Last Chapter.

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Pov's Autora:

Seis meses depois.

A casa já não parecia apenas organizada — parecia vivida. Brinquedos de Matteo espalhados pela sala, relatórios da empresa de Camila sobre a bancada da cozinha, artigos médicos de Lauren ocupando metade do escritório. Vida real.
E no centro de tudo… Camila.
A barriga agora era imensa. Redonda, firme, dominante. Caminhar já não era simplesmente caminhar — era um evento estratégico.

— Eu não ando… eu manobro — Camila resmungou certa manhã, segurando na bancada da cozinha enquanto tentava virar o corpo.
Lauren, que observava com aquele misto de preocupação e fascinação, correu para ajudá-la.

— Devagar, amor.

— Se eu for mais devagar eu paro de existir.

Lauren riu, mas seus olhos estavam atentos demais para ser só humor.
Camila era pequena, sempre foi. E agora carregava dois bebês grandes demais para aquele corpo delicado. A respiração ficava curta às vezes. As costas doíam. Os tornozelos viviam inchados.

Foi por isso que Addison, Arizona e Alex estavam acompanhando tudo de perto.

Consultório:

O gel frio tocou a pele esticada da barriga de Camila, que imediatamente fechou os olhos.

— Eu odeio essa parte — murmurou.

— Você odeia o gel, o aparelho ou o suspense? — Arizona provocou, sorrindo.

— O suspense. Definitivamente o suspense.

Lauren estava ao lado da maca, de braços cruzados, postura tensa demais para quem já enfrentou cirurgias cerebrais de 12 horas.

— Já é o oitavo ultrassom — ela reclamou. — Oitavo.

Alex, do outro lado do monitor, soltou um suspiro teatral.

— E ainda assim esses dois decidiram ser agentes secretos.

Addison ajustava o transdutor com concentração absoluta.

— Eles estão bem. Crescendo perfeitamente. Batimentos ótimos. — Ela fez uma pausa. — Mas o espaço realmente está começando a ficar limitado.

Camila virou o rosto na direção dela.

— Limitado tipo…?

Arizona respondeu com cuidado:

— Tipo seu útero já está trabalhando no modo máximo de capacidade.

Lauren ficou ainda mais rígida.

— Estamos falando de antecipar o parto?

Addison não fugiu.

— Estamos estudando a possibilidade. Não hoje. Não agora. Mas talvez nas próximas semanas.

Silêncio.
Camila engoliu em seco.

— Eu queria chegar o mais perto possível do tempo ideal…

PerdonameOnde histórias criam vida. Descubra agora