Capítulo 6

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Capítulo 6

Jenna Ortega narrando:

A sensação de controle era como uma droga. Cada detalhe, cada movimento, tudo estava sob meu comando. E hoje seria mais um dia para lembrar a alguns devedores quem realmente estava no topo.

Entrei no depósito abandonado onde mantínhamos os "infratores", aqueles que ousaram cruzar o caminho da máfia Ortega. O cheiro de metal e ferrugem no a misturado ao de sangue era quase nostálgico. Meu pai sempre dizia que, para manter o poder, é preciso demonstrar força de vez em quando.

E eu levava isso a sério.

Hunter já estava lá, apoiado contra a parede com seu típico sorriso de quem estava apenas aguardando a diversão começar. "Ortega," ele cumprimentou com uma piscadela. "Pronta para o show?"

Dei um sorriso de lado, observando a figura amarrada na cadeira no centro da sala. O homem estava com o rosto coberto de hematomas, o nariz visivelmente quebrado. Mas isso não era nada perto do que estava por vir.

"Ele achou que podia nos trair e sair impune," comentei casualmente, me aproximando da cadeira. "Eu adoro quando eles cometem esse erro."

"Sempre subestimam," Hunter concordou. "Mas não por muito tempo."

Peguei uma faca da mesa próxima, sentindo o peso frio do metal na minha mão. O homem na cadeira olhou para mim com pavor nos olhos, e eu saboreei aquele momento. "Sabe o que acontece com quem nos trai?" perguntei suavemente, aproximando a faca da pele dele.

Ele começou a balbuciar algo, implorando, mas eu o calei com um gesto rápido da lâmina, cortando levemente sua bochecha. O sangue começou a escorrer, mas ele mal teve tempo de processar antes que eu cortasse de novo, dessa vez mais profundo.

"Você pensou que podia simplesmente fugir com o dinheiro, desaparecer?" minha voz era baixa, quase suave, mas cada palavra carregava uma ameaça mortal. "Achou que ninguém viria atrás de você?"

Ele começou a chorar, soluçando algo incompreensível, mas eu já estava entediada. Com um último olhar para Hunter, entreguei a faca para ele. "Termine isso. Temos um encontro daqui a pouco."

Hunter assentiu, com o mesmo brilho de excitação nos olhos. "Com prazer, mona."

Saí da sala enquanto os gritos abafados começavam a ecoar, um sorriso satisfeito nos meus lábios. Era sempre bom lembrar aos outros que a máfia Ortega não perdoava traições.

Mais tarde naquela noite

O carro deslizou suavemente pelas ruas, a música baixa preenchendo o silêncio entre nós. No banco de trás, eu e minhas amigas de longa data – Joy, Divina, Kylie, e Hunter - estávamos prontos para uma noite fora, longe das responsabilidades e do caos usual.

"Então, Jenna," Divina começou, com um sorriso provocação. "Quem vai ser a sua 'vítima' hoje?"

Eu ri, passando a mão pelos cabelos. "Ainda não sei. Mas você sabe como é, a diversão está em caçar."

"Apenas não deixe ninguém fugir," Joy comentou com uma piscadela. "Eu detesto quando isso acontece."

"Você e sua necessidade de controle," Kylie provocou, dando um soco leve no ombro de Joy. "Mas, honestamente, Jenna nunca perde o alvo."

"Você me conhece bem," respondi, minha voz carregada de autoconfiança. "Hoje vai ser uma noite divertida."

Chegamos ao clube privado, um lugar onde as regras do mundo exterior não se aplicavam. Música alta, luzes piscando, e o cheiro de álcool e luxúria no ar. Eu podia sentir os olhares se voltando para mim assim que entrei, e isso só alimentava o meu ego.

Entre o Poder e a Queda ( Jemma )Onde histórias criam vida. Descubra agora