Essa história é uma tradução da obra original do perfil PoppyMesh. Todos os direitos da obra vão para ela.
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-«-«- O Fim da Luz -»-»-
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O eclipse passou, a noite escaldante acabou e o céu se iluminou com o grande Sol.
A fumaça da nave e dos barcos ainda preenchia o ar à distância, enquanto soldados abatidos afundavam cada vez mais fundo no mar a cada segundo.
A família seguiu em direção à rocha onde os filhos do chefe os aguardavam.
Ao’nung não desviou os olhos do horizonte até avistá-los — e então ver a única pessoa por quem esperava.
O fone intra-auricular que a garota havia usado estava agora em sua mão trêmula; as vozes do outro lado a haviam assombrado por horas.
Na barbatana de Payakan, os adultos ajudavam seus filhos. Jake ergueu a filha atordoada. Sem encará-lo nos olhos, ela aceitou suas mãos e, trêmula, caminhou sobre a superfície afiada.
Neytiri, com Tuk nos braços, não olhou para ninguém além do menino que repousava. Correu imediatamente até ele, abraçando-o, enquanto Tsireya finalmente se afastava e aceitava o consolo de Lo’ak.
Ofegante, a respiração de Ao’nung era curta e pesada. Assim que avistou a garota ferida, correu em direção ao pai dela, que mal conseguia se manter de pé.
Por baixo do aperto do homem, o menino quase ignorou a presença dele — não conseguiu conter o impulso de estender as mãos para a pele fria da menina.
Segurando a nuca dela, Ao’nung a puxou até sua altura e tentou encontrar seu olhar. Bastava vê-la respirar para ignorar a falta de luz em seus olhos.
Jake observava o menino entristecido. Assentiu uma única vez e, cuidadosamente, soltou a filha, permitindo que Ao’nung tomasse seu lugar.
Imediatamente, as mãos do garoto seguraram o rosto frio dela e ergueram o queixo com cuidado.
Percorrendo cada ferida e corte, Ao’nung buscava o olhar da menina até que ela piscou em reconhecimento. Dedos frios e trêmulos envolveram seus pulsos, quase em busca de apoio, enquanto uma respiração trêmula escapava pelo nariz dela.
O coração dele doeu diante daquela cena. A garota sob seus olhos era delicada, quebrada, irreconhecível.
Com o polegar, ele enxugou uma lágrima solta e a puxou para perto. Derrotada, ela deixou que ele envolvesse seu corpo. Segundos depois, os joelhos dela cederam, e Ao’nung a abaixou devagar, os olhos dela fixos nas águas ondulantes no horizonte.
Com muito cuidado, ele acariciou os cabelos dela, afastando o pavor de quase tê-la perdido.
Não muito longe, a água rompeu e uma cabeça loira surgiu. O menino ergueu-se das rochas.
At’anau o observou pelo canto dos olhos. Encostando-se na pedra, ele ergueu o olhar ao céu, como se procurasse algo, mas logo sacudiu a cabeça e se levantou.
— Menino macaco —sussurrou Kiri ao vê-lo.
Spider hesitou ao se aproximar, encarando novamente a visão do filho do inimigo cercado pela família inteira, exceto pela garota, que não conseguia se aproximar de novo.
Jake pousou uma mão firme no ombro do jovem e o virou para si.
— Você está bem? —perguntou após um segundo.
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Through the Valley¹ | Ao'nung
FanficNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
