AURORA FERRARI
Assim que cheguei nos portões da mansão, pedi que os empregados abrissem para que eu entrasse.
Logo quando passei pela porta sinto braços ao redor do meu corpo, me apertando com força.
— Onde você estava? — Emma está chorando e tremendo — Eu...eu tive tanto medo quando você não estava aqui. Por favor, não faz mais isso.
Eu não estava entendo, mas continuei a abraçando. Demorou para que ela se acalmace, e quando finalmente ia lhe explicar o motivo de meu sumisso, nosso pai sai do escritório. Pensei que me receberia com um abraço de preocupação, mas não. Tudo que recebi foi um olhar severo de repreensão.
— Para o meu escritório, agora. — a voz do meu pai é firme e autoritária. Emma me olha com os olhos lacrimejando; ela parece com...medo??desfaço nosso abraço e sigo para o escritório.
Assim que entro, me sento em sua poltrona. A sala em que meu pai passava metade de seu tempo tem cheiro de whisky e nicotina. A aparência robusta do escritório me causa arrepios. Não venho muito aqui, não gosto desse lugar.
— O que você fez para fugir? — Ele inicia o diálogo — como conseguiu escapar?
— Eu não fugi, o mascarado simplesmente me liberou. — Ele uni as sobrancelhas com uma expressão confusa
— Como assim, te liberou?? — Ele parece surpreso — no recado que deixou, seu sequestrador não parecia disposto em entrar com um acordo.
— Recado? Que recado? — agora sou eu quem está confusa. Do que ele esta falando? Papai me entrega um bilhete com um envelope preto.
Olá senhor Ferrari, creio que o senhor deva estar se perguntando quem lhe deixou esse recado. Bom, essa informação não será de seu interesse. Não quando sua filha mais velha está desaparecida. A essa altura, já deve saber que eu a sequestrei, e o que lhe proponho é uma troca. Sua filha Aurora, por uma certa pasta preta com informações confidenciais. O senhor sabe de qual pasta estou falando. O prazo é de 48 horas para que me dê uma resposta. O número para qual deve se comunicar e o telefone anotado atrás deste envelope. Não estou aberto a fazer negociações.
Não acredito. " você vai saber, mas não agora." Moenda de troca. Era para isso que eu tinha sido levada, para servir de moeda de troca.
Por que isso me deixou tão mal? Qual é o problema comigo?
— A pessoa que te levou deixou isso na porta do escritório. — sou tirada de meus pensamentos quando meu pai volta a falar — consegui me dizer onde estava? O local onde te manteram? Para que eu consiga investigar?
Por que eu não consigo falar? Por que eu não consigo dizer que eu estava na mesma cabana que mamãe me lavava quando estava viva? Aquele homen me sequestrou!! Me tirou da minha casa e me manteve presa por dois dias para eu servi como a porra de uma moeda de troca. Então por que não consigo falar? Talvez pelo motivo de que meu pai não fez nada para me tirar de lá.
Mas...eu realmente devo acreditar nele? Por que ele me parecia tão convincente?
— Que pasta é essa que ele está falando? — o semblante do meu pai muda completamente — oque tem de tão importante nisso?
— Isto não é da sua conta, Aurora. — seu tom é frio — E você ainda não respondeu a minha pergunta.
Eu fico em silêncio, sem saber em quem confiar. No homen que me sequestrou ou no meu pai que não fez nada para me encontrar? Sem saber oque fazer, apenas digo;
— Eu não sei. Estava desacordada quando ele me levou. — ele me encara desconfiado, mas acena com a cabeça.
— Agora, vou lhe dizer oque vai responder quando perguntarem onde você estava — o encaro confusa — eu não fiz a ocorrência sobre seu sequestro, aquela sua amiga asiática veio aqui saber sobre você. Ela é bem insistente, disse a ela que você tinha ido fazer uma visita a sua tia Tereza. Foi mesma historia que eu contei a Emma. E é essa história que você vai confirmar quando perguntarem. — Ele praticamente ordena, apenas aceno em concordância.
— Tudo bem, papai. — me levanto de sua poltrona, e quando minha mãe está na maçaneta para abrir a porta. Ouço meu pai falar;
— Aurora, filha. — olho para ele — estou feliz que está em casa, e segura. Vou pedir que reforcem a segurança da mansão para que isso não aconteça novamente
— Obrigada pai. — abro a porta e saio de sua sala sendo seguida por meu pai.
Emma está no mesmo lugar, sentada no sofá, ainda soluçando e com os olhos marejados. Ela sorri ao me ver, mas esse sorriso morre quando a mesma olha para atrás de mim. A medo em seus olhos, ela engole em seco; oque aconteceu quando eu não estava aqui?
— Eu vou subir e tomar um banho — fala para ninguém em específico. Subo em direção às escadas sendo seguida pela minha irmã. Ela parece não querer ficar sozinha com nosso pai, isso não me surpreende. Eles tem uma relação péssima.
Assim que entro no quarto vou direto para o banheiro, tiro toda minha roupa e entro direto no chuveiro. A água morna entra em contato com meu corpo e me sinto relaxada, tinha um pequeno banheiro lá na cabana, mas não tinha água quente, é bom voltar pra casa. Mas por que me sinto tão estranha?
Termino meu banho, me enrolo com uma toalha e vou para meu quarto. Olhando bem, nada está fora do lugar, está exatamente como deixei naquela noite. A apenas uma coisa diferente. Uma rosa, uma rosa preta está na janela, com um bilhete.
Estou de olho em você.
Eu sabia que ele daria um jeito de mostrar que vai continuar atrás de mim, e por incrível que pareça, eu me sinto bem em saber disso.
Deixo a rosa junto da outra que ele havia deixado antes e guardo o bilhete em uma das minhas gavetas. Troco minha roupa e me jogo na cama. São exatamente nove horas da noite e não estou com fome. Vou dormi, senti saudades da minha cama quentinha e confortável.
Antes que eu feche os olhos, ouço batidas na porta e logo em seguida, Emma entra no quarto.
— Eu... eu posso dormir com você? — ela pergunta, agarrada ao seu travesseiro. Isso é estranho, Emma sempre está muito distante de mim, não estou entendo essa sua proximidade repentina. Não digo nada, apenas aceno e ela sobe na cama se cobrindo com meu cobertor.
— Aconteceu algo quando eu não estava aqui Emma? — indago. Ela exita por um momento, parece pensativa e então nega com a cabeça.
— Eu só tive medo de que você não voltasse. — confessa. Não duvido dela, mas me parece que não é só isso. Resolvo não insistir e a abraço forte.
— Eu sempre vou estar aqui por você. É minha irmãzinha, lembra? — ela concorda com os olhos marejados — nunca vou te deixar sozinha.
Essa foi a primeira vez que senti que ela estava próxima a mim depois da morte da nossa mãe. Por um momento, penso em lhe contar oque aconteceu de verdade. Mas antes disso, preciso saber qual o próximo passo do meu Stalker.
CAPÍTULO NÃO REVISADO!!
Desculpem os erros ortográficos.
Até o próximo capítulo ♡
Beijos Thay.S
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Dark off side
Roman d'amourMatteo tinha apenas um desejo: vingança. Sua vingança seria cruel, impiedosa e crua, fazendo o culpado pela morte de seu pai cair de joelhos sobre seus pés. E por que não fazer isso usando o bem mais precioso de seu inimigo? Aurora Ferrari, a gar...
