Home, Gabrielle Aplin

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Dia 5

   Julie abriu os olhos, esperando encontrar Luke ao seu lado na cama, mas se surpreendeu quando percebeu que os olhos escuros da irmã a encaravam.

   -Bom dia, flor do dia.

   -Bom dia.-Respondeu a escritora com a voz rouca. Passou as mãos no rosto, tentando espantar a sonolência.-Que horas são?

   -Cinco e meia.

   -Porra.

   -Pois é.

   Julie encarou o teto do quarto de hóspedes, sentiu seu corpo mole, mas sabia que em breve precisaria levantar para ir ao hospital.

   -E o Luke?

   Flynn abriu um sorriso de canto, apoiando a cabeça na mão e usando o cotovelo como apoio:

   -Ele levantou mais cedo para fazer café da manhã para você.-A escritora mordeu a bochecha para conter um sorriso, e tentou ignorar a forma como a irmã a olhava.-Ele não está dormindo no colchão.-Julie suspirou, sabia que uma hora ou outra chegariam nesse assunto.-Vocês transaram?

   -Flynn!

   Ela olhou para a irmã, incrédula.

   -Julie, você está dividindo a cama com ele é uma pergunta completamente racional.

   -Eu sei, só...-A escritora tampou o rosto com as mãos, balançando a cabeça de um lado para o outro. Levantou o tronco e olhou para a porta, se certificando que ninguém havia as ouvido.-Não, nós não fizemos nada e também não acho que seja o momento de pensar nisso. Você pode não me perguntar essas coisas?

   -Eu sou sua irmã, falamos disso o tempo todo!

   -É, mas ele pode ouvir.-Julie olhou mais uma vez em direção a porta antes de voltar a se deitar, sentia as bochechas queimarem, o que era bastante estranho porque não costumava sentir vergonha de conversar sobre essas coisas com Flynn.

   -Fala sério, Julie, ele sabe que você não é exatamente a Virgem Maria.-A mais velha pegou o travesseiro debaixo da própria cabeça e o bateu na cara da irmã mais nova.-Ai!

   -O que você veio fazer aqui? Trazer turbulência para a minha manhã?-A escritora voltou para sua posição inicial, sentindo o confortável do travesseiro sob seus cabelos.

   -Não, ouvi o Luke saindo do quarto e vim me deitar com você.-A caçula estalou a língua e suspirou, mexendo em umas das tranças presas em seu couro cabeludo.-Não consigo dormir quando o Nate passa a noite no hospital.

   Julie sorriu com o que ouviu. Amava como sua irmã tinha conseguido suprir uma relação tão próspera e mútua, sabia muito bem que o marido dela também não conseguia dormir quando ela não estava. A puxou para perto de si, até que Flynn estivesse deitada em seu peito, e acariciou seus cabelos. Rose costumava fazer isso sempre que elas tinham insônia ou pesadelos, as trazia conforto e as fazia lembrar que estavam em casa, onde podiam se sentir seguras e relaxadas, e sempre funcionava. Deu um beijo no topo da cabeça da irmã, respirando fundo, queria muito que fosse mais fisicamente presente para ela como ela e Nate vinham sendo para Julie suas vidas inteiras:

  -Amo você.-Ela sussurrou, passando as mãos delicadamente pelas costas de Flynn.

   -Também amo você, sis.

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