loucura 4

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Narradora:

Depois do que aconteceu na casa do Fezco, Sn começou a evitar ir até lá. Rue estava lá praticamente o tempo todo, e a tensão entre elas estava insuportável. Sn sentia que não conseguia relaxar na presença de Rue, ainda mais depois do que aconteceu. Então, sem querer criar mais conflito, ela simplesmente parou de frequentar a casa de Fezco.

Fezco ele sentia que precisava tentar fazer Sn e Rue fazerem as pazes de alguma forma, mas não sabia bem como lidar com a situação. Então, Fezco, sempre com o olhar mais atento e preocupado, percebeu a tensão e teve uma ideia. Um dia, quando Ashtray estava prestes a sair, ele pediu algo

– Quando você for até a casa da Sn, fala pra ela vir aqui. Eu sei que as coisas estão meio... Né, mas eu só acho que ela não pode deixar isso assim. A tensão tá pesando demais, e acho que elas tinham que se resolver.

Ashtray hesitou por um momento. Sabia que era um pedido complicado.

– Fez, eu não sei... Ela ainda tá estressada com isso. Não sei se ela vai querer ouvir o que eu tenho pra dizer.

Fezco deu um suspiro, mas de uma forma calma, sem perder o olhar de preocupação.

– Eu entendo, irmão. Mas acho que ela precisa ouvir isso. Se ficar assim, vai ser mais difícil pra todos nós. Eu só quero que ela se sinta bem de novo, você sabe? E se for preciso, eu vou tentar ajudar de algum jeito.

Ashtray olhou para Fezco por um momento, sentindo a sinceridade nas palavras dele. Sabia que, apesar de tudo, Fezco se importava com o bem-estar de todos ao seu redor.

– Tá bom, vou tentar. – Ashtray respondeu, um pouco mais aliviado. – Só espero que ela aceite.

Quando Ashtray foi até a casa de Sn, ele não teve coragem de dar o recado imediatamente. Eles conversaram um pouco e, eventualmente, ele falou o que Fezco pediu.

– Sn... Eu sei que você tá chateada, e eu entendo, mas... Fezco pediu pra você vir lá em casa. Ele acha que seria bom resolver isso, sabe? Ele não quer que fique esse clima ruim entre a gente.

Sn olhou para ele com um semblante tenso, claramente incomodada com a ideia, mas sabia que, no fundo, era o certo a se fazer.

– Não sei se consigo, Ash. Eu não quero ter que encontrar com a Rue, não sei como vai ser isso, e eu ainda tô puta com isso. Você sabe, eu não ligo mais de ninguém saber sobre isso. Eu fiquei brava por que eu confiei nela, ela me prometeu e ela quebrou minha confiança. Então podem pensar que eu tô  estressada por sua causa, mas eu tô estressada por conta da confiança que eu perdi nela.

Ashtray ficou em silêncio por um momento, tentando pensar no que poderia dizer para fazer Sn mudar de ideia. Ele não queria forçá-la, mas sabia que, se continuasse assim, as coisas só iam piorar.

– Sn, eu entendo, mas a situação vai ficar difícil se a gente não fizer algo, não acha? Eu só... não queria ver você tão chateada assim. Se você não quiser falar com Rue, tudo bem, mas acho que vai ser bom, pra todo mundo, você tentar pelo menos ir lá e ver o que acontece.

Sn olhou para Ashtray por um momento e, finalmente, suspirou.

– Tá, eu vou. Mas não prometo que vai ser fácil.

Quando ela chegou à casa de Fezco, Rue estava lá, e logo que entrou, Sn sentiu aquele peso no ar. Ashtray percebeu a tensão e, para tentar aliviar as coisas, disse rapidamente:

– Espera um pouco aqui no sofá, vou rapidinho ali, já volto.

Sn se sentou, tentando se acalmar, mas Rue não perdeu tempo. Sentindo que deveria tentar se desculpar, ela foi até Sn.

– Sn, eu... Eu realmente não queria que as coisas saíssem desse jeito. Sério, foi um erro meu. Eu não devia ter feito aquilo, eu sinto muito.

Sn, já irritada com a situação, não queria ouvir as desculpas de Rue naquele momento, mas tentou manter a calma.

– Rue, se você continuar falando sobre isso, vai ser pior. Não quero mais conversar sobre o que aconteceu. Já passou, e eu não tô aqui pra ouvir mais desculpas. Se você quebrou a minha confiança, não vai ter de novo.

Rue deu um passo atrás, sentindo que talvez estivesse forçando a situação. Mas, mesmo assim, ela não conseguia se calar.

– Eu entendo que você esteja chateada, mas não foi nada demais, Sn. Já todo mundo aqui já tava desconfiando, sabe? E eu... Eu não quis causar tanto drama. Eu só pensei que fosse... mais tranquilo.

Sn olhou para Rue com uma expressão de incredulidade, e a raiva voltou. Não era apenas sobre o que Rue havia feito, mas sobre a forma como ela estava tentando minimizar a situação.

– Nada demais? Como assim, Rue? Você sabe muito bem o que fez. E agora vem com esse papo de que todo mundo já desconfiava? Não importa quem desconfiava, você me traiu, traiu a minha confiança. Você me expôs de um jeito que eu não merecia.

Rue, tentando explicar, disse

– Eu sei, Sn, e eu me arrependo. Mas, por favor, não vai ficar assim. Eu juro que não era minha intenção. Me desculpa mesmo.

Fezco, que estava observando de longe, decidiu intervir. Ele se aproximou calmamente e, com a voz tranquila, falou:

– Sn, eu sei que não é fácil, e entendo sua raiva, mas precisamos tentar resolver isso com calma, entendeu? Não vale a pena destruir uma amizade por causa disso.  Eu só quero que a gente possa voltar a ser o que era. Não precisamos deixar esse clima pesado, ok?

Fezco estava sendo sincero, e sua preocupação era clara. Sn olhou para ele e, pela primeira vez naquele dia, sua raiva diminuiu um pouco. Ela ainda estava magoada, mas sabia que Fezco só queria o melhor para todos.

– Eu vou embora. Não queria causar mais problemas, só queria que você soubesse que me arrependo, Sn.

Rue saiu, deixando o clima mais tranquilo...

É isso amores, seis querem parte 5? Só dormir, vai ter não Kkkkkkk

𝓘𝓶𝓪𝓰𝓲𝓷𝓮𝓼~𝓐𝓼𝓱𝓽𝓻𝓪𝔂Onde histórias criam vida. Descubra agora