Capítulo 61
O som da porta do armário se abrindo interrompeu as respirações curtas de Emma e Malia. Ambas encararam a figura à sua frente, seus corações disparando como um tambor desgovernado.
Robert Myers estava ali, ofegante, a camisa manchada de suor e sujeira, os olhos movendo-se de um lado para o outro como se tentasse processar o que estava acontecendo. Suas mãos estavam levemente trêmulas, e o olhar desesperado era evidente.
"Pai?" Emma murmurou, sua voz carregada de surpresa e confusão.
"Sem tempo para perguntas, filha. Você tem que vir comigo, agora!" Robert disse, puxando-a pelo braço com urgência, tirando-a do armário com um movimento brusco.
Emma tropeçou levemente ao ser puxada, mas acompanhou o pai, ainda atordoada demais para resistir. Malia, no entanto, ficou imóvel, os braços cruzados e o olhar desconfiado.
"O que está fazendo aqui?" Malia perguntou, o tom gélido contrastando com o caos ao redor.
"Protegendo minha filha," Robert respondeu, a mandíbula tensa, enquanto apertava o braço de Emma com força. Sua voz soava firme, mas a insegurança em seus movimentos o denunciava.
Emma lançou um olhar de confusão para Malia. "Ele é meu pai, Malia," disse, quase em um sussurro.
"Mas eu não confio nele," Malia retrucou, os olhos semicerrados.
Antes que a discussão pudesse continuar, passos pesados ecoaram pelo corredor, seguidos pelo som de uma arma sendo engatilhada.
Edward Ortega apareceu na porta, a postura ereta e o olhar furioso. A luz do corredor iluminava o rosto dele, destacando as linhas de tensão em sua expressão. Ele apontava uma arma para Robert, seus olhos carregados de uma fúria contida.
"Robert!" Edward rugiu, sua voz carregada de surpresa e desprezo.
Robert congelou, a respiração acelerada, enquanto mantinha Emma firmemente ao seu lado.
Emma olhou de Edward para Robert, os olhos arregalados e cheios de confusão. "Você conhece o meu pai?"
Edward deu um passo à frente, o dedo firme no gatilho. "Pai? Esse vagabundo traidor é o seu pai?!"
Robert tentou manter a compostura, mas a tensão em seu rosto era evidente. Ele deu um passo para trás, puxando Emma consigo. "Não temos tempo para isso," ele murmurou, tentando sair pela porta que levava ao jardim.
"Volte aqui!" Edward gritou, o tom baixo, mas carregado de autoridade. "Ela não é sua filha!"
As palavras de Edward fizeram Emma congelar. Seus pés pareciam presos ao chão, e sua mente girava como se tentasse processar a declaração. Ela virou-se lentamente para encarar Robert, as lágrimas começando a se formar em seus olhos.
"O que ele está dizendo? Pai?"
Robert fechou os olhos por um breve segundo antes de abri-los novamente. Ele tentou forçar um sorriso reconfortante, mas falhou miseravelmente. "Não ouça ele, meu amor. Eu sou seu pai! Não importa o que ele diga!"
Edward, no entanto, deu mais um passo à frente, a arma agora apontada diretamente para Robert. "Diga a verdade agora, Robert. Conte a ela como você a sequestrou depois que a mãe dela foi assassinada!"
Robert soltou uma risada nervosa, quase histérica. "CHEGA!" ele gritou, sacando uma adaga de sua cintura e apontando-a para Edward. Ele colocou-se entre Emma e Edward, os olhos vidrados de desespero.
Emma deu um passo para trás, o rosto pálido e os olhos cheios de lágrimas. "Pai... o que está acontecendo? É verdade?"
Robert engoliu em seco, sua mão tremendo ao segurar a adaga. Ele olhou para Emma, o rosto contorcido de dor e culpa. "Eu sou seu pai. Eu te criei. Isso é tudo o que importa!"
Edward deu um passo à frente, sua expressão implacável. "Diga a verdade, ou eu mesmo conto!"
Robert, tomado pelo desespero, pressionou a adaga contra o pescoço de Edward. "Não dê mais um passo, Ortega!"
Kylie apareceu do lado de fora, os olhos brilhando com determinação. A luz da lua refletia na arma que ela segurava, apontada diretamente para Robert.
"Larga essa porcaria agora, ou você morre aqui mesmo!" ela disse, o tom de voz firme e sem espaço para discussões.
Edward permaneceu impassível, mesmo com a lâmina pressionada contra sua pele. "Seja um homem, Robert. Conte a verdade para ela."
"Eu já disse tudo o que ela precisa saber!" Robert gritou, a voz cheia de emoção.
Emma deu mais um passo à frente, as lágrimas agora escorrendo livremente.
"Pai... por favor, me diga a verdade."
Antes que a tensão pudesse explodir, o som de tiros ecoou pelo jardim. O barulho era ensurdecedor, e o caos tomou conta do espaço.
Jenna, que estava na frente da propriedade, liderava o combate com precisão. Ela usava os arbustos como cobertura, movendo-se com agilidade enquanto disparava contra os capangas dos Galpin.
Um homem tentou atacá-la por trás, mas Jenna foi mais rápida. Com um movimento fluido, ela girou, acertando um chute em seu joelho antes de disparar contra ele.
Leonor, do outro lado do jardim, enfrentava dois homens ao mesmo tempo. Ela desviava dos golpes com uma graça quase felina, antes de desarmá-los com um chute preciso. "É só isso que vocês têm?" ela zombou, acertando um soco no rosto de um dos homem
Emma e Malia estavam abaixadas atrás de um carrinho de passeio, as mãos trêmulas enquanto ouviam o caos ao redor.
"Fique abaixada," Malia sussurrou, apertando o braço de Emma.
Um capanga as viu e começou a avançar. Jenna percebeu o movimento e gritou: "Emma, abaixe-se!"
Emma obedeceu no último segundo, enquanto Jenna disparava contra o homem. O tiro passou rente ao carrinho, mas acertou o alvo.
Edward segurou Robert novamente, os olhos brilhando de raiva e determinação. "Essa conversa ainda não acabou. Você vai contar tudo."
Emma, no entanto, estava paralisada, o mundo ao seu redor desmoronando. "Se tudo isso é verdade... quem eu sou de verdade?"
———
Continua...
Aí, gente, que ódio! Ontem eu escrevi o capítulo para postar, mas a merda da chuva fez a luz acabar e não consegui postar! Só agora fui lembrar que não postei.
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Entre o Poder e a Queda ( Jemma )
FanfictionJenna Ortega, dona de uma máfia temida por sua frieza e crueldade, vê sua próxima dívida ligada a Emma Myers, uma garota trabalhadora que luta para oferecer uma vida melhor para si e para seu pai. No entanto, sua vida vira de cabeça para baixo quand...
