Essa história é uma tradução da obra original do perfil PoppyMesh. Todos os direitos da obra vão para ela.
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-«-«- Engasgando com Poeira -»-»-
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Como gêmeos, não havia lembrança de um tempo em que um não estivesse com o outro, preso ao quadril, ou aos tornozelos.
Quando um chorava, o outro também chorava, abatido pela dificuldade que tinham de suportar.
Não havia ocasião em que um tremesse de frio sem esperar que o outro chegasse com cobertores prontos.
Quando um se machucava, o outro beijava a dor até que ela sumisse.
Quando um se metia em apuros, o outro encontrava um jeito de tirá-lo dela.
Quando um se afogava, o outro se tornava o ar em seus pulmões.
Mas daquela vez estava escuro, as águas eram frias e entravam por seus lábios, enchendo sua boca entre os dentes cerrados.
A garota lutou contra a água que procurava caminho até seus pulmões, mas ia ficando exausta.
De olhos fechados, temia a decepção de abri-los e não encontrar o irmão com a mão estendida pronta para puxá-la para fora e envolvê-la num cobertor. Para assumir a culpa, curar suas feridas.
Em vez disso, a garota deixou seu próprio corpo ser submergido nas águas até sentir a presença de Neteyam de novo; ela esperaria. Até que a dor ardente recuasse.
Perguntou-se se ele ficaria desapontado, chateado, ou talvez contente por encontrá-la tão cedo. Porém, ele nem devia estar à sua espera para início de conversa.
Ela devia ter feito mais, devia ter sido só ela.
Ela esperou, suportou a sensação ardente que aumentava no peito enquanto continuava a lutar e a aguardar que a inconsciência a tomasse.
Estava tão escuro, e tão frio, e quando a garota abriu os olhos devagar tudo estava tão quieto.
Seria aquele o fim? A pele da garota estava dormente ao frio, e ainda meio fora de si ela refletiu.
Um passo em direção ao irmão e aos soldados caídos e ela se sentiu mais distante deles a cada segundo. Flutuando entre despertares, At'anau deixou seu corpo ser levado pela corrente — só que ela caiu num abraço caloroso demais para ser de sua mente.
Passou um momento e ela se perguntou se estava atravessando a ponte, mas a sensação remanescente de pura tristeza parecia demasiado real para que seu espírito fosse considerado livre. Aos poucos a garota conseguiu abrir os olhos, sem saber o que esperar, certamente não o rosto do homem estoico que então a puxava. A grande figura, mãos enormes e quentes, envolveram seus braços e o puxaram em direção à menina.
A firmeza morna sobre sua pele era viva demais para ser outra coisa, e o frio da água tocando o mesmo lugar forçou-a a engolir o fato de que ainda continuava viva também.
Água escorreu entre os lábios da garota quando sua boca se abriu diante da cena; seu coração quase parou antes que At'anau visse Ateyo tirar o manto de guelras das costas e colocá-lo sobre ela como se fosse um cobertor.
Rapidamente sua trança prendeu-se ao fila debaixo d'água e em poucos segundos a ardência gelada no peito desvaneceu em pulsações do coração que devolviam sangue à sua cabeça.
Piscando uma, duas, três vezes, a garota finalmente acreditou no que via à sua frente.
Ateyo segurou as mãos da garota que pendiam frouxas ao redor de seus braços antes de ajudá-la a se virar.
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Through the Valley¹ | Ao'nung
FanfictionNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
