Quando Luke Patterson, um canadense aspirante a músico, recebe o convite de casamento tardio de Carrie Wilson e não consegue achar vagas de hospedagem em Los Angeles, a noiva o oferece um quarto no apartamento de Julie Molina, uma escritora prodígio...
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Depois da trilha, todos eles pareciam ter sido atropelados por um caminhão-pipa, menos Luke, que se encontrava estranhamente mais animado e disposto. Julie e Flynn derreteram na bancada da cozinha, enquanto Nate esvaziava garrafas de água da geladeira sem nem respirar direito. O canadense sorriu para eles, abrindo os braços:
-Que isso, pessoal, foi rapidinho!
A escritora nunca havia visto sua irmã mais nova lançar um olhar tão mortal para alguém antes, mesmo completamente suada e com os cabelos bagunçados, ela conseguia ficar bonita. Na verdade, pensando em retrospecto, Julie não se lembrava de ver a irmã feia alguma vez em sua vida, por mais cansada ou acabada estivesse. Quando eram crianças, ela era o tipo de garota vaidosa que se arrumava para ir à aula, enquanto a mais velha só tomava banho e colocava qualquer roupa. O contraste era gritante.
-Se as minhas pernas não estivessem moles agora, eu ia até aí para enforcar você.-Luke riu de Flynn, ele claramente era o mais atlético dos três, mas a diferença de seu condicionamento físico era meio vergonhoso.
Carlos entrou na cozinha trazendo sua tigela vazia de cereal:
-O que aconteceu com vocês? Parece que alguém morreu aqui dentro.-Ele tampou o nariz quando o cunhado o abraçou com o sovaco suado.-Que nojo, Nate.-O empurrou pela cintura, deixando a louça na pia e apressando o passo para se afastar.
-Levei eles para fazer uma trilha.
-Podia ter desovado os corpos por lá mesmo.-O canadense gargalhou, bagunçando os cabelos de Carlos.-Vou esperar você para a gente continuar aquele jogo, tá?-Luke concordou com a cabeça.-Mas tome um banho primeiro.
O mais novo saiu da cozinha apressando o passo.
-Parece que seu irmão tem uma nova pessoa preferida.-Comentou Nate. Jogou um pano de prato no canadense antes de apontar o dedo para ele.-O banheiro do corredor é meu!
O advogado pegou a esposa pela cintura e a jogou sobre o ombro, o que a fez gritar e protestar, em seguida desapareceram escada acima.
-Parece que vou ter que ficar fedido mais um tempinho.-Julie riu e atirou uma maçã para Luke, o almoço demoraria para ficar pronto e ela já sabia que ele ficava morto de fome depois de fazer exercício. O canadense pegou a fruta no ar, mas não a mordeu, apenas ficou olhando para ela por alguns segundos.
-O que foi?
-Eu só estava pensando...O Carlos já fez terapia antes?
A escritora mordeu o lábio inferior, depois que foram ao hospital, ela ficou pensando em sugerir que o irmão conversasse com alguém para Sara. Foi doloroso observar ele olhando para o pai através do vidro durante tanto tempo com a expressão devastada e perdida.
-Quando minha mãe morreu, ele fazia acompanhamento psicopedagógico, as notas dele ficaram bem ruins, depois que as notas subiram, meu pai tentou colocar ele na terapia mas acho que ele não se adaptou muito bem, não quis mais fazer.-Luke concordou com a cabeça, o ruim de ser criança é que você não consegue identificar muito bem quando precisa de ajuda.-Você acha que de repente ele precisa conversar com alguém?
-Acho que pode ser um pouco solitário para um menino da idade dele passar por tudo isso sem poder desabafar. Imagino que ele não queira encher ainda mais a cabeça de vocês.-O canadense deu de ombros, mas se apressou em dizer.-Eu não quero me meter nem nada, vocês são os responsáveis por ele, eu só...
-Tudo bem.-Julie sorriu para ele, adorava como ele se importava com seu irmão.-Eu estava pensando a mesma coisa.
Ele assentiu, deu a volta no balcão e beijou o topo de sua cabeça:
-Vou ficar um pouco com ele enquanto você toma banho.
-O.k.
A escritora sussurrou, o observando caminhar em direção a sala e se perguntando se Luke tinha facilidade em virar a cabeça de todas as garotas do avesso, ou se sua confusão tinha uma explicação puramente científica. Desejou silenciosamente pela segunda opção, porque não sabia como lidar com a informação de estar se apaixonando por ele.