Após um encontro marcante no deserto, Cyno e Tighnari, duas almas entrelaçadas pelo destino, nunca se esqueceram um do outro. Quando o acaso os reúne novamente na renomada Academia de Sumeru, o reencontro traz à tona memórias profundas e sentimentos...
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Depois de meses de trabalho árduo no deserto de Sumeru e incontáveis relatórios preenchidos, Cyno e Tighnari finalmente tiraram um tempo para si. As gêmeas, duas pequenas raposas com orelhas peludas herdadas de Nari e os cabelos platinados de Cyno, estavam sob os cuidados da avó do orelhudo, uma senhora sábia e enérgica que, apesar de sua idade, parecia capaz de domar qualquer criança... ou pelo menos assim eles esperavam.
Após o nascimento turbulento das gêmeas, os dois tinham decidido que iriam embora de Sumeru por um bom tempo. Porém, nem tudo saiu como planejado.
Cyno, agora um investigador muito bem pago, acabou pegando alguns casos complicados no deserto. Tighnari, além de ter que devotar muito de seu tempo para as crianças, recebeu uma proposta incapaz de recusar; ele daria aulas na vila Gandharva, já que após ouvirem os feitos do casal, muitos abandonaram a academia e os procuraram em busca da verdade.
Como os casos tinham se acalmado e as férias escolares chegaram, os dois conseguiam finalmente tirar tempo livre.
Ao chegarem ao Porto Ritou, Cyno respirou fundo, deixando o cheiro salgado do mar invadir seus pulmões.
- Nari, o ar daqui é diferente. Sei lá, é meio estranho.
- É o sal do mar e a vegetação costeira. Nada que você encontraria no deserto, mas pode ser bom para o seu humor. - Tighnari respondeu com um sorriso irônico enquanto ajeitava a mochila. - Isso, claro, se você evitar os trocadilhos e piadinhas ridículas.
Cyno ergueu as sobrancelhas.
- Sabe o que dizem sobre o mar, não sabe?
- Cyno... Não.
- Ele pode ser profundamente relaxante.
Tighnari deu um suspiro jáesperado, mas logo abriu um sorriso. Eles estavam ali para descansar, e até os trocadilhos terríveis pareciam mais suportáveis à beira-mar.
Os dois decidiram começar suas férias com um passeio pelos arredores da Cidade de Inazuma. Tighnari estava fascinado pela flora local, parando a cada dez metros para coletar amostras ou anotar observações em um caderno. Cyno, por outro lado, se mostrava mais interessado nos costumes locais e, especialmente, nos jogos.
- Eles têm um jogo de cartas local aqui. Dizem que é uma variação do TCG.- Cyno comentou, os olhos brilhando.
- Claro que você já descobriu isso. - Tighnari respondeu, sem desviar o olhar de uma flor violeta que examinava. - Mas estamos aqui para relaxar, não para competir em quem descobre mais coisas.
Cyno deu de ombros.
- tá falando de relaxar mas já perdemos cinquenta minutos pegando mato.
- Ei, isso vai dar bastante conteúdo para as minhas aulas... É, eu realmente só estou pensando em trabalho.- Tighnari se rendeu, abraçando Cyno e seguindo com a excursão.