Harry Pov
- Lou, vai querer chá? - bati na porta do banheiro, elevando minha voz o bastante para que conseguisse me escutar do banho.
- Por favor!
Voltei para a cozinha, enchendo duas xícaras com água quente e colocando os sachês. A sensação de tê-lo em meus braços durante toda a noite não tinha me abandonado. Era como se eu ainda o abraçasse, como se não eu não precisasse ir embora daqui algumas horas. É manhã de Natal, e meu presente é ter que deixá-lo para trás. Não é justo e não faz sentido.
- Seu chá, ba...be - paralisei ao entrar em seu quarto, quase deixando as xícaras caírem no chão.
- O que foi? - sorriu divertido da minha cara de completo idiota.
Seu corpo com aquelas curvas, coberto por tatuagens, sua pele semi molhada do banho. Seu cabelo completamente bagunçado. Apenas uma toalha. Apenas uma toalha. Apenas uma toalha. Nada mais. Era apenas uma merda de toalha.
Senti minha ereção se apertar contra minha boxer. Eu estava ciente que praticamente o comia com os olhos, não por eu ser uma pessoa esperta, e sim pelo sorriso malicioso que se formava em seus lábios. Não ia conseguir... Eu estava me segurando... Harry, se controla.
Sem controle.
Não me importei de colocar as xícaras em um lugar apropriado, apenas as soltei, logo as ouvindo quebrar no impacto com o chão. A última coisa que vi foi a cara de espanto de Louis, provavelmente por ter eu tido um colapso e quebrar duas xícaras, mas foda-se. Agarrei seu cabelo com tanta força, que antes mesmo de colar nossos lábios, ele gemeu. Ah... Seus gemidos... Totalmente meus, apenas meus, e para mim.
- Harry... - gemeu mais uma vez meu nome, enquanto apertava loucamente sua cintura. Deixando marcas das minhas mãos em sua pele.
- Não me importa se você vai chorar, não me importa se eu vou chorar. Você vai ser meu, e vai ser agora - o empurrei, apertando seus pulsos na altura do seu rosto, os prendendo contra o colchão - Entendeu?
- Sou todo seu.
O beijei com tanta força, engolindo sua boca, sugando sua língua. Seu gosto era tão viciante, ele era completamente viciante. Eu precisava... Precisava sentir isso todos os dias, acordar ao seu lado, sentir seu perfume, que simplesmente me deixa sem defesa alguma.
Meus lábios percorreram cada canto da sua pele, a marcando, cravando meus dentes apenas para ouvi-lo gemer meu nome mais e mais vezes. Ele era meu, sim, ele era. Foda-se meu pai, o mundo! Quem fode sou eu, quem o ama mais que a própria vida sou eu. Então ele é meu.
- Você me pertence, entendeu? - senti lágrimas invadirem meus olhos, mas diferente da última vez, eram lágrimas de raiva.
- Me faça pertencer apenas à você - me desafiou com um meio sorriso nos lábios.
Senti minhas narinas inflarem, buscando todo o oxigênio que conseguia levar ao pulmão. Meus dentes rangeram de tanto que prendi o maxilar. Eu tinha raiva de mim, raiva dele, raiva de nós. Como alguém consegue me levar a loucura em cinco segundos? Como posso me comportar feito um animal só de vê-lo tão vulnerável? Meus pensamentos se dividiam em violência e todo o amor que eu tinha por ele. Era uma emoção completamente bipolar, ele era bipolar, eu era, nossa relação sempre foi. No meio de brigas e sexo, nosso amor sempre se destacava, e isso iria até o fim dos meus dias. Nem que eu precisasse tornar hoje o último dia da minha vida, mas sim, ele seria meu até o fim.
Arranquei aquela toalha extremamente inconveniente, encarando sua ereção já gritante. A envolvi em meus lábios, deixando seus gemidos serem a única coisa que possuía minha mente.
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Scandal // L.S
Fiksyen PeminatATENÇÃO: A fic (AU) é baseada na real história de Larry Stylinson, contendo larry moments reais, e muitos capítulos inspirados em musicas da One Direction. Aquela em que o amor prova ser mais forte que qualquer coisa, mesmo quando deveria ser proib...
