O amor costuma ser interpretado como algo puro, que muda e leva alegria ao coração das pessoas. Mas o que acontece se um obsessor se apaixonar por uma humana?
-Um simples momento de vulnerabilidade pode acabar com tudo.
Cora, no escuro, tirou o chapéu dele e colocou as mãos em seu rosto o acariciando tentando ao menos imaginar seu rosto de acordo com os traços notáveis ao toque
-Assim és?
Ele apenas suspirou e acomodou-se ao peito da menina num abraço quente
-És lindo...
-Não me ve.
-Mas sinto. Sei que o risco é alto mas não posso deixar que fique longe de mim a única vez que posso realmente me sentir segura.
-Victor, assim fui nomeado.
-Perdeu o medo da possibilidade de eu ter poder sobre você?
-Não faz diferença, querida, pode dizer que tem minha alma em mãos.
-Então, apenas essa noite, aja como se fosse o contrário.
Depois do que disse, Cora sentiu o rosto de Victor expressar um sorriso e logo o homem se afastou no escuro
-Victor?
Uma risada baixinha quebrou o silêncio do escritório e a jovem sentiu suas pernas sendo abertas e mãos em sua cintura
-Estou bem aqui, pequenina. -Sussurrou Victor antes de puxá-la para mais perto e beijar lentamente
Cora se assustou mas não resistiu, o beijou como se tivesse sede de seus lábios respirando ofegante a cada pequena pausa feita
"Se me permite...", diz o homem agora ajoelhado em frente a ela, que concordou quase como uma súplica luxuriosa e lasciva
Debaixo do vestido, o caminho de suas coxas ao ponto principal foi traçado por beijos e mordidas. Invés de removida, a peça de roupa íntima foi sutilmente afastada para o lado
O hálito quente dele se proximava cada vez mais até que finalmente Cora exclamou seu nome se contorcendo ao sentir os lábios e língua de Victor deslisando sem pressa pela região
A conta de quantas vezes aquele nome foi dito a partir dali foi perdida, não demorou para que a escrivaninha estivesse balançando ao mesmo ritmo que os quadris de Victor
Cora não se importava com mais nada além das novas sensações qua estava explorando, algo que nenhum dos muitos livros lidos poderiam descrever
Ainda de costas para ele, a jovem sentiu seu corpo se aproximando do auge do ato. Imaginou que o mesmo acontecia para seu companheiro, que grunia e se movimentava de forma brusca
Ela ouviu um barulho como se algo tivesse sido quebrado, não um vidro ou outro objeto, mas estralos. Enquanto se contorcia se deliciando com aquela sensação do ápice, olhou para trás tentando entender de onde vinha o som
-NÃO! -Ele gritou e forçou o rosto dela contra a escrivaninha deixando-a imóvel.
Victor estava no mínimo quarenta centímetros maior e seus olhos brilham no escuro.
Segundos depois ele se afastou muito rápido e saiu em direção a porta, a luz repentina cegou momentaneamente a menina que chamou por ele e pode ver apenas uma coisa antes de desmaiar
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A música tocava longe, Cora se sentia desconfortável onde estava. Seus músculos doíam e se sentia cansada e sonolenta
Assim que abriu os olhos percebeu que estava...em seu próprio carro? Como era possível? Não, aquilo com certeza não foi um sonho.
Estava deitada no banco traseiro do carro no estacionamento do lugar, voltou imediatamente para dentro do salão, onde o som de conversa alta e preocupação tomavam o lugar
-Cora? Onde estava? -Disse seu pai não mais tão feliz quanto antes.
-Eu estava no carro...dormindo.
-Minha filha! -May, sua mãe, vai até ela com a mão no peito em demonstração de preocupação.
-Eu estou bem mãe...estou bem.
-Que feição é essa? É como se tivesse andado por quilômetros até aqui.
-Acabei dormindo no carro, fiquei cansada. Me desculpem! Eu não queria estragar tudo e...
-Minha filha, está tudo bem.
-Está...?
-Bom, não muito. Dom acabou passando mal e teve uma reação estranha enquanto dançava.
-O que? O que houve?
-Preocupante, seus olhos reviravam, ele dizia coisas sem sentido como se tivesse delirando e se contorcia freneticamente machucando a si mesmo. Até que Gritou e desmaiou.
-Estou muito confusa. Por quanto tempo dormi?
-Bom, sumiu por volta de quarenta minutos. Dom foi levado ao hospital e o jantar chegou ao fim.
-Mandaremos presentes de agradecimento e boa sorte para ele. Não deveria ter sumido mas posso dizer que foi bom, não seria bom você presenciar uma cena como essa.
Cora observava o salão ainda com a mente confusa e tentando reconhecer um rosto que ela não tinha visto
Passou o caminho todo da volta para casa pensando no que aconteceu em cima da escrivaninha daquele quarto escuro, estava dividida entre estar satisfeita e estar preocupada com o que aconteceu
O que foi aquilo no fim? A lembrança da figura a observando a assombrou pelo resto da noite, ocasionando uma dificuldade de dormir