Capítulo 4: A Presa se Aproxima

1.7K 135 27
                                        


Capítulo 4: A Presa se Aproxima

Jenna Ortega

A noite estava mais fria do que o habitual. Sentei no sofá de couro da sala de estar de Emma, com uma taça de vinho nas mãos, a luz baixa criando sombras ao meu redor. O apartamento dela era pequeno, humilde. Nada que se destacasse. Uma vida simples... até eu entrar nela.

Enquanto eu girava o vinho no copo, um sorriso pequeno surgiu em meus lábios. Sabia que Emma voltaria logo, exausta após mais um dia fracassado em busca de emprego. Isso era uma parte do jogo. Destruir cada caminho que ela tentasse tomar. Ela já estava no meu radar há tempo suficiente para eu ter controle absoluto.

Hunter havia rido quando lhe contei sobre meus planos para essa noite. "Você vai aparecer lá sem aviso? Quanta classe, Ortega!" ele provocou, com seu típico humor leve. Mas ele sabia tão bem quanto eu que não era só sobre classe. Era sobre controle. Sobre observar Emma desmoronar sob o peso do desespero que eu cuidadosamente construí ao redor dela.

"Ela está quase no ponto, Hunter," eu disse, enquanto finalizava meu vinho e me levantava para sair. "Quando tudo o que ela conhece ruir, só restará uma pessoa para salvá-la. E essa pessoa serei eu."

"Você adora ser a predadora, não é?" Hunter provocou.

Eu sorri para ele, fria. "É porque eu sou. E Emma ainda nem sabe que já é minha presa."

Agora, sentada em seu sofá, a tensão no ar era palpável enquanto aguardava sua chegada. Cada minuto se arrastava lentamente, até que a maçaneta da porta girou e Emma entrou. O cansaço estava evidente no rosto dela, os ombros caídos. Quando fechou a porta e olhou para a sala, seus olhos imediatamente pousaram em mim.

O choque no rosto dela foi imediato. Ela congelou por um segundo, incapaz de processar a cena à sua frente.

"Boa noite, Emma," eu disse casualmente, levando a taça de vinho aos lábios. "Espero que sua busca por emprego tenha sido... interessante."

Ela piscou algumas vezes, tentando se recompor. "O que você está fazendo aqui?" Sua voz soou fraca, mas carregada de desconfiança.

Eu me levantei lentamente, ainda segurando a taça, e caminhei até ela, cada movimento calculado. "Eu queria ver como você estava se saindo. Depois de tudo que aconteceu... demissões, portas fechadas na sua cara. Isso deve ser frustrante, não é?"

Emma franziu a testa, confusão nublando seu olhar. "Você... você não tem nada a ver com isso."

Soltei uma risada baixa, e o som a fez recuar um passo. "Não tenho?" Dei mais um passo em sua direção, observando a respiração dela acelerar. "Emma, querida, você realmente acredita que todos esses problemas surgiram do nada? Que você simplesmente teve azar?"

Ela deu mais um passo para trás, a raiva começando a borbulhar em seus olhos. "O que você fez?"

Eu sorri, saboreando o momento. "Apenas ajustei algumas peças no tabuleiro. Seu emprego... seus contatos... tudo cuidadosamente arruinado para que você fosse deixada sem saída." Me aproximei ainda mais, até que estávamos frente a frente. "E agora, aqui estamos. Eu, no controle. E você, sem nada. Não é fascinante?"

"Por quê?!" Ela gritou, a raiva finalmente rompendo sua calma forçada. "Por que você está fazendo isso comigo?"

Eu inclinei a cabeça, fingindo consideração por um breve segundo antes de responder. "Porque eu posso, Emma. Porque o jogo é mais interessante quando você não tem mais opções." Toquei levemente seu queixo, inclinando-o para que ela me encarasse diretamente nos olhos. "E agora, a única opção que lhe resta... sou eu."

Ela tentou se afastar do meu toque, mas sua raiva não conseguia mascarar o medo que começou a surgir. Era exatamente o que eu queria. Controle. Total e absoluto.

"Eu não vou me curvar a você," ela sussurrou, quase como se estivesse tentando convencer a si mesma.

Eu ri suavemente e me afastei, voltando para o sofá. "Você vai descobrir, Emma, que todos se curvam eventualmente. Só depende de quão doloroso será o processo." Levei a taça de vinho aos lábios novamente e dei um gole, saboreando o gosto tanto do vinho quanto da tensão no ar. "Agora, por que não se senta e conversamos sobre como você pode evitar que as coisas piorem ainda mais?"

Emma ficou ali parada, respirando com dificuldade, o medo e a raiva em seus olhos travando uma batalha silenciosa. Ela sabia que algo estava terrivelmente errado, mas ainda não entendia o quão fundo no abismo já havia caído. Eu estava ansiosa para mostrar a ela.

——

Continua..

Entre o Poder e a Queda ( Jemma )Onde histórias criam vida. Descubra agora