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-«—«- Rebelde -»—»-
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Na noite fria, At'anau caminhou em direção à praia vazia para onde seu irmão tinha ido e que às vezes se escondia ali sozinha.
Ela tentou piscar conscientemente para limpar as lágrimas quentes que rolavam pelo seu rosto enquanto procurava por Lo'ak mais uma vez e estreitou os olhos quando o viu conversando com a pessoa que ela menos queria confrontar naquele momento.
Lo'ak tinha falado com Ao'nung, explicado por que ele falou por ele e como ele tinha um lugar em seu coração para perdoá-lo e como não era seu perdão que ele precisava ansiar. Com as explicações de Lo'ak, Ao'nung admirou como os irmãos que pareciam tão diferentes se importavam tão profundamente um com o outro.
Ele respeitava o quanto um era afetado por um ato problemático para com o outro e temia a má imagem que ele havia criado para todos eles. Ele sabia que importunar e provocar era uma maneira de irritá-los, mas depois de ter feito o que fez, ele sabia que tinha cruzado uma linha e depois que Lo'ak explicou que a garota tinha a empatia de sua mãe, ele aprendeu que um único pedido de desculpas não chegaria nem perto do valor do perdão dela.
Ao'nung não tinha certeza do porquê o assunto o afetava tanto ou por que ele precisava do perdão da garota, já que isso não o beneficiaria de forma alguma. No entanto, seu estômago continuava pesado ao lembrar como a garota o desprezava em comparação ao olhar em seus olhos enquanto compartilhavam histórias e voavam pelos céus como verdadeiros companheiros horas antes.
— Lo'ak!
As duas crianças se viraram ao som da voz da garota de Ao'nung pensava, enquanto At'anau estava de pé contra uma palmeira com os braços cruzados. Ela inclinou a cabeça gesticulando que era hora de ir para casa e o menino suspirou, olhando para o mar uma vez antes de se despedir do menino que assentiu e o observou partir.
Ele viu os olhos da garota passarem do irmão para o garoto que estavam atrás do irmão dela, mas se deparou com um comportamento que ele ainda não conhecia da garota.
Ele observou a garota colocar a mão em seu ombro enquanto o garoto do recife se tornava insignificante, e Ao'nung decidiu que precisava trocar ideias com a garota antes que a noite caísse e ele tivesse que dormir com problemas e arrependimentos pairando em sua mente.
— At'anau. — Ele chamou, e os ossos da garota não estremeceram pelo modo como seu nome soou estranho em sua língua, mas sim em como soou errado.
— Não fale comigo. — Ela se virou para ele bruscamente, as tranças balançando atrás dos ombros enquanto olhava para o garoto com olhos azuis maias.
Ela frequentemente olhava para o garoto com indiferença ou irritação, mas por trás disso escondia-se malícia, provando que o garoto mais uma vez havia subestimado a mentalidade da garota.
Ele foi capturado pelo olhar brilhante dela e engolido enquanto as palavras dela roubavam as dele e ele ficou quieto, esquecendo o que queria dizer diante da exigência dela.
Ela zombou, olhando-o de cima a baixo com desgosto e ignorando seu irmão mais novo, que a chamou antes dela cuspir aos pés do garoto.
— Covarde. — Seus caninos afiados capturaram o luar antes de decidir que não tinha mais nada a dizer até que ele tivesse coragem de se aproximar dela ou de sua família novamente.
At'anau incitou seu irmão a avançar enquanto ele permanecia em seus passos. Lo'ak observou a cabeça de Ao'nung se abaixar antes que ele se virasse e seguisse em direção ao seu próprio marui.
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Through the Valley ¹ | Ao'nung
FanfictionNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
