029|HOSPITAL GERAL DE LOS ANGELES

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capítulo vinte nove

capítulo vinte nove

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ALEX NIXEL


Eu não pensei duas vezes, saí correndo, pulei no carro e saí cantando pneu, sem nem olhar pra trás.

A Amélia tentou me segurar, pediu pra eu ficar com o Jack, mas eu não podia. Era a Julia. Minha esposa. Minha vida. Eu precisava estar com ela.

Cheguei ao Hospital Geral de Los Angeles em tempo recorde, o Camaro derrapando no estacionamento. Joguei as chaves pro manobrista sem nem olhar e corri pra entrada, o peito apertado, o ar faltando.

A recepção tava cheia, o cheiro de antisséptico forte, e eu me joguei no balcão, interrompendo a recepcionista que falava com outra pessoa.

- Julia... Julia, minha esposa - falei, a voz saindo embolada, ofegante. - Ela tá aqui. Foi atacada. Onde ela tá? Ela tá bem?

A recepcionista, uma mulher de meia-idade com óculos, me olhou com calma, mas eu via que ela tava acostumada com gente desesperada.

- Senhor, me diga o nome completo dela, por favor - ela disse, já digitando no computador.
- Julia... Julia Nixel - respondi, passando a mão pelo cabelo, tentando respirar. - Ela entrou agora, machucada. Por favor, me diz que ela tá bem.

Ela olhou a tela, assentiu e apontou pro corredor à esquerda.

- Ela tá na ala de observação, quarto 214. Tá estável, com pontos no joelho e hematomas, mas tá consciente. Pode ir, mas mantenha a calma, tá?

- Valeu - murmurei, já correndo pro corredor sem esperar mais.

As palavras eram um alívio, mas eu precisava ver com meus próprios olhos.

O hospital era um labirinto de corredores brancos, enfermeiras passando com carrinhos, o som de monitores apitando. Encontrei o quarto 214 e abri a porta com cuidado, o coração na garganta. Lá tava ela, minha Julia, deitada numa cama, o rosto pálido, mas com aquele brilho nos olhos que eu amava. O joelho dela tava enfaixado, o braço com um roxo feio, e ela segurava um copo d'água com a mão tremendo um pouco.

Quando me viu, os olhos dela se encheram de lágrimas, e ela tentou sorrir.

- Alex - ela disse, a voz fraca, mas cheia de alívio.

Eu corri até ela, ajoelhando ao lado da cama, segurando a mão dela com cuidado pra não machucar.

- Meu Deus, Julia, você tá bem? - perguntei, a voz quebrando enquanto olhava cada detalhe dela, como se precisasse ter certeza que ela tava inteira. - Por que você não me ligou?

Ela enxugou uma lágrima, o sorriso tremendo.

- Tô bem, amor. Só... machuquei o joelho e o braço. Foi rápido, eu não consegui ligar. Um cara me ajudou, me trouxe aqui. Eu... eu dei o número da Amélia pros médicos.

⿻𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐒𝐎 𝐏𝐔𝐑𝐄 ʲᵒʰⁿⁿʸ ᵈᵉᵖᵖ  Histórias para pegar e não largar. Descubra agora