Minha respiração se entrecortou por um breve momento e, apesar do som baixo e abafado dos alunos conversando dentro da sala de aula, tudo ao meu redor pareceu silenciar. Meu coração pulou uma batida, como se tivesse decidido por conta própria que aquela era uma situação de risco. Só que, ironicamente, o risco não era exatamente o puxão ou a proximidade, e sim a forma como minha mente de repente decidiu focar nos detalhes errados.
Como, por exemplo, o fato de que os olhos dele eram de um castanho tão escuro que quase pareciam negros sob a luz fluorescente do corredor. Ou como o perfume amadeirado que ele usava era sutil, mas viciante. Ou ainda, como a mão dele, que segurava meu braço, era quente o suficiente para contrastar com a temperatura fria do ar-condicionado que vinha de dentro da sala.
E vamos, princesa.
Como se todo o resto ja não fosse o suficiente, ele ainda joga uma bomba dessas so pra explodir na minha cara.
Ele simplesmente me guiou pra fora da sala, e dessa vez, sem nenhuma resistência da minha parte. Não porque eu concordasse com aquilo - não, eu ainda estava no meio de uma tarefa superimportante e, sinceramente, quem ele achava que era para decidir que eu precisava de uma pausa? - mas porque eu estava simplesmente surpresa demais para reagir.
O corredor estava quase vazio. Algumas portas de sala estavam entreabertas, o som distante de professores explicando matérias e o ocasional barulho de alguém andando apressado ecoavam no piso de cerâmica. O sol da manhã entrava através das janelas altas, criando faixas douradas que se espalhavam pelo chão e pelas paredes, dando um aspecto acolhedor ao ambiente. Mas nada disso parecia tão marcante quanto a única coisa que de fato chamava minha atenção naquele momento. A mão de Sunghoon segurando a minha.
Era uma mão grande. E macia.
Inexplicavelmente macia.
Eu devia estar irritada. Na verdade, eu deveria estar furiosa. Ele me arrastou para fora da sala sem nem me deixar protestar, me afastou das minhas responsabilidades e, pra piorar, minha mochila ficou para trás com todos os meus materiais. Mas, por algum motivo, tudo o que minha mente conseguia processar era como nossos dedos estavam entrelaçados e como, absurdamente, aquilo parecia... certo?
Que droga.
Então, decidi mandar ele soltar.
_Sunghoon porfa-
Antes que eu pudesse terminar a frase, ele simplesmente me puxou de leve para o lado, me posicionando ao seu lado, em vez de atrás dele. Foi um movimento tão natural, como se ele tivesse feito isso com varias outras representantes de classe japonesas que ele encontra por ai.
_ Relaxa Akemi, - ele disse, casualmente, como se não tivesse acabado de me sequestrar do meu próprio grupo de estudo. - suas coisas não vão fugir.
Bufei irritada.
_ Olha, eu agradeco muito por pensar em mim e tals, mas eu tenho coisas mais importantes a se fazer. -Olhei para ele, que apenas manteve aquele sorriso presunçoso enquanto caminhava, sem pressa, como se não tivéssemos nenhuma obrigação no mundo. - Coisas que não involvem nem você, e nem essa sua mao aqui.
Isso. Perfeito. Agora ele ia soltar minha mão, pedir desculpas e me levar de volta para a sala.
Nossa eu fui super convicente.
Só que não porque ele não fez nada disso.
Em vez disso, ele olhou diretamente nos meus olhos, e o sorriso dele, que já era irritantemente charmoso, se alargou. Lentamente, como se ele soubesse exatamente o que estava fazendo comigo.
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𝖸𝗈𝗎 𝖺𝗋𝖾 𝗆𝗒 𝗇𝖾𝗐 𝖽𝗋𝖾𝖺𝗆 ☆ 𝖯.𝖲𝗎𝗇𝗀𝗁𝗈𝗈𝗇,𝖾𝗇𝗁𝗒𝗉𝖾𝗇 ♡︎
Fanfiction.INSPIRADO EM RAPUNZEL. _______________☀️ _______________ "Park Sung Hoon, quero que me ensine a viver!" "E o que eu ganho com isso, princesa? "Eu prometo que não entrego aquele certo caderno a seu grande amor, príncipe" "Você não ousaria" "Claro...
