Capítulo 07

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MATTEO RICHARD





   Isso é mais difícil do que eu imaginava. A mascará está me sufocando, pular uma janela é mais complicado do que eu imaginei. Espero que o segurança do condomínio não tenha me visto, caso tenha percebido eu vou ter vários problemas.

   Mesmo que eu estivesse com raiva, meu coração estava calmo. No momento tudo que eu quero é que ela saiba que tem alguém atrás dela, só não quero que saiba que sou eu.

   Depois de finalmente escalar a janela do quarto, consigo a empurrar o suficiente para que eu possa entrar.

   Deitada na cama, bem no meio do quarto está ela, Aurora Ferrari. Usando uma camisola branca de ceda, os cabelos longos tingidos de rosa estão espalhados pelo travesseiro. Seu semblante estava tranquilo, um sentimento que eu não poderia me deixar sentir quando estou perto dela.

   Enquanto olhava para ela.
   Quando me lembrava de quem ela era filha.

   O que ela causava em mim era semelhante a brasas em chamas. Ardia, queimava, mas ao mesmo tempo, me fazia sentir vivo.

  Aurora é como o fogo. Exala um perigo eminente.

  Imóvel, fixei meu olhar nela, sua respiração estava suave, não imaginava oque iria acontecer. Mesmo no escuro, apenas com a luz da lua entrando pela janela do quarto, conseguia ver seu rosto com clareza. As bochechas levimente coradas, a boca carnuda está úmida, imagino que seja pelo fato de quê, mesmo dormindo, ela costuma passar a língua sobre os lábios para que não fiquem ressecados.

   Com calma, me aproximo da cama, torcendo para que ela não acorde. Retiro um punhado de cordas do bolso do meu casaco e tento amarrar seus pulsos, antes que eu o faça, Aurora levanta da cama em um pulo, sua respiração antes calma, agora está descontrolada, percebendo minha presença seus olhos se arregalam em pavor, tem um estranho em seu quarto tentado amarrá-la. Eu também estaria apavorado em seu lugar.

   Antes que a mesma grite e estrague meu plano, a alcanço do outro lado da cama, pretendo seus braços à imobilizando com minha mão direita, com o braço esquerdo, ponho minha mão em sua boca para que não grite. Ela tenta se soltar mais e inútil, não tem forças o suficiente para lutar comigo.

   Jogo seu corpo na cama colocando meu peso por cima de seu, aproveito para pegar o pano com clorofórmio no meu bolso. Não podia perder tempo, por isso, tapei seu nariz com o pano. Se demorasse mais, a substância evaporaria e perderia o efeito.

   Ela tenta virar o rosto mais e inútil, continuei pressionado o tecido por tempo o suficiente para que seu corpo fosse cedendo, se acalmando e finalmente, sua resistência fosse inexistente.

   Aurora desmaiou em meus braços. Aproveito para pegar as cordas e prender seus braços e pernas, a imobilizando por completo. Por precaução, rasgo um pedaço de tecido do lançou para tapar sua boca. Se ela acordar enquanto estiver no caminho para seu esconderijo, vai gritar e chamar atenção.

   Um cheiro extremamente doce exala do seu corpo, um aroma tão doce e suave quanto sua personalidade. Era impressionante o misto de sensações que ela me fazia sentir. Raiva; calma; adrenalina; angústia e principalmente, desejo.

   Com cuidado, a pego no colo, saindo do quarto indo em direção às escadas da mansão, descendo com cautela para evitar barulhos e uma possível uma queda.

   Para minha sorte, Nicolau não estava em casa, devia estar em um bordel de quinta categoria comendo alguma puta, e bem a cara dele. Sei que Emma não está por que ela está com os meninos na corrida.

   Meus braços tremiam pelo esforço de sustentá-la contra o peito, mas com ela inconsciente em meu colo, a carreguei para fora da mansão. Meu carro estava estacionado na frente da mansão, já passava das três da madrugada, o segurança do condomínio devia estar vigiando as casas mais afastadas naquele horário. Ninguém iria me ver e atrapalhar meus planos.

   Assim que chego no carro, ponho Aurora com cuidado nos bancos de trás, percebo seu corpo um pouco frio e retiro meu casaco para cobri-la. Entro no carro começando a dirigir em direção ao local em que ela vai ficar escondida.

   Este é apenas o começo do meu plano contra Nicoleu. O sequestro de Aurora vai deixá-lo desestabilizado, mas isso não chega nem perto do que eu planejo fazer em breve. Vou me vingar pela morte do meu pai da forma que ele menos espera, descobrir oque ele esconde sobre a morte de Beatriz, e depois, vou destruí-lo por completo.

   Vou destruí-lo da mesma forma que ele me destraiu.
   Vou usar seu bem mais precioso para isso.

   Sei que Aurora não tem culpa de nada, mas esse é o preço à se pagar por ser filha desse infeliz. Talvez ela nunca me perdoe se descobrir, mais ela já me odeia, não acho que vai fazer muita diferença, não que eu me importe, é claro.

   Assim que chego no local, estaciono o carro na parte da frente da cabana, o único que sabe do meu plano é o Alex. Luc é meu amigo, porém entre mim e Aurora, ele a escolheria sem pensar duas vezes, não posso arriscar. Mando uma mensagem para Alex avisando sobre a primeira parte do plano está concluída, saio do carro e, com cuidado, pego ela no colo e levo para dentro do lugar abandonado. Sei que ela vai reconhecer o local quando acordar.

   Coloco seu corpo sobre a cama de casal e tiro o pano de sua boca, vai ser divertido quando ela acordar.

   — Me perdoe por isso, la mia rosa. —digo enquanto acaricio seu rosto delicado com as pontas dos dedos — mas seu papai precisa pagar pelo oque fez.





































CAPÍTULO NÃO REVISADO!!
Desculpem os erros ortográficos.
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Me digam nos comentários ♡
Até o próximo cap, beijos Thay.S 💋

  

  

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