- Sim, uma tremenda de uma coincidência. - O braço de Sasuke estava cada vez mais firme ao redor da cintura do marido, e ele olhava para Yamato com os olhos um pouco apertados e intensos, da mesma maneira que ele olhava para cada peça que pegava do quebra cabeças que estavam montando durante aquela semana.
- Esse mundo é muito pequeno. - Yamato ainda estava sorrindo, dessa vez o sorriso tinha chegado até seus olhos, mas aquilo apenas o deixou ainda menos... sorriso.
Naruto apenas olhava de um para outro, tentando entender o que estava acontecendo, tentando descobrir como eles se conheciam (embora tivesse uma ideia, tentando tirar da sua mente a ideia de que tinha alguma coisa errada. Sasuke percebeu o seu olhar em determinado momento e sorriu. O que parecia ser um sorriso sincero.
- Amor, pelo jeito vocês já se conhecem.
- Sim, eu cuidei do inventário e testamento do pai dele. Mas já faz... quanto tempo? Dois anos? - Embora estivesse respondendo a pergunta (que nem era pergunta) de Sasuke, Yamato estava olhando para Naruto. - Eu tinha acabado de sair do escritório do doutor Orochimaru, e o seu marido tinha acabado de entrar.
- Ah, então é mesmo uma coincidência muito grande. - Então era assim que eles se conheciam. Imediatamente, Naruto se lembrou de quando Sasuke disse que ele tinha um colega que pediu demissão e foi trabalhar na concorrente por causa do jeito do chefe. Queria perguntar se era Yamato, mas obviamente deixaria aquilo para mais tarde.
Até porque Sasuke ainda estava muito praticamente estático, o segurando de uma maneira que quase machucava enquanto a outra mão estava com os nós dos dedos brancos com a força que segurava o carrinho.
- Sim, eu fico feliz em te ver bem, finalmente. Eu soube que sua mãe faleceu também, eu não estava na cidade na época, e só fiquei sabendo do caso quando eu voltei. Sinto muito.
Sim, era verdade. Naruto tinha voltado à aquele escritório depois da morte da mãe, para lidar com outro inventário, com outro testamento... mas não tinha sido Yamato quem lhe atendeu. Sua vida estava tão de pernas pro ar desde então, que tinha apagado aquilo completamente de sua cabeça.
- Obrigado, eu... - Naruto não sabia o que falar, estava ficando desconfortável, queria ir embora, queria que Sasuke falasse alguma coisa, queria que aquele homem falasse alguma coisa para Sasuke também, não queria ser o centro daquela conversa unilateral. - Enfim, foi bom te ver. A gente tem que ir.
- Claro, eu também tenho, na verdade. - Yamato ergueu a cesta que estava em seus braços, onde tinha pães e vinho. - Estão me esperando em casa.
- Você está morando por aqui? - Sasuke finalmente abriu a boca novamente, e apertou ainda mais o abraço em torno do marido (se é que isso é possível).
- Não, estou passando férias na casa do meu tio. - Ele apontou para o oeste, do lado contrário de onde ficava a residência dos Uchihas. - Mas, infelizmente, essa é minha última semana.
- É, eventualmente a gente tem que voltar a trabalhar, né? - Naruto teve que falar quando percebeu que o marido não diria mais nada. - Vamos, amor?
- Sim, inclusive eu fiquei sabendo da reinauguração da sua loja. - Yamato interrompeu a saída do casal novamente. - Fui colocado em um grupo hoje de manhã, meu colega de trabalho me enviou o link que ele pegou de um restaurante. Você ainda é o dono da floricultura ou vendeu?
- Não, eu ainda sou o dono. - Pelo jeito Konohamaru estava certo sobre o grupo ser uma boa ideia, já estava rodando a cidade.
- Por isso eu fiquei surpreso de te ver por aqui. - Yamato balançou a cabeça e deixou a cesta no chão, quase de maneira desajeitada. - Enfim, eu tenho que ir e vocês também.
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Casamento para um
FanficNada é tão ruim que não possa piorar. E foi por causa disso, para tentar salvar a floricultura de seus falecidos pais, que Naruto acabou aceitando uma proposta indecorosa de um completo desconhecido: um verdadeiro casamento de mentirinha. Seu novo...
