Look at me, Felix

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••••• Felix •••••

A madrugada parecia engolir tudo. O quarto estava mergulhado na penumbra, com a luz fraca do corredor vazando pela fresta inferior da porta. O silêncio era espesso, sufocante. Me encolhi no colchão, o cobertor subindo até meu queixo, mas o frio que sentia não vinha do ar. Era de dentro.

Eu estava me afundando em algo que não conseguia nomear.

Quando a maçaneta girou, meu corpo congelou. Eu já sabia que era ele. Sempre sabia. Hyunjin tinha esse jeito de invadir meu mundo como uma sombra: sem pressa, sem permissão, e inevitável.

A porta se abriu devagar. Ele entrou, os olhos escuros me encontrando com precisão cirúrgica. Nenhuma palavra foi dita. Ele apenas fechou a porta atrás de si e se aproximou, os passos ecoando como batidas do meu coração.

Sentei-me lentamente, os joelhos dobrados, as mãos trêmulas sobre as coxas. Estava tão consciente do meu corpo, da minha pele, da maneira como ele me olhava. Era como se seus olhos despissem minha alma.

— Você não dorme mais sem mim, não é? — ele disse, com um meio sorriso torto.

Fiquei em silêncio, mas ele já sabia a resposta.

Hyunjin se abaixou, ajoelhando-se à minha frente. Suas mãos subiram pelo lençol até alcançarem as minhas. O toque dele era quente, firme. E me queimava. Como fogo que não destrói, apenas marca.

Olhe para mim, Felix.

Obedeci, mesmo sem querer. Ou talvez quisesse sim. Eu já não sabia mais.

Seu olhar era denso, e havia algo nele que me puxava, como um abismo que prometia acolhimento e dor ao mesmo tempo.

— Eu quero ver você. Sem mentiras. Sem resistência.

Minhas mãos tremeram quando ele as afastou e começou a puxar o cobertor. Fiquei imóvel, o coração disparado. Cada movimento dele era lento, estudado. Ele sabia exatamente o efeito que tinha sobre mim.

— Você sente isso, não sente? — sussurrou, os dedos tocando meu pescoço com a ponta gelada. — Essa tensão. Esse desejo escondido debaixo do medo.

Fechei os olhos, uma onda quente subindo pelo meu estômago. Não queria responder. Não queria ceder. Mas meu corpo já o fazia por mim.

Hyunjin aproximou o rosto do meu, a respiração dele batendo contra meus lábios. Ele não me beijou. Apenas ficou ali, me provocando com a ausência, me enlouquecendo com o quase.

— Me odeia tanto assim... que pensa em mim quando está sozinho? — perguntou, a voz baixa, envolvente. — Se toca pensando na minha voz? No meu toque?

Minha garganta secou. Minhas pernas fraquejaram. O desejo era um veneno lento, e ele o injetava em mim com cada palavra.

— Diga, Felix. Eu quero ouvir da sua boca.

— Eu... não sei mais o que sinto — confessei, sem conseguir sustentar o olhar.

Ele sorriu. Um sorriso de vitória e posse.

— Eu sei o que você sente.

As mãos dele deslizaram pela minha cintura, puxando-me para mais perto. Nossos corpos se tocaram, e minha pele se arrepiou inteira. O cheiro dele, o calor dele… era como ser tragado por um vício.

— Tira isso — ele ordenou, apontando para minha camiseta.

Por um segundo hesitei. Mas meu corpo já agia sozinho. Levantei o tecido, revelando meu peito exposto sob a luz fraca. Hyunjin passou os dedos ali como se estivesse explorando um mapa antigo, devagar, traçando cada curva da minha pele.

Seus lábios tocaram meu pescoço, e o arrepio foi tão violento que soltei um suspiro trêmulo. Ele notou. E continuou, os beijos descendo em linha até meu ombro, minha clavícula, cada ponto uma explosão de sensações que eu não conseguia mais controlar.

— Sua pele implora por mim, Felix — murmurou, a voz tão baixa que parecia um pensamento. — E você sabe disso.

Ele me deitou sobre o colchão, os movimentos calmos demais para o caos dentro de mim. Seus olhos não me deixavam escapar, mesmo quando suas mãos passavam pela minha cintura, subiam pelas minhas costelas, invadiam espaços que antes eram só meus.

E agora eram dele.

Completamente.

Quando nossos corpos se encaixaram, quando senti a firmeza do dele contra mim, não havia mais resistência. Só o calor, o choque, o prazer sujo que me fazia querer mais mesmo que eu soubesse o quão errado era.

Hyunjin segurava meus pulsos acima da cabeça com uma das mãos, enquanto a outra explorava meu corpo com uma lentidão que me fazia arder. Seus lábios me marcavam, beijos e mordidas suaves que desenhavam território sobre minha pele.

— Você é meu, Felix. E quanto mais tenta negar, mais eu te possuo.

Soltei um gemido abafado, e ele sorriu contra meu pescoço, como se aquele som fosse a confirmação final da minha rendição.

A noite se tornou um borrão de pele, suspiros e gemidos baixos. Ele me levou ao limite, me prendeu com seu toque, me moldou até que eu não soubesse mais onde começava o desejo e terminava o medo.

E quando tudo acabou, quando nossos corpos ainda se tocavam e a respiração pesada preenchia o ar, ele me puxou para perto, como se eu fosse algo precioso que ele se recusava a perder.

— Dorme agora, meu amor — sussurrou. — Você não precisa pensar em mais nada. Eu sou tudo que você precisa.

Fechei os olhos, o corpo cansado, a mente anestesiada. Parte de mim gritava por liberdade. Mas a outra… a outra se aninhou no calor dele, desejando que a noite nunca terminasse.

Eu completamente odiava ele por me deixar tão necessitado só pela diversão dele... Brincar comigo como se eu fosse apenas mais um brinquedo dele, porém no fundo eu não podia negar que eu gostava, não conseguia esconder o prazer que ele me dava em seus atos e frases...

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Oii💕💕💕

Pra me redimir com vocês por todo esse tempão sem postar capítulos eu trouxe 2 capítulos hoje🙂‍↕️

Vocês pedem, eu faço 🤷🏻‍♀️

Tchauuu✨✨✨✨

Venenos e Segredos- HyunlixHistórias para pegar e não largar. Descubra agora