Capítulo 3

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No dia seguinte quando Júnior desceu para o café-da-manhã encontrou a irmã conversando com o pai.

-Bom dia filho. Como foi a festa?

-Muito boa.

A mãe do menino entrou na cozinha, deu um beijo na testa dele, sorriu e se sentou à mesa com sua família e depois perguntou curiosa.

-Quem foi a premiada da noite?

-A Lily mãe.

Silêncio na mesa e Murilo trocou olhares com a esposa. Duda queria ter a metade da convicção e tranquilidade do irmão para esses assuntos do coração. Junior notou o desconforto dos pais.

-O que foi?

-A Lily é filha do nosso amigo Jú. Não queremos ter problemas com o Sam.

-Eu sei mãe, nada a se preocupar sobre isso.

Murilo estava orgulhoso do filho ao mesmo tempo que se sentia um pouco preocupado com o desenrolar da história.

-Está muito confiante moleque. Precisa desacelerar.

-Eu vou me casar com ela um dia.

Babi quase engasgou e Duda riu alto.

-Estão rindo? Podem apostar. Eu disse que ia beijá-la ontem e beijei.

Duda pensou que ele tinha ido um pouco além de beijar, mas não mencionou o que tinha visto. A mãe tentou levar a coisa com naturalidade, mesmo depois do engasgo.

-É muito novo pra pensar nisso.

-Por isso não vou mais ficar com ela tão já. Não posso me prender em uma pessoa apenas. Eu e ela é um lance para o futuro, sabe.

Murilo estava divertido agora. Seu filho tinha uma perseverança e uma confiança fora do normal.

-Mas, diz ai...foi tudo que esperava? Se me lembro bem tinha grandes expectativas sobre isso.

O menino olhou para o pai e sorriu sonhador.

-Ela é um sonho pai. A melhor de todas que eu já beijei.

Babi sorriu para o filho que tinha o tom de voz baixo e parecia estar se lembrando de alguma coisa muito particular.

-E ela? Acha que ela gostou de ter ficado com você?

-Ela adorou mãe.

-Ela te disse isso?

-Não, mas eu sei.

-E como sabe?

-Porque ela me correspondeu e ... nossa, foi demais.

Os pais e a irmã ficaram olhando pra ele que balançou a cabeça tentando se situar. Murilo ficou pensando que teria que conversar muito seriamente com o filho, porque do jeito que o garoto era atrevido, não seria surpresa se a menina Lily deixasse as coisas irem além, principalmente pelo fato dela ser mais velha. Compraria uma caixa fechada de camisinhas para o filho, apenas por precaução.

-Eu vou ao clube, não venho almoçar tá?

O menino já estava saindo quando Eduarda decidiu que iria junto.

-Eu...acho que vou também.

Eles deram um beijo nos pais e saíram. Murilo ficou olhando os filhos até que a porta se fechou. Babi se sentou no colo do marido.

-Estamos velhos, não estamos? Nossos bebês já beijam na boca, fazem planos para o futuro.

-Nosso garoto é um inferno de decidido.

A Cozinheira - "4o.Coligado aos Agentes da BSS"Onde histórias criam vida. Descubra agora