twenty-fifth

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Storyteller POV

Peter não pôde conter o maior sorriso do mundo que surgiu em seu rosto. Acolhendo Theodore em seus braços, sentiu seu mundo completo quando ouviu aquilo partindo do outro, estava mesmo muito manhoso e mudado pelo álcool mas suas emoções eram sinceras, sinceras como uma pequena criança, chorava em toda sua inocência e admitia o caminhão de sentimentos alegres que tomavam seu coração naquele momento.

— Eu também estou muito feliz, Theo... Muito feliz por você... – não notou como apertou a cintura dele com força, seu instinto amoroso pedia por isso, cada vez mais demonstrando uma intimidade singela com o outro, carregada de cuidado e adoração – Você é um anjinho, pequeno... Quero que se divirta assim sempre... Sempre comigo. – assumiu o final bem mais silencioso, pois não queria soar egoísta, de forma alguma era possessivo, mas como poderia confiar em um mundo tão maldoso para pensar em deixar Theodore explorar sozinho também?

— Sempre com você, Peter Han~ – o pequeno concordou abafado em sua blusa, visto que relaxava o rosto molhado no peitoral alheio, também comovido pelo conforto que o mais novo o entregava, era mesmo seu lar – Você... Você pode me deixar mais feliz...? – perguntou bicudo ao apoiar o queixo em seu peitoral, seu corpo estava mais baixo que o do outro por ele estar na calçada e o pequeno pisar no asfalto, o que o deixava ainda menor.

— Eu posso... O que te faria mais feliz, doutor...? – perguntou sorrindo inconscientemente, tomado pela sensação gostosa de o ver relaxado e simplesmente expressando todo seu dengo nos lábios rosados e olhos de gatinho.

— É... Isso. – surpreendeu o mais jovem quando usou o indicador da própria mãozinha para tocar os próprios lábios e os do outro em seguida, praticando um beijo indireto e encantador, ganhando um grande sorriso do homem forte que concordou apenas movendo o rosto.

Foi questão de milésimos de segundos até que o pequenino se colocasse na ponta dos pés, fazendo um bico muito, mas muito, fofo na direção alheia, então Peter riu mais um pouco sozinho antes de deixar seus lábios encontrarem os dele com leveza, mantendo em selares fofos e cuidadosos por realmente ser paciente e agora respeitar seu estado de falta de lucidez.

— Pra casa agora, sim, meu lindo? Lá você vai ganhar todos beijinhos do mundo... – ele prometeu meio mentiroso, abaixando mais para deslizar o nariz na bochecha macia, contendo todas suas vontades e as transformando em carinho – Não chora de novo... Só se for de felicidade, está bem? – quis dizer para ele não ser teimoso e querer ficar mais, afinal estavam na rua de madrugada, preferia o conforto e segurança de sua casa.

Mesmo contragosto o mais velho foi guiado a se acomodar no banco do passageiro e depois se inclinou bem para deitar no ombro do motorista — vulgo Peter —, fechando os olhinhos chorosos ali enquanto era acolhido com beijinhos em sua cabeça, inconscientemente sorrindo deliciosamente quando pensava nisso, estava vivendo um momento muito bom e não conseguia deixar sua vergonha lhe impedir de nada.

No momento que chegaram no prédio, o Han abriu a porta alheia com todo seu cavalheirismo e logo tinha o pequenino saltitando pelo estacionamento, dando voltinhas e pulando de forma fofa como se o mundo fosse cor-de-rosa, sendo observado constantemente pelo homem sóbrio que ria levando os casacos e os pertences, chamando o elevador antes de ir recolher sua boneca.

— Vamos, princesa do reino das fadas, o gatinho de vossa majestade lhe espera... – quis falar de Aristóteles e foi buscar ele pela mãozinha, afinal o garoto já havia passado do elevador e só continuava delirando em sua fofura, voltando à realidade quando sentiu o toque quente da pele alheia na sua, logo lembrando-se dos braços fortes que podia agarrar quando quisesse.

Subiram e entraram no Studio por fim, assim Peter deixou os casacos e tudo o que podia no sofá, ajudando sua fada a tirar os sapatos enquanto segurava seu corpinho com cuidado pelos braços para não desequilibrar. Quando o mais novo menos esperava, o pequeno virou para sua direção e lhe abraçou os ombros outra vez, relembrando a promessa que devia ser cumprida.

scars - minsungOnde histórias criam vida. Descubra agora