Essa história é uma tradução da obra original do perfil PoppyMesh.Todos os direitos da obra vão para ela.
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-«-«- A Lua de Sangue -»-»-
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!TW/GORE
Pelas águas, a menina avançava com o peso de um fardo: o título de mais velha. A protetora. Algo que só fazia quando Neteyam estava ao seu lado.
Com ele ausente, At’anau não conseguia conceber a ideia de continuar, como se metade de si tivesse sido arrancada. O pensamento de seguir em frente e superar o mal que havia sido feito não ousava atravessar sua mente, enquanto ela avançava em direção à fonte que saciaria a sede de sangue, alimentada pelo carmesim que manchava suas mãos.
Bem ciente de que isso não traria seu irmão de volta, ela iria eliminar todos os demônios que ousassem retornar ao seu lar e destruí-lo.
At’anau temia o futuro e seus efeitos. Seu irmão, que fora muito para muitos, já não estaria mais, e ninguém jamais chegaria perto de cumprir o papel que ele desempenhara.
At’anau, uma cópia idêntica do garoto, temia o fato de não conseguir sustentar aquilo que seu irmão havia lhe passado.
Que não conseguiria proteger Tuk como ele fazia.
Assumir a culpa por Lo’ak, como ele fazia.
Confortar Kiri, como ele fazia.
Ou permanecer ao lado dos pais, como ele fazia.
At’anau sabia que não poderia ser o irmão mais velho de que seus irmãos precisavam. A outra metade de que ela mesma precisava.
Ela não conseguiria fazer isso sem ele.
Jamais seria capaz de fazer qualquer coisa como ele, mas também não faria nada da maneira como a garota estava prestes a fazer.
Sua pele quente rompeu a superfície reluzente das águas escuras. Seus pontos bioluminescentes se extinguiram, e ela apenas se fundiu ao vazio sombrio abaixo de si.
Com os olhos amarelos erguendo-se do fundo em direção ao navio, ela procurava por qualquer sinal de vida maldita. Seus pais haviam chegado à embarcação muito antes dela, e ainda assim ela podia ouvi-los em combate à sua esquerda.
A garota vingativa não tinha qualquer descrição do homem que assassinara seu irmão, tampouco sabia de sua situação. Portanto, a única solução seria não deixar ninguém vivo no navio, apenas para ter certeza.
O único som seria o abafado das águas se agitando antes que um soldado alto fosse apunhalado no pescoço. Balas cruzavam o caminho quando um colega se virou, a lâmina da garota rasgando o estômago exposto com o movimento dele, enquanto ela mantinha a arma que ele disparava longe de seu alcance.
Com as vísceras escorrendo ao chão, At’anau forçou o homem a engasgar-se com o próprio sangue enquanto ele tentava segurar os intestinos, antes de cair.
O som das balas voando deixou todos no navio em alerta, enquanto a garota já se preparava para outro alvo — o que, em seu caso, só fazia soar ainda mais forte o sino da carnificina.
Humanos e impostores de pele azul erguiam suas armas, tensos pela ameaça dos pais em busca de sangue e agora cientes da presença de uma terceira ameaça.
No entanto, os pais estavam demasiado devastados para refletir sobre a comoção, lutando apenas para salvar suas próprias vidas.
Com os olhos baixos, as sombras a acolheram como se fosse uma delas. Do alto da estrutura construída dentro do navio, a garota observava o pequeno grupo de pessoas armadas procurar ao redor.
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Through the Valley¹ | Ao'nung
FanfictionNão há dúvidas de que os laços pessoais entre gêmeos podem ser fortes, mas não há evidências de que esse vínculo seja algo misterioso ou inexplicável. Se ao menos um soubesse a dor que causaria um ao outro quando essa conexão se partisse. Os Na'vi d...
