sn narrando.
Era tarde da noite, eu estava deitada na minha cama depois de tomar banho e estava tentando dormir. Eu estava inquieta e já estava tentando dormir a muito tempo mas não estava conseguindo.
narradora:
ela pega o celular em baixo do travesseiro, abre o WhatsApp e liga pro Ashtray.
ligação:
– Ash
– oii amor.
– você tá ocupado?
– Ahh... não, tá tarde Sn, o que foi ?
– Ah, é que eu não tô conseguindo dormir, eu não queria ficar sozinha. – a garota disse entre suspiros.
– Porque não chama suas amigas?
– Ashtray, se eu quisesse a companhia de alguma delas agora, eu teria ligado pra elas e não pra você.
– calma ignorante
– Esquece. – a garota desligou o telefone. Ela queria uma boa companhia pra dormir e não alguém fazendo perguntas idiotas pra ela.
A garota tenta dormir por mais um tempo, mas ainda sim sem sono. Não demorou muito, Ashtray entrou pela janela do quarto de Sn.
Assim que ela o vê lá dentro, ela se assusta, mas quando vê quem é, joga um travesseiro nele.
– Não era pra você vir.– Disse tampando o rosto com a coberta.
– Você que me chamou
– Eu falei pra deixar pra lá.
– Ah tá bom, agora eu vou ignorar minha namorada que não consegue dormir e pediu pra eu vir ficar com ela?
– você tá me estressando.
– Por que eu?
– eu gosto da sua presença ué
– An
– Vai embora Ashtray
– Até parece.
Ele jogou o travesseiro de volta na cama e deitou do meu lado, ele me puxou pra mais perto, abraçando minha cintura, e eu coloquei a mão em baixo da blusa dele e fechei os olhos
– Tá melhor?
– Muito.
Não demorou muito e ela adormeceu rapidamente, deixando Ashtray acordado sozinho.
Ashtray ficou ali, ao lado dela, sentindo o calor do corpo dela contra o seu. Ele sabia que ela estava inquieta e, embora não tivesse dito, queria que ela se sentisse segura. Ele podia sentir a respiração dela desacelerando, e foi quando ela finalmente relaxou que ele se permitiu fechar os olhos também. O silêncio no quarto era confortável, mas ainda assim, ele estava alerta, prestando atenção a cada movimento dela.
Sn estava profundamente adormecida agora, mas mesmo enquanto ela dormia, ele não conseguia parar de olhar para ela. Ela tinha essa coisa tranquila, essa energia que ele ainda não sabia bem como lidar, mas que ele sabia que queria ter por perto. Pensou em como era estranho como ela o fazia se sentir bem, até quando ele não estava fazendo nada.
Ele acariciava sua cintura, sentindo a suavidade da pele dela sob sua mão, e pensava em tudo o que a envolvia. Sentia que, de alguma forma, ela estava mais à vontade com ele do que com qualquer outra pessoa. O simples fato de ela ter chamado ele ali, na calada da noite, e não as amigas, dizia algo. Talvez ela não soubesse, mas, para ele, aquilo tinha mais peso do que qualquer outra coisa.
E, sem fazer mais barulho, ele fechou os olhos também. Sabia que precisava ficar ali até ela acordar, ou até que o sono dela fosse profundo o suficiente para ele poder sair sem que ela o percebesse. Mas a verdade é que ele não queria sair. Não queria deixar aquele momento, aquele espaço, que agora parecia tão... deles.
A noite foi silenciosa, apenas o som da respiração de ambos quebrando a calmaria. Quando a manhã começou a aparecer timidamente pelas frestas da janela, ele ainda estava ali, abraçado a ela, adormecido. E, pela primeira vez em muito tempo, Ashtray não queria que o tempo passasse tão rápido.
Aquela era a sensação de estar em casa, mesmo que ele nunca tivesse realmente acreditado nela até encontrar Sn.
