[ CONCLUÍDA ]
Predestinados pela lua, uma história de amor que se reencontra e se reescreve pela décima terceira vez.
O destino não falhou e os colocou no mesmo caminho outra vez, para se reencontrar e cumprir a mesma promessa doze vezes lançada.
"...
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Eu definitivamente odeio velórios, não quero ter que lidar com outro nem tão já.
Velar e cuidar do enterro de Dolores foi mais estressante do que pensei que seria e Enrique não apareceu.
Achei que isso o pararia, mas não. Errei.
Após o enterro, deixei Dulce na casa dela, pedi a Yeonjun e Soobin para ficarem de olho nela, pedi também a Carlos e Oscar para vigiar a casa.
Não confio nela e nem em seu teatro de menina arrependida, então, enquanto não estiver cem por cento certo das intenções dela, estaremos a vigiando.
E todos eles têm permissão para matar Enrique ou Mingyu se eles aparecerem. É uma ordem clara!
Voltei para a mansão com Jimin, ele está muito mais calado que o normal, e eu sei que é pelo que fiz, mas agradeço que ele deixou para termos essa conversa quando estivermos sozinho, já é péssimo todo esse clima e o caos vindo com força.
— Você não vai falar comigo? — Puxei assunto ainda dentro do carro, antes de chegarmos em casa.
— Só quero chegar em casa logo. — Jimin respondeu sem nem me olhar.
— Jimin eu-
— Só dirige por favor, não quero conversar.
Respirei fundo e não falei mais nada.
Quando entramos na garagem da mansão, Jimin mal esperou que eu estacionasse, abriu a porta e saiu, entrando na mansão antes de mim.
O dia foi uma droga e pelo visto a noite também será.
Sem descer do carro, fiquei alguns minutos meditando, acalmando meu lobo interior, meu coração e também criando coragem para subir e enfrentar a única pessoa que pode realmente me machucar se quiser.
Abri a porta e sai do carro, passei pela cozinha vazia e subi as escadas, no corredor para nosso quarto um arrepio intenso me fez companhia.
Abri a porta do quarto e vi Jimin arrumando uma mochila com... roupas?
— O que tá fazendo? — Parei encostado à porta fechada atrás de mim.
— Eu vou ficar com a minha mãe.
— Jimin! — Chamei.
Ele parou o que estava fazendo, mas continuou de costas para mim.
— Jimin olha para mim. — Pedi.
Ele continuou de costas para mim.
— Porque não usa sua voz alfa e me força a olhar para você, Jungkook?
Esfreguei meu rosto frustrado.
— Jimin eu não... — Ele me interrompeu.
— Cala a boca! Eu achei que você nunca faria algo assim comigo, me manipular, logo você... — Ele se virou finalmente e eu pude ver que ele estava chorando.