Capítulo 15

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Hermione on:

Após a saída de Snape, meu estômago estava borbulhando, ao mesmo tempo em que meu coração estava partido igualmente em duas partes. Por mais que eu soubesse que o propósito dos dois lados era o mesmo, não havia como não ser assolada pela realidade que estava a minha frente: Severo era visto como um vilão por todos os meus amigos, e na frente deles, eu precisava transmitir o mesmo sentimento, para que tudo não fosse colocado a perder. 

Todos comemoravam a saída dele, e consegui esboçar um sorriso amarelado. Mas minha mente gritava: "Será que ele está bem? Para onde foi? Se machucou?"

Porém, não tive tempo de pensar mais nada, em um piscar de olhos os comensais da morte invadiram o castelo. Professora Minerva estava reunindo todo mundo para proteger o que ainda estava sob nosso controle, enquanto Harry correu para a torre da Corvinal, procurar o diadema perdido. Foi Rony que me fez sair do transe, senti meu corpo sendo chacoalhado e a sua voz gritando por mim

Hermione off

- HERMIONE! ESTÁ ME OUVINDO?

- Oi, estou, estou. Me desculpe, estou um pouco confusa - Ela respondeu.

- Vamos, precisamos ser rápidos. Harry pediu para que fossemos até a Câmara Secreta pegar veneno de basilisco, assim vamos conseguir destruir a horcrux da Lufa-Lufa. 

Os dois correram, adentraram a câmara secreta, e após muita dificuldade, Hermione conseguir destruir a horcrux. Após isso, eles precisavam voltar e encontrar Harry, pois certamente ele precisaria de mais veneno para as outras horcruxes.

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Ao retornar até a parte principal do colégio, Rony e Hermione observaram uma forte fumaça vindo do local que eles conheciam muito bem: A Sala Precisa.

Correram, através dos destroços que Hogwarts estava se tornando. Haviam corpos por todos os lados, de pessoas conhecidas, com quem eles conviviam diariamente. Era oficial: A Segunda Guerra Bruxa havia começado. Hermione optou por se concentrar em seu objetivo, e não prestar atenção a tudo que acontecia ao seu redor, afinal, sabia da missão grandiosa que tinha junto de seus amigos, e precisava desempenhá-la, independente do que acontecesse. 

Eles adentraram na sala, e era difícil de reconhecê-la, estava tomada pelo fogo. Começaram a ouvir gritos, era Harry, em uma batalha contra Malfoy e seus seguidores. 

Tudo se desenrolou muito rápido. Hermione e Ron conseguiram intervir e defender Harry do ataque sofrido por Zabini e Goyle. Foi então que Goyle lançou o feitiço do Fogomaldito, porém, ele não conseguiu controlá-lo, e foi consumido pelas chamas. O trio estava pronto para sair da sala, mas Malfoy e Zabini ainda estavam ali, e certamente morreriam. Foi quando Harry decidiu salvá-los, e juntos, saíram da Sala Precisa. Harry rapidamente apunhalou o diadema com a presa de Basilísco, e Rony chutou o objeto, para que fosse consumido pelas chamas juntamente com a sala. 

Eles conseguiram, mais uma horcrux havia sido destruída, agora faltava pouco. Foi quando Harry teve mais uma visão. 

Rony gritou: - Harry, Harry. Fale com a gente. O que está acontecendo?

-  A Nagini, a cobra. É ela a horcrux final, precisamos destruí-la, está na Casa dos Barcos, junto com Voldemort e Snape. Precisamos ir até lá - Harry falou, em meio a respirações ofegantes.

Foi ali que Hermione gelou, seu coração acelerou decompassadamente, ele estava sozinho com Voldemort e a maldita cobra. Milhares de coisas haviam acontecido nas últimas horas, ela estava correndo contra o tempo, tentando não agir com o coração, era mais do que necessário ser racional naquele momento. Mas quando se tratava de Snape, não havia como, os dois tinham uma ligação, isso era inegável, e se algo acontecesse com ele, Hermione não saberia como reagir. Ela já havia vivenciado isso antes, quando ele quase morreu na Caverna de Cristal. Poucas coisas haviam sobrado em sua vida, nem seus pais ela tinha mais. Era somente ela, Harry, Rony e... Snape. Em questão de segundos, um filme passou em sua cabeça. Agora, ela já tinha quase 18 anos, já havia alcançado a maioridade segundo o Mundo Bruxo, se não tivesse que sair de Hogwarts um ano antes, já haveria se formado. Quando tudo começou, e Hermione e Snape foram forçados a trabalharem juntos, ela mal havia completado 15 anos, ele era alguns anos mais velho do que ela, e isso não havia mudado, porém, antes era um relacionamento de professor e aluna, e com o passar do tempo, e os dois longos anos de trabalho em conjunto, a relação havia mudado. Se tornaram amigos, de uma forma meio torta, mas eram amigos, ou pelo menos foram, um dia. Hermione tentou se abster de tudo aquilo que ele havia falado para ela no dia da morte de Dumbledore. Isso já tinha acontecido antes, e ela era adulta o suficiente para saber que Snape sacrificaria tudo que fosse necessário pela sua missão, até mesmo a amizade deles. Ele conseguiu, e sem ela perceber, era exatamente isso que ele queria, que ela se afastasse, não o procurasse, para que ela não fosse colocada em risco. Ele a protegeria, nem que para isso, precisasse magoá-la. E agora, ele estava em perigo, sozinho com aqueles dois seres repugnantes naquele lugar. Sem sombra de dúvidas, ela iria até lá. 

- Hermione. Você vem? - Harry gritou

Ron sussurou: 

- Hermione, onde está sua cabeça? Está o tempo todo distante, precisamos de você!

- Me desculpem, são muitas coisas passando pela minha cabeça. Vamos logo, vão na frente, eu alcanço vocês, vou pegar algumas poções de antídoto para veneno de cobra que fiz com o Professor Snape. Corram - Ela falava, em meio aos gritos.

Os dois correram, ao mesmo tempo em que ela disparou até a sala de Snape. 

Ela sabia exatamente onde estavam as poções, pegou 3 frascos e correu o mais rápido possível, chegando apenas alguns minutos após seus amigos. 

Mal sabia ela, que enfrentaria ali, um de seus maiores pesadelos. 


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Hermione chegou sorrateiramente na Casa dos Barcos utilizando um feitiço de desilusão. Muita coisa estava em jogo ali, e a última coisa que poderia acontecer, seria ela ser vista. Foi fácil encontrar seus amigos, eles estavam agachados espionando por uma fresta. 

Um diálogo entre Snape e Voldemort estava se desenrolando, porém, estava tudo calmo demais. Hermione observou que a cobra estava circundando Snape, e o mesmo, evitava fazer algum tipo de movimento brusco, como se previsse um ataque. 

Ao que parecia, Voldemort estava insatisfeito com o desempenho da varinha das varinhas, e estava questionando Snape sobre o assunto. Durante a conversa, Hermione lembrou-se da história já ouvida tantas vezes, sobre esta tal varinha ser a mais poderosa do mundo bruxo, capaz de vencer todos os duelos. 

Dumbledore era o último dono daquela varinha, e agora ela estava nas mãos de Voldemort. Não era justo, um poder tão grande nas mãos de alguém tão ruim, que era capaz de fazer as maiores atrocidades para alimentar seu narcisismo doentio. Para conquistar a varinha, era necessário assassinar o seu dono, para que assim, ela respondesse ao seu novo mentor. Foi quando Hermione teve um estalo:

- NÃO É POSSÍVEL!

Todo o seu corpo paralisou, ela podia sentir todos os seus músculos se contraindo e sua pele se arrepiando por completo. Ela havia juntado as peças, e tudo estava se encaminhando para um resultado terrível

- Hermione, você está bem? - Harry sussurou - Tente se acalmar, se formos ouvidos, seremos mortos em um piscar de olhos. 

- Harry, ele vai matar o Snape - Hermione sussurrou, ao mesmo tempo em que as lágrimas passaram a cair descompassadamente. 

Rony interviu:

- Mas por que ele mataria o seu servo mais fiel? Snape matou Dumbledore, pra que maior prova de fidelidade do que isso?

- É exatamente por isso Ron - Harry compreendeu - Snape matou Dumbledore, que era o último dono da varinha das varinhas. Pra ela obedecer Voldemort, ele precisa matar Snape. 

Foi quando tudo aconteceu muito rápido. A última frase proferida por Voldemort foi:

- Nagini, mate!

Logo em seguida, um som de aparatação, e tudo ficou em silêncio.  

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