"Slowly steaming up the windows,
My skin on your skin, again and again"
Zayn - SweatAs noites na praia tinham o mesmo roteiro todos os dias: quando escurecia, eles sentavam na areia para fumar, conversar e se divertir.
Dessa vez, Pedro e João ficaram no apartamento. Sozinhos.
João não teve vergonha nenhuma de expulsar todos do apartamento para poder ficar com o moreno sem o risco de ninguém entrar no quarto ou escutá-los. Fez os amigos descerem até mais cedo que o usual, pois não aguentava mais fingir que não estava controlando cada molécula do seu corpo para atacar Pedro. Ele ainda teve a cara de pau em pedir - exigir - que Zebu deixasse um baseado no apartamento, não escondendo de ninguém o seu plano para a noite.
Quando a porta se fechou, os dois permaneceram no sofá, lado a lado, quietos. Cinco minutos e ninguém se mexeu. Pedro acha isso ridículo.
– Não vai fazer nada, não? – disse formando um bico nos lábios, cruzando os braços. Prendeu a respiração quando o loiro avançou em sua direção, mas seu braço passou do lado da sua cintura, raspando na sua pele, para pegar algo na mesa do lado do sofá.
Nenhuma palavra ainda. João apoiou o cigarro na boca e cobriu a chama do isqueiro para acender, puxando a fumaça para dentro em um trago profundo. Deixou que sua nuca caísse sobre o encosto do sofá e soltou a fumaça em um longo rastro. Ignorando Pedro mais uma vez, tragou o baseado e curtia a droga no seu organismo sem dar sinal de dividir com o próximo. Mas, quando Pedro estava pronto para reclamar com a forma egoísta que João estava tomando posse do baseado, seu queixo foi segurado com força mantendo seu olhar direcionado à Romania, que também virou seu rosto até estarem de frente ao outro. Lábios tocando, respirações juntas. A fumaça saiu da boca desenhada do loiro envolvendo-os numa nuvem e Pedro puxou até sentir a garganta queimar com a droga.
Eles mantiveram seus rostos próximos sem desviar o olhar, travando uma guerra silenciosa sobre quem tomaria a iniciativa - sob a dúvida se poderiam tomar posse do beijo. Nenhum dos dois piscou. Os lábios continuavam colocados. Apenas a mão de Pedro deslizou levemente o caminho da coxa de João, quase sem toca-lo, até seus dedos se aproximarem da virilha no espaço aberto da bermuda leve de Romania. Se ele subisse mais um pouco os dedos, sentiria o membro do mais velho endurecer completamente apenas pelo contato da sua pele macia com o ponto mais sensível de João. Os olhares continuavam conectados, Pedro se aproximando um pouco mais daqueles lábios de coração que o deixavam louco, mas desviando o caminho para sussurrar contra a pele do outro:
— Te espero no quarto. E tranque a porta. Não quero ninguém nos observando quando chegarem da praia.
Romania sabia que os amigos não voltariam tão cedo para o apartamento, as noites na praia iam até de madrugada. Aquilo foi a promessa silenciosa de que a noite deles seria longa, deixando João ainda mais animado. Seguiu o mesmo caminho que o mineiro fez segundos atrás, quase como um cachorro correndo atrás do seu dono. Seu corpo queimando tanto pela expectativa que tinha medo de durar pouco com Tófani.
𖤐
A visão que teve ao chegar no quarto, quando se virou de costas para a porta após trancar-lá era algo que ele nunca poderia estar preparado. Eles já se tocaram outras vezes, João sabia que o corpo de Pedro era sua perdição, mesmo que não tivesse visto por completo, mas, a cena do mais novo subindo e descendo a mão sobre o próprio pau, tão lentamente como se quisesse torturar a si e ao homem a sua frente fez Romania ficar hipnotizado com seus movimentos. Suas pernas estavam levemente abertas, com um dos joelhos levantados e seu pé apoiado na cama. A mão livre apoiava sua cabeça mesmo que a cama tivesse milhares de travesseiros. A expressão de prazer de Pedro mudou um pouco quando percebeu o poder que seus gestos afetam o loiro na sua frente. Seus olhos ficaram cada vez mais escuros, nublados de tesão.
— Vai continuar sem fazer nada? — provou Pedro. Seu sorriso cafajeste no rosto na verdade escondia sua impaciência com a falta de atitude do mais velho, que continuava estático na ponta da cama.
Pedro percebeu que precisaria tomar alguma atitude se quisesse ser fudido de verdade por Romania naquela noite, então usou seu pé que estava esticado e para tocar a coxa de João com força suficiente para tirar o louro do transe. Sua vontade mesmo era utilizar de toda a sua força na perna para empurrar João até a parede atrás dele e arrancar suas roupas impacientemente, morder e marcar cada pedaço da pele alva exposta que estivesse sobre o seu campo de visão e provar para o paulista que, apesar de adorar ser dominado na cama, Pedro sempre conseguia o que queria. E ele queria João. Agora.
O empurrão que Pedro o deu na coxa foi o suficiente para desestabilizá-lo por alguns segundos, mas, em um resposta rápida, suas duas mãos agarraram a parte de baixo das duas panturrilhas de Pedro, puxando seu corpo até que seus quadris se chocassem e a mão de Pedro ficasse presa entre a sua virilha e o próprio pau que ainda segurava.
— Uma pena você achar que vai ditar alguma coisa aqui, Pedro. Já te falei que, quando eu fosse te comer, eu faria isso da forma que você nunca vai esquecer. — virou o corpo do mineiro, colocando-o de barriga para baixo na cama sem nenhuma dificuldade. Apoiou um joelho na beira da cama até alcançar o ouvido de Palhares, deitado sobre as costas fortes e nuas. Puxou os fios morenos até a cabeça dele estar inclinada para trás e seus lábios colados na pele de Pedro.
— Hoje você finalmente vai ser meu, Pedro.
Pedro não ofereceu nenhuma resistência e permitiu que João finalmente o tomasse para si, até que terminasse a noite com o braço dos mais velho sobre a sua cintura e suas costas coladas no peitoral do outro. Se permitiu alinhar-se ao corpo de João até que a mão sobre sua cintura o puxasse para ainda mais perto e ele pudesse jurar que era capaz de sentir os batimentos acelerados de Romania nas suas costas. Bobagem. Ele poderia estar confundindo com o próprio coração, que fazia malabarismos dentro do seu peito. Sabia que não poderia usar a desculpa da intensidade de tudo que eles fizeram mais cedo, pois já se passaram longos minutos e seus corpos já deviam estar mais calmos. Pedro sabia o que batida acelerada do seu coração significava, mas se perguntou se era pelo mesmo motivo que ele sentia o coração de João bater mais rápido também.
Ele esperava que sim.
𖤐𖤐𖤐
Espero que tenham gostado! Finalmente esses dois mantaram o desejo...Me digam se gostaram!
Um coisa importante: não pretendo trazer uma descrição inteira de uma cena sexual entre eles, não me senti confortável em escrever algo tão íntimo nessa fanfic, espero que não seja um problema para vocês...
xx Lia
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Sina
FanfictionSina: [s.f]: Combinação de circunstâncias ou de acontecimentos da vida que se acredita serem inevitáveis. Quando o destino de duas pessoas estão escritos nas estrelas, não tem nada que possam fazer para muda-lo. Mas o caminho até as estrelas pode s...