Do Ha-Na convive com a dor e a culpa de ter deixado seu amado naquela ilha, enquanto ele estava machucado, porém, ela sabia que só assim ela realmente conseguiria salvar ele da morte.
As coisas com seu tio não são fáceis, o inferno em sua vida pioro...
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Eu estou enxergando tudo preto...
É porque você não abriu o olho sua burra.
Meu próprio pensamento me fez abrir os olhos de uma vez, mas, me arrependi no segundo seguinte, pois a claridade passou a incomodar meus olhos.
A primeira coisa que apareceu diante de mim era Mun, ele está sentado na cadeira ao meu lado, com o olhar fixo em mim, sua expressão estava fechada, sinal de que ele já sabe de tudo.
Ambos não desviavam o olhar por nada, estávamos tão concentrados em olhar um para o outro que nem precisávamos falar para conseguir dialogar, nós estávamos conversando através de olhares.
— Como você sabia que eu estava lá?
Minha pergunta não foi respondia de imediato, houve um intervalo de silêncio entre nós.
O ar gelado proporcionado pelo ar condicionado deixava o ambiente congelante, extremamente frio, as luzes estavam apagadas, mas, as cortinas estavam abertas, fazendo com que o local não fique totalmente escuro.
— Seu colar.
Essa foi a única coisa que ele disse.
Levei minha mão até meu pescoço, sentindo a jóia de ouro com as letras que formavam a palavra raposa.
— Então foi assim que você me achou naquele escritório no dia do evento...
Eu demorei para perceber que eu havia pensado alto demais, tentei agir naturalmente para que Mun não percebesse meu vacilo, mas, ele percebeu.
— Se lembra desse dia?
Eu desviei meu olhar do dele, era impossível mentir enquanto olhava aqueles olhos.
— Lydia andou me contando algumas coisas para ver se minha memória voltaria.
Ele não insistiu no assunto, se manteve calado pelo resto do tempo em que eu tive que ficar ali.
Até que eu decidi quebrar esse silêncio.
— Onde nós estamos?
— No hospital.
— E por que não na sua casa?
— Por que o hospital era mais perto.
Murmurei um "hum" e passei a encarar o teto.
Senti Mun se levantar e parar em frente a porta do quarto, abrindo a mesma.
— Eu voltarei em trinta minutos.
Acenei com a cabeça positivamente e então ele passou pela porta, saindo do quarto.
Fechei meus olhos e tentei dormir novamente.
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