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-«-«- Eles Ficam Juntos -»-»-
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At’anau olhou para trás das rochas onde estavam sentados, e observou as figuras no horizonte se aproximando. Ela franziu a testa, colocando o fone no ouvido que estavam em seu colar, mas apenas ouviu o silêncio.
O garoto se levantou do lugar, mas cambaleou — seu corpo não parecia ter conseguido encontrar o equilíbrio ainda. A garota não notou isso enquanto continuava focada no horizonte enquanto o exército dos Skimwing se aproximava da nave-mãe nas águas.
Gritos de guerra encheram o ar quando os guerreiros da tribo Metkayina marcaram presença. Tonowari e os Tsa’hik estavam na linha de frente, assim como o pai das crianças — que estava armado da mesma forma que o inimigo.
Na nave, os humanos observavam a cena com seus equipamentos. Quaritch, ao lado das crianças, tirou o monitor do pescoço de Lo’ak e colocou um fone no ouvido.
Jake, segurando sua arma — diferente das nativas —, olhou através da mira. Tonowari e Ronal esperavam que o homem falasse o que havia visto, enquanto a tripulação assistia nervosa, esperando o momento de ampliar a imagem.
Reconhecendo que estavam com os filhos Sully, os que estavam na nave focaram as armas. Jake ouviu o disparo do coração ao ver seus filhos.
— Eles estão com nossos filhos — disse entre os dentes cerrados. Os dois pais ao lado o escutaram em silêncio. — Sua filha — Tonowari não conseguiu conter o desgosto e rosnou, ofegante, enquanto a mãe grávida arregalava os olhos em desespero. — Tuk, Lo’ak.
— Jake — disse uma voz feminina desconhecida pelo intercomunicador — avise seus amigos para ficarem em silêncio. At’anau, do outro lado da água, ainda estava sentada na pedra onde havia se escondido. A voz era reconhecível, mas não o suficiente para identificar.
— Você quer seus filhos de volta? — ele gritou — Venha sozinho.
At’anau fechou os olhos com força, temendo as palavras que ouvira na nave enquanto o inimigo falava e esperava que ninguém a reconhecesse na troca de olhares.
Ao’nung arregalou os olhos com o impacto das palavras e tentou entender o que era dito pelo fone.
— Você sabe que não pode testar minha determinação — Jake abaixou a arma, com a derrota e a tristeza visíveis no rosto. Pensava nas vezes que sua esposa e sua filha lhe disseram para se preparar para esse dia.
Jake não tinha plano contra aqueles que haviam se preparado para a guerra. Sabia do que eram capazes, por isso não podia declarar guerra sem certeza de vitória. Assim, se culpava por ser tão ingênuo em pensar que tinha mais tempo.
— Eu te acolhi — disse Jake pela comunicação. A voz escurecida pelo intercomunicador soava traída — Você me traiu.
Os membros da família Sully que estavam presos na nave sabiam quem a voz pertencia. Eles sabiam. E quando ela disse:
— Boa lua, pai — empurrou a arma contra a nuca de Lo’ak — Eu não hesitarei em executar seu filho.
Jake respirou pesado, o desespero nos olhos ao apertar o botão e dizer no intercomunicador:
— Só um momento.
A voz de At’anau ecoou nas rochas à medida que os outros gritavam indignados. Ao’nung observava a garota que se levantava em agonia ao ouvir as palavras pelo fone compartilhado.
— At’anau! — o garoto se levantou, confuso com a voz que o direcionava — sente-se — ele seguiu o garoto até que o puxou de volta.
A garota se agachou inconscientemente com o toque quente em seu braço, mas ele não a olhava nos olhos e ela limpava as lágrimas de frustração. Não havia plano. Nenhum que tivesse feito ou que funcionasse.
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Through the Valley¹ | Ao'nung
FanfictionNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
