The Beginning of Uncertainties.

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Pov's Autora:

O dia parecia começar como outro qualquer. Camila acordou cedo, como sempre fazia, para organizar tudo antes de sair para o trabalho. Matteo, em seu berço, parecia mais sonolento que o normal, o que chamou sua atenção. Ao pegá-lo no colo, a latina sentiu o corpo pequeno e quente do filho se aninhar contra seu peito. Ele não tinha a energia de sempre e resmungava com pouca disposição.

— O que foi, meu amor? — Camila perguntou, acariciando suavemente a cabeça do filho. Matteo não respondeu com os balbucios animados que ela tanto amava, apenas suspirou e voltou a encostar a cabeça no ombro dela.

Tentando afastar qualquer pensamento negativo, Camila o preparou com cuidado, vestindo um macacão confortável e sua manta favorita. Enquanto Matteo descansava no bebê-conforto, Camila se aprontava, mas não podia ignorar a inquietação crescente em seu peito. Ele estava muito quieto, e algo nela sussurrava que aquele dia não seria como os outros.

Quando chegaram à empresa, Matteo permaneceu sonolento. Camila o levou para a sala dela e o acomodou em um pequeno berço portátil que mantinha ali. Durante as primeiras horas, ele recusou a mamadeira e não demonstrava o menor interesse em brincar ou interagir com os funcionários que vinham cumprimentá-lo. Aquilo deixou Camila ainda mais apreensiva.

— Meu Deus, o que será que está acontecendo com você? — murmurou, agachando-se ao lado do berço e observando os pequenos dedos do filho, que agora pareciam pálidos.

Dinah entrou na sala com uma pilha de relatórios e parou ao notar a expressão preocupada da amiga.

— Camila? Está tudo bem? — perguntou, colocando os papéis de lado e se aproximando.

— Não... não está, Dinah. — Camila pegou Matteo no colo, exibindo-o para Dinah. — Olha pra ele. Ele está tão pálido... e tão quieto. Isso não é normal.

Dinah estreitou os olhos, estudando o menino.

— Ele realmente não parece bem. Acho melhor você levá-lo ao hospital.

— Você acha? — A voz de Camila estava tomada pelo desespero. — Será que estou exagerando?

— Não, Camila. Você conhece seu filho melhor do que ninguém. Se algo parece errado, é porque provavelmente está. Vamos. Eu te levo.

No caminho para o hospital, Matteo choramingava baixo, sem a força habitual. Camila o segurava firme no colo, as lágrimas começando a escorrer enquanto ela tentava acalmá-lo.

— Vai ficar tudo bem, meu amor. Mamãe está aqui. Nós vamos para a Lauren. Ela vai cuidar de você. — Sua voz era um misto de carinho e medo. Matteo, sem energia para reagir, apenas encostou a cabeça no peito dela, aumentando ainda mais a angústia da mãe.

Dinah dirigia rápido, lançando olhares preocupados para o retrovisor.

— Estamos quase lá, Camila. Ele vai ficar bem. Lauren vai saber o que fazer.

Camila assentiu, mas não conseguiu responder. Ela estava com um nó na garganta, tentando manter a calma pelo bem do filho.

Quando chegaram ao hospital, Camila entrou como um furacão, ignorando qualquer formalidade. Matteo estava nos braços dela, os pequenos lábios ainda mais pálidos, e a expressão abatida dele era como uma punhalada no coração da mãe.

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