coisas começam a esquentar, sou obrigado a me afastar, afinal precisávamos ir.

Eu: Vamos antes que eu desista de ir.

Helô: Ainda quero terminar o que começamos mais cedo no carro viu.

Eu: Por mim eu começaria agora. - Abraço ela pela cintura e enterro meu rosto no seu pescoço, sentindo seu perfume.

Helô: Ninguém mandou aceitar o convite do jantar meu querido, agora aguente as consequências. - Ela diz e dá um tapinha no meu rosto, típico de Heloisa Sampaio.

Eu: Como quiser, delegada.

Saímos do quarto e ao passar pela sala nos despedimos da Creusa e deixamos ela avisada que não tínhamos hora pra voltar, e que não precisava nos esperar acordada.
O caminho até a casa da Lais foi tranquilo, regado a provocações da minha parte e leves insultos da parte da Helô, afinal ela não seria ela se não gostasse de pisar em mim né. E eu, como um belo cachorrinho que sou, adoro ser mal tratado por ela.



E no final, seremos sempre você e eu.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora