Era sábado a noite e, mais uma vez, Jisung havia negado o convite dos amigos para sair, alegando querer ficar sozinho e descansar da semana cansativa, até mesmo incentivando Jeongin a sair de casa – que, junto a Minho, fizeram-lhe companhia durante aqueles dias.
Durante toda aquela semana, ele pensou em tudo o que tinha acontecido na sexta passada, relembrando cada palavra, ação e pequeno detalhe daquela noite.
Não é como se ele e Felix tivessem deixado de se falar durante esse período, só não era com tanta frequência quanto antes. Jisung havia pedido tempo e o namorado iria respeitar – como sempre respeitou todas as suas decisões. Mas era difícil deixar as preocupações e hábitos irem embora tão facilmente.
Eles ainda trocavam mensagens de bom dia, mesmo que o Han não fizesse o drama costumeiro por acordar cedo. Ainda se abraçavam quando se viam, apenas o suficiente para tranquilizar os corações desesperados que sentiam tanto a falta um do outro, sorrindo pequeno ao seguirem caminhos opostos, com a mente a milhão. As mensagens de boa noite também não faltaram, mas dessa vez vinham sem as características fotos ou no desencadeamento de chamadas que duravam até que o outro caísse no sono. Porque estava doendo, mas eles não queriam que o outro soubesse o quanto.
Decidindo deixar a mente descansar um pouco longe dos pensamentos, da saudade, da incerteza e de tudo o que lhe envolveu durante todo esse período, Jisung colocou o primeiro moletom que viu, pegou as chaves do apartamento e seguiu caminho para um café que ficava perto de um parque onde sempre ia caminhar com o namorado.
Sentando no mesmo banco de sempre, ele se pôs a observar o mundo ao seu redor: os animais no pequeno lago, os casais e os amigos passeando, cumprindo seu objetivo de alívio da mente enquanto se via preso nas pessoas ao seu redor. Até que, entre todos aqueles estranho, uma figura em específico chamou a sua atenção.
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A sensação de agonia preenchia cada partícula de Felix. Nada conseguia prender sua atenção por muito tempo, nada lhe chamava atenção. Algo estava faltando e ele podia dar nome, sobrenome e endereço para este algo.
Não aguentando mais ficar sozinho em casa, ele pegou as chaves do carro e rumou para o parque que era costumeiro estar com seu namorado. Mas mesmo aquele lugar não conseguia lhe trazer a calmaria desejada, algo faltava em sua mão e a fazia coçar. Sua garganta queria gritar o que estava preso, mas, ao invés de gritar, ele seguiu para a cafeteria que tanto o lembrava dele, buscando no gosto do café um alívio para a saudade ardente em seu peito.
Após fazer o seu pedido, mesmo que o amargo do café gelado não lhe fosse agradável quando não vinha da boca sorridente do namorado em suas provocações, o Lee voltou a caminhar em direção ao pequeno banco que continha tantas histórias e memórias.
Seus planos pareciam ter sido barrados ao notar que, nesse meio tempo, outra pessoa havia sentado em seu lugar. E Felix até se preparou para dar meia volta e sair dali, se não tivesse percebido a identidade da pessoa que sorria em sua direção, acenando levemente em um convite para se aproximar.
Presos na calmaria que a presença um do outro dava, nada disseram por um tempo, apenas aproveitando a coincidência daquela noite estrelada.
Alguns minutos passaram até que Jisung soltou uma pequena risada, batendo com seu copo quase vazio no do loiro, que estava completamente cheio. Como se a pequena bolha de insegurança tivesse sido furada, ele deitou a cabeça no ombro do amado enquanto soltavam ao mesmo tempo as respirações inconscientemente presas.
— Por que comprou café se você não gosta? — perguntou baixinho, aproveitando o carinho que lhe era oferecido no cabelo, quase suspirando em satisfação.
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HYUNSUNGLIX
FanfictionAs aventuras de Lee Felix e seus dois namorados, Han Jisung e Hwang Hyunjin, no mundo da poligamia. • Versão SocMedia (AU).
