Do Ha-Na convive com a dor e a culpa de ter deixado seu amado naquela ilha, enquanto ele estava machucado, porém, ela sabia que só assim ela realmente conseguiria salvar ele da morte.
As coisas com seu tio não são fáceis, o inferno em sua vida pioro...
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Ir tomar sorvete é o caralho.
Lydia e eu demos nossas mãos e saímos da empresa de Mun, entramos dentro do carro e assim que fechei a porta coloquei o cinto de segurança.
— Eai? Conseguiu rastrear o celular?
— Sim,consegui. Vou colocar o endereço aqui no GPS.
Ela conectou seu celular e o endereço rapidamente apareceu no aplicativo.
Girei a chave na ignição e meti o pé no acelerador, começando a ir em direção ao local.
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Estacionei o carro em frente a casa abandonada e retirei meu cinto.
— Ha-Na?
Lydia me encarou meio incerta.
— O que foi?
— Até quando você vai fingir a perda de memória?
Sua pergunta me deixou em choque.
Lydia era a única que sabia sobre meu fingimento, afinal, ela é minha melhor amiga.
Mas... E o Mun?
Eu não posso contar que eu me lembro dele, eu não posso envolver ele nisso novamente, a minha chegada na vida dele só fez com que ele sofresse, e eu não suportaria ver ele sofrer mais.
— Você sabe o porquê Lydia, eu só faço mal para ele, assim que eu terminar minha vingança e acabar com tudo, eu vou para fora do país, pretendo ir para o Japão.
— Ha-Na, mas o Mun te ama, é injusto fazer isso com ele.
— Injusto é o fato de que além de impedir que ela tenha uma vida boa, eu também impeço que ele conheça alguém incrível no qual poderá dar felicidade a ele. Eu já sei que não estamos destinados a ficar juntos, eu já aceitei isso, então por favor, não toque mais no nome dele...
Uma lágrima solitária desceu pelo meu rosto e Lydia me abraçou.