Do Ha-Na convive com a dor e a culpa de ter deixado seu amado naquela ilha, enquanto ele estava machucado, porém, ela sabia que só assim ela realmente conseguiria salvar ele da morte.
As coisas com seu tio não são fáceis, o inferno em sua vida pioro...
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Dei um último soco no manequim que havia na academia e retirei minhas luvas, limpei o suor em minha testa e peguei uma toalha, a passei pelo meu colo e fui descendo, limpando as gotículas de suor que desciam do meu peito para meu abdômen
Já havia se passado uma semana desde que eu saí daquele hospital e a cada dia que passa eu sinto que estou voltando a ser a mesma de três anos atrás.
A sensação de sentir que estou de volta me deixa animada e mais disposta a treinar, eu preciso me recuperar o mais rápido possível, da última vez, se Mun não tivesse chegado eu teria morrido.
Eu não posso morrer antes de vingar a minha irmã.
Nossos pais morreram primeiro que ela, meu tio os matou na nossa frente, não gosto de lembrar disso, gosto apenas de me imaginar matando Dante da pior forma possível.
Joguei a toalha em meu ombro e subi as escadas até chegar na cozinha, abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, abri a tampa e bebi o líquido gelado, me sentindo melhor.
Guardei a garrafa novamente e fui para o quarto do Mun, assim que cheguei lá, tomei um banho rápido e lavei meu cabelo.
Sai do banheiro com uma toalha enrolada na cabeça e um roupão, parei em frente a cama e fiquei um tempo a observando e relembrando de certas coisas, foi bem nessa cama que eu e Mun transamos pela primeira vez.
Dei um sorriso e sai do quarto dele, indo para o meu quarto.
Não me preocupei em vestir roupa alguma, apenas retirei a toalha da minha cabeça e me deitei na cama.
O sono veio aos poucos, até que eu adormeci completamente...
Flashback
— Mamãe?
Chamei enquanto descia as escadas e caminhava pelos corredores.
Meus ouvidos captaram sons de uma discussão e eu segui o som para tentar entender o que estava acontecendo.
— Ei, o que faz aqui?
Eu dei sobressalto e levei o meu dedo indicador até a minha boca, pedindo para que minha irmã mais nova fizesse silêncio.
— A mamãe diz que espiar é feio.
— Se você não contar a ela eu deixo você espiar comigo.
Ela sorriu e acenou com a cabeça positivamente diversas vezes, a chamei para que se juntasse a mim e ela se aproximou mais.
Espiei pela brecha da porta e vi mamãe junto com papai discutindo com meu tio Dante.
— Do Ha-Na já tem idade para virar uma mulher, ela tem que aprender a satisfazer os homens desde cedo!