Capítulo 10

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Antonino acordou bem tarde e ficou deitado um tempo ainda, pensando sobre os acontecimentos da noite anterior. Tinha vinte e três anos. Novo demais para qualquer plano mais sério em sua vida, mas podia seguir um caminho mais tranquilo e menos promíscuo. Ele pensou que embora muito jovem, ele e Eric já tinham badernado o suficiente para anos e anos a mais do que tinham de fato. Muitas bebedeiras e sexo de todos os tipos. Só não tinha tido relação gay. Era homem caralho, jamais iria se enveredar para esse caminho, mas do resto tudo que podia-se imaginar sobre sexo, ele tinha feito.  Não achava que precisava mais disso em sua vida. Podia dar alguma abertura para experimentar algo mais fixo.

Puta merda, a Eduarda estava fazendo uma bagunça das grandes em seus sentimentos. Nunca antes ele havia pensado em ficar mais exclusivo com alguém, mas com ela, ele queria. O rapaz se levantou e decidiu que nada o impedia de estar apenas com ela. As pessoas namoravam e faziam planos sem que isso desviasse o curso dos seus objetivos. Ele pegou seu celular e discou.

Duda acordou com um som distante de algo a incomodando. Era o celular. Devia ser sua mãe ou seu pai querendo saber se ela almoçaria em casa. Eles sabiam que ou ela estava na casa do Apollo ou na casa do Liam e não se preocupavam, mas sempre ligavam no dia seguinte, apenas para terem certeza.

Ela atendeu sem checar o visor.

-Vou pra casa já já mãe.

-Não está em casa ainda?

A voz inconfundível de Nino a fez acordar instantaneamente.

-Eu...ainda estou na casa do Liam.

-Sei.

Silêncio e ela falou.

-Aconteceu alguma coisa Nino?

-Quero almoçar com você.

-Almoçar?

-Sim, se não percebeu já é quase uma da tarde.

-Nossa, não chequei a hora.

-Me passa o endereço que eu te pego ai em meia hora.

-Olha Nino...

-Estou morto de fome Duda, então me passa o endereço logo.

Ela sorriu e explicou como chegar à casa do Liam. Assim que desligou ela se levantou rapidamente e fez o melhor com sua aparência. Conforme combinado Antonino chegou ao local bem rápido e eles seguiram para um restaurante chinês que era a comida favorita dele.

Eles comeram e falaram sobre os cursos que frequentavam e uma situação ou outra envolvendo a família. Os assuntos mais particulares foram evitados. Ele a levou embora logo depois do almoço e quando parou em frente a casa dela, se virou para se despedir.

-O que vai fazer à noite?

-Acho que vou terminar algumas tarefas da faculdade.

Ele desceu o dedo pelo rosto dela e a menina olhou em direção à sua casa.

-Preocupada que alguém possa nos ver juntos?

-Preocupada não é a palavra.

-E qual é a palavra?

-Ah não sei Nino. Isso é estranho não é?

-O que acha estranho?

-Seu comportamento comigo.

-Só porque eu mal consigo pensar em alguma coisa que não seja te beijar?

-Nino...

A voz dela foi uma advertência sutil e o rapaz sorriu.

A Cozinheira - "4o.Coligado aos Agentes da BSS"Onde histórias criam vida. Descubra agora