Chapter 3: You are magically amazing p. I

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Louis Pov

Traguei e soltei a fumaça por entre meus lábios semiabertos. O relógio marcava 8h da manhã e eu ainda estava deitado. Geralmente demoro uns 30 minutos me revirando na cama, até finalmente acordar. Mas hoje já tinha se passado 1 hora e eu ainda estava me fingindo de morto entre os edredons. Eu não iria a faculdade, não iria levantar da cama antes das 9h pelo jeito. Eu estava um tanto ansioso. Na verdade, estava ansioso até demais.

Traguei e soltei a fumaça novamente. Isso me acalmava em um nível que só Deus entendia. Meus pés inquietos demonstravam o quanto eu estava nervoso. Rapidamente sentei na cama e peguei o violão do lado da cabeceira. Meus dedos percorriam as cordas apenas dedilhando. Eu não queria admitir, mas estava nervoso com a apresentação da clínica, que por acaso é hoje. Toco há 3 anos em pubs, e nunca fiquei tão nervoso. Provavelmente pelo fato do público estar em um nível de alcoolismo um tanto alterado, ou por eu mesmo estar perto desse nível do público. De qualquer maneira, eu ia tocar para crianças, e mais do que nunca eu precisava ser bom.

Deixei o violão de lado e apaguei a bituca do cigarro. Me joguei na cama ainda me rendendo ao nervosismo. Meus olhos foram se fechando e meu corpo todo relaxou.

Harry Pov.

Saí da faculdade era 13h. Os meninos tocariam na clínica às 16h, então combinei com eles que daria carona, já que vou assisti-los. Camille ficou de preparar o almoço, então eu iria direto para o apartamento do Louis...quero dizer, apartamento da Camille... Ah! Foda-se! Apartamento do Zayn e pronto.

Meu celular vibrou no bolso da minha calça, me fazendo desviar a atenção da rua por alguns segundos, quando eu quase o atropelo.

Não vi de primeira quem era, o susto me cegou por alguns segundos. Mas logo pude vê-lo de boné, limpando a calça por causa do tombo que levou, quando o assustei quase o atropelando. Ele semicerrou os olhos para tentar enxergar através do vidro do carro para ver quem estava lá, nisso abri a porta e saí.

Meu coração estava a mil, eu quase tinha atropelado uma pessoa, e essa pessoa era ele. Esperei que ele gritasse comigo, eu realmente estava esperando que me xingasse de todos os nomes possíveis desse mundo. Mas quando me viu apenas riu. Riu alto balançando a cabeça como se não acreditasse no que estava vendo.

- Poxa Harold, da próxima vez me avisa que quer me matar.

- Harold? - balancei a cabeça ignorando essa pergunta estúpida - Louis, você está bem? Me perdoa - aproximei-me dele certificando se não estava sangrando ou muito machucado.

- Tudo certo. O carro não me acertou, como você deve ter percebido - continuou rindo - Devo ter apenas ralado a bunda e as mãos - me mostrou as mãos que estavam um tanto avermelhadas, e instantaneamente um flash da bunda dele apareceu na minha cabeça me deixando mais tonto ainda.

- Ah, que bom que sua bunda está boa - O QUE???? - Quero dizer, que bom que está bem. Quer uma carona?

- Claro! - foi até a beira da calçada, e pegou o skate que estava andando, o qual tinha sido arremessado para longe.

Entramos no carro, e ele logo colocou o cinto de segurança. Também, depois de eu quase tê-lo atropelado, o mínimo é querer se proteger ao máximo comigo no volante. Porra, Harry, porra. Com tantas pessoas nesse mundo, tinha que ter quase o atropelado? Que carma!

- Louis, desculpa mesmo. Por um segundo meu celular vibrou e eu desviei o olhar da rua. - tentei me explicar de novo, dando a partida no carro.

- Ah! Sério que foi por causa do celular? - riu consigo mesmo por algum motivo que fugia do meu entendimento - Quer irônico isso.

Scandal // L.SOnde histórias criam vida. Descubra agora