Capítulo 08

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  AURORA FERRARI






   Sinto uma dor de cabeça insuportável, meus olhos pesavam. Cada respiração era um desafio, sentia como se tivesse dormido por horas.

   Tentei abrir os olhos, mas a ardência que sentia me fez fechá-los novamente.
Abro o olhos mais uma vez e percebo que não estou no meu quarto. De repente, me recordo plenamente do homen mascarado que me acatou. Ele usou algo que me fez desmaiar, por isso a dor de cabeça.

   Olho ao redor do local em que estou, deitada em uma cama pequena e nada confortável com os braços e pernas amarrados. O lugar que parecia mais uma cabana abandonada cheirava mofo, o som do vento forte que soava lá fora, e os murmúrios de árvores balançando denunciava que a cabana se localizava no meio de uma floresta.

   Tenho que sair daqui antes que seja lá quem me trouxe aqui apareça. Com muito esforço consigo me levantar e me sentar na cama, tento soltar meus braços mas é inútil. Olho ao redor a procura de algo para usar como ferramenta, em cima de uma mesa vejo uma tesoura; essa é minha chance.

   O fato de quê meus pés também estão amarrados dificulta meu trajeto até a pequena mesa, mesmo com dificuldade consigo alcançá-la. Antes que eu possa tentar cortar as cordas das mãos, escuto um barulho de passos se aproximando do lado de fora da casa, rapidamente vou em direção a cama levando a tesoura junto comigo.

   — Vejo que a princesa finalmente acordou — como eu esperava, o mesmo homen que estava em meu quarto entra pela porta. Ele usa roupas pretas e a máscara cobrindo seu rosto, deixando somente seus olhos descobertos, mas não consigo enxergar com clareza, pois ele usa um boné para escondê-los. Seu tom de voz é rouco e baixo; já ouvi essa voz em algum lugar.

   — Que foi? Está assustada, não é? — Ele me analisa dos pés à cabeça; não o respondo. — não vai falar nada? — novamente, ele não obtém uma resposta minha — o gato comeu a sua língua?

   — Vá se foder!! — rosno.

   — Olha, ela sabe xingar — ele diz debochado.

   — Quem é você? Por que me trouxe aqui?? — Ele se aproxima de mim lentamente, de repente, ele me vira na cama de forma agressiva, pressionado seu corpo contra o meu, nessa posição, ele consegue tirar de mim a tesoura que estava escondendo.

   — Achou mesmo que eu não sentiria falta da tesoura? — Ele sopra em meu ouvido — achei que fosse mais esperta, la mia rosa.

   — Sai de cima de mim!! — O mascarado levanta, e me vira para a frente novamente — Por que estou aqui??

   — Não se preocupe, não vai ficar por muito tempo. — o encaro com dúvida — é apenas para dar um susto no seu pai.

   — O que quer do meu pai? Olha, não sei oque você quer, mas meu pai pode pagar o resgate — ele dá uma risada escandalosa.

   — Não quero seu dinheiro menina mimada. — minada? — como eu disse, esse sequestro é apenas um susto. Não vou lhe fazer nenhum mal.

   — Por que eu confiaria em você? Um estranho que invadiu meu quarto e me arrastou para uma cabana estranha no meio do nada? — Ele me encara; maldito boné. Gostaria de ver seus olhos. E estranho encará-lo e não poder ver seu olhar.

   — No momento, mia rosa, você não tem outra opção. — Ele diz simples.

   O homen misterioso vai em direção a mesa e pega uma sacola que trouxe consigo quando chegou, retirando um pote com comida de dentro dela.

   — Trouxe pra você. — Ele vem em minha direção com o pote e uma colher.

   — Oque te faz pensar que eu vou comer isso?

  — Prefere morrer de fome? — Ele pergunta e puxa uma cadeira se sentado de frente pra mim — abra a boca

   — Você não vai me dar comida na boca — rosno, ele acha que sou criança? — me solte e eu como sozinha, com minhas próprias mãos.

   — Muito esperta Aurora, mas não irei soltá-la. Então ou você me deixa te dar comida, ou você pode comer como uma cachorrinha, oque acha? — olho indignada para ele; quem esse cara acha que é?

   Derrotada, permito que ele me alimente; eu estava morrendo de fome. Depois de comer, continuei fazendo perguntas, perguntas essas que ele não fez questão de responder. Mas como sou insistente, continuei:

   — Por que quer dar um susto no meu pai? Oque ele fez pra você? — Ainda estou sentada na cama, e ele está um pouco distante, sentado em uma das cadeira velhas daquele lugar. Percebo que seu corpo ficou tenso com a minha pergunta.

   — Seu pai não é o bom homen que ele aparenta ser. Ele tirou alguém de mim — agora, ele está olhando para mim — e pode ser que tenha tirado alguém de você também.

   Seu tom soou sombrio; como assim tirou alguém dele, e de mim também?

   — Doque está falando?

   — São quase sete da manhã, preciso sair. — Ele ignora completamente minha pergunta, vindo em minha direção, com a tesoura.

   — Oque vai fazer? Vai me matar? — pergunto desesperada.

   — Não achei que fosse tão dramática — Ele ergue meus pulsos e corta as cordas das mãos e logo em seguida, dos pés — Vou dar um voto de confiança a você, não posso deixá-la amarrada até eu voltar. Mas é bom não tentar nada Aurora, estou sendo muito generoso com você.

   Ele me solta e vai em direção a porta.

   — Você realmente deveria me deixar ir cara, se eu não for pra faculdade, minha amiga vai atrás de mim em casa — Ele para e vira de frente pra mim — e se eu não estiver lá, ela vai te cassar até no inferno.

   — E mesmo? — Ele pergunta, como se eu estivesse brincando.

  — Vai por mim, ela é louca. — eu não estou blefando. Karen é maluca, se eu não for pra faculdade ela vai ligar e eu não vou atender suas ligações, pois estou sem celular. E se ela tiver que perguntar a Emma onde estou o bagulho vai ficar louco.

   — Bom, acho que vou tentar a sorte. — Ele vira para a saída novamente — não tente sair daqui Aurora, é inútil, não tem ninguém por perto, e a porta vai estar trancanda. Não tente nenhuma gracinha.

   — Espera! Como meu pai vai saber que eu sumi? — Ele me encara novamente — ele vai achar que eu saí escondida de casa.

   — Não se preocupe, eu deixei um recado pra ele antes de te trazer pra cá. — e assim, ele simplesmente vai embora, me trancando dentro desse casebre.

   Intediada, fico observando o lugar, de repente, me dou conta de onde realmente estou. A cabana abandonada na floresta, o lugar que minha mãe sempre me trazia. Por que ele me traria aqui? Quem é esse homem?





































CAPÍTULO NÃO REVISADO!
Desculpem os erros ortográficos.
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Até o próximo cap, beijos Thay.S 💋

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