34, o adeus errado

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CLAIRE SE CONSIDERAVA UMA pessoa com várias qualidades, mas a paciência definitivamente não era uma delas

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CLAIRE SE CONSIDERAVA UMA pessoa com várias qualidades, mas a paciência definitivamente não era uma delas. Ao olhar no relógio ela percebe que faziam exatos quinze minutos que ela estava parada ali, na entrada de Tannyhill, com uma nuvem cinza cada vez maior em cima de sua cabeça. O alívio é imediato no momento em que ela ouve o barulho da moto se aproximando.

Rafe estaciona em frente a casa, tirando seu capacete e abrindo um amplo sorriso em direção a namorada. Ela não sorriu de volta. Claire cruzou os braços, batendo o pé no chão com impaciência.

— Que demora, Rafe!

Ele arqueou uma sobrancelha, divertido, enquanto descia de sua moto.

— Foi você quem me deixou sozinho para se resolver com os acionistas. Não reclame.

Ela suspirou, impaciente, mas não retrucou. Rafe sorriu de lado, aquele sorriso malicioso que sempre a desarmava.

— Pra me levar pra cama, sua lábia funciona muito bem — ela provocou.

— É porque você é fácil de convencer.

Claire revirou os olhos, mas o sorriso que surgiu em seus lábios a denunciou. Rafe se aproximou e beijou seu ombro, o pescoço, a bochecha. Ela se derreteu, inclinando-se levemente em sua direção.

— Tem certeza que quer fazer isso agora? — ele murmurou contra sua pele. — Você sabe... Eles vão embora amanhã. Podemos só mandar uma mensagem.

Claire se afastou o suficiente para encará-lo, a expressão firme.

— Já esperamos mais de um mês e você me prometeu que assim que o julgamento acabasse a gente...

— Tá bem, tá bem — ele cedeu, erguendo as mãos em rendição. — Eu só não estava a fim de encarar sua mãe agora, não quando ela parece ter se acostumado com a gente.

— Eu não posso dar uma notícia dessas por ligação, Cameron.

Ele estreitou os olhos.

Cameron — repetiu, imitando seu tom de voz.

— Está tão implicante.

Rafe sorriu, tocando com os dedos a pequena ruga entre as sobrancelhas dela.

— É que eu amo essa ruguinha entre os seus olhos.

E a beijou suavemente, arrancando um suspiro de Claire. Ela sabia que estava completamente derrotada.

— Então... Me passe logo o meu anel.

Rafe tirou a pequena caixinha do bolso de seu paletó e a abriu, pegando o anel de noivado de sua falecida mãe e agora... De sua futura esposa. Ele deslizou a joia no dedo dela, segurando sua mão com firmeza.

— Está pronta?

Claire assentiu, o coração acelerado.

— Estou. E você?

𝐁𝐑𝐄𝐀𝐊𝐈𝐍𝐆 𝐅𝐑𝐄𝐄, 𝘳𝘢𝘧𝘦 𝘤𝘢𝘮𝘦𝘳𝘰𝘯Onde histórias criam vida. Descubra agora