"Ei, quer ir lá fora?" perguntou Karina assim que voltou para perto de Seungmin, sorrindo enquanto estendia a mão para ele. "A gente volta daqui a pouco", avisou aos outros três.
O casal caminhou de mãos dadas ao redor do pequeno lago, cada um mergulhado nos próprios pensamentos, aproveitando o clima e o silêncio que a natureza oferecia.
A casa de campo não ficava longe de outras áreas, só era separada por um trecho maior de terra. Tinha até uma lojinha de conveniência ali perto, como um lembrete urbano de que o mundo ainda existia.
"Sabe, desde que a gente começou a se relacionar, eu só fiquei com uma pessoa", começou Seungmin "Um casal, no caso." Eles riram. "Mas depois disso, não senti vontade de ficar com mais ninguém além de ti."
Sentaram-se na grama, jogando pedrinhas no lago enquanto buscavam as palavras certas olhando a água cristalina.
"Acho que não fico com alguém além de ti desde a última vez que te falei", disse Karina.
"Sério?", perguntou ele.
"Sério." Ela riu. "Percebi que não precisava de mais ninguém quando tudo o que acontecia me fazia querer correr e compartilhar somente contigo. Ninguém mais chamava minha atenção. Acho que tudo era só a sensação de ter um backup caso a gente terminasse, sabe?"
"Sei", respondeu Seungmin, soltando um riso soprado. "Fiquei com medo de você perceber que eu não era lá essas coisas e se cansar de mim também."
"Seung, amor..." Karina segurou o rosto dele, puxando-o para que se encarassem "Você me faz a mulher mais feliz. É impossível eu me cansar de ti, da gente. Mas eu também tenho medo." Ela baixou um pouco a voz "Medo de pedir para fechar a nossa relação e a gente acabar igual aos meus pais, medo de você sentir que está preso... medo de você não me querer mais."
"Isso seria impossível. Você tem o meu coração desde a primeira vez que me roubou uma caneta na sala."
"Eu te devolvi!" rebateu ela com uma expressão falsa de indignação.
Um vento suave atravessou seus corpo, causando um leve arrepio pelo frio que carregava, trazendo, junto dele, a coragem para expressar o que mais queriam.
"Pensa em fechar o nosso namoro?"
"Se você também quiser" Ela sorriu "Eu não quero ninguém que não seja você."
"Eu também não quero ninguém que não seja você." Ele sorriu. "Então agora estamos em um relacionamento monogâmico com possessividade e liberdade poética para te chamar de apenas minha?", provocou, arrancando uma risada dela.
"Sim, meu amor. Só eu e você, nosso namoro monogâmico e nossos pronomes possessivos. Gostou?" Ela roubou um selinho do Kim. "Eu te amo."
"Eu te amo mais", respondeu ele, antes de engatar um beijo apaixonado, com o céu e os pássaros de testemunha.
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