Capítulo 32

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Thierry precisou ficar em observação durante a noite e metade do dia seguinte, mas foi liberado no início da tarde. Seus pais saíram com ele no colo e o menino estava choroso. O médico os tinha alertado sobre possíveis dores de cabeça devido à queda. Os exames não mostraram nada de grave além de resquícios de uma pancada forte. Mas ele estava bem.

Nino saiu abraçado com sua mulher que carregava seu filho com extremo cuidado. Chegaram em casa e cuidadosamente o garotinho foi colocado na cama. Nino sentou de um lado e Eduarda do outro. Ficaram olhando aliviados enquanto o rostinho sereno de Thierry dormia tranquilo.

Eduarda ergueu sua mão e pegou a de Nino. Eles se olharam carinhosamente. Abaixando se, Nino beijou a bochecha do seu filho e depois a mão da mulher que amava. O rapaz se levantou e puxou a menina para trazê-la para ele. Ela foi sem resistência e então eles se abraçaram forte.

-Vou dormir aqui Duda. Nem pensar que vai passar a noite sozinha com o Thierry.

-Não me sinto segura de ficar sozinha com ele mesmo. Pode ser que ele precise de cuidados, não sei...

-Sim. Vou até meu apartamento pegar algumas coisas. Quando eu voltar, chamo o jantar.

-Não precisa, posso cozinhar.

-De jeito nenhum. Não hoje. Quero que tome um banho e descanse. Passou a noite em claro e deve estar esgotada. Vou estar de volta bem depressa.

Realmente, Eduarda se sentia cansada. Ela concordou e ele se foi. Seguindo os conselhos dele, a moça tomou um banho quente, voltou a checar se estava tudo bem com seu filho, e seguiu para seu quarto. Precisava pelo menos de umas horinhas de sono ou não seria capaz de mais nada.

Ela se deitou e adormeceu logo em seguida.

Antonino fez uma pequena mala para passar a semana. De jeito nenhum que se afastaria das duas pessoas que mais amava no mundo nesse momento. Pegando o Aranha no colo, ele checou tudo que precisava e voltou para a casa onde morava sua felicidade.

Nino entrou silenciosamente. A casa estava escura e gelada. Ele colocou o cachorro no chão, ligou o aquecedor, acendeu as luzes da sala e da cozinha e respirou fundo. Esse era o seu lar e era ali que iria ficar.

Puxando a mala pelas escadas, o homem parou na porta do quarto do filho. Entrou, olhou o menino com atenção. Colocou a mão em sua testa para checar se estava com febre, arrumou o edredom para que ele ficasse confortável, beijou seu cabelo e esperou o Aranha se aconchegar ao seu pequeno dono com naturalidade.

A mãozinha de Thierry abraçou o bichinho inconscientemente e a cena era tão terna que Nino tirou o celular do bolso e fotografou os dois para guardar de lembrança. Depois ele saiu deixando a porta entreaberta e seguiu para o quarto de hóspedes. Parou no meio do corredor e voltou uns passos.

Abriu a porta do quarto da Eduarda e a visão esplêndida dela adormecida com uma camisola de seda branca entre os lençóis, foi demais para sua mente masculina. Ela era a imagem da sedução e ele decidiu que era ali que iria ficar. Entrou com sua mala, fechou a porta e ficou ali olhando e se deliciando com a imagem dela.

Encostou sua mala no canto e devagar tirou seus sapatos, desabotoou botão por botão de sua camisa e desceu o zíper da sua calça. Seu membro estava inchado e totalmente preparado para tomar o que já era seu, sempre tinha sido e nunca deixaria de ser.

Totalmente nu, ele se enfiou embaixo dos lençóis e se aproximou dela. Colocou seu cabelo para trás, ele beijou aquele pescoço macio e cheiroso. Ela se remexeu sonolenta e Nino aproveitou para abraçá-la mais forte e enterrar seu pescoço para aspirar seu cheiro de Eduarda.

A Cozinheira - "4o.Coligado aos Agentes da BSS"Onde histórias criam vida. Descubra agora